Aventura para todos na Chapada Diamantina

Aventura para todos na Chapada Diamantina

Atualizado: Segunda-feira, 5 Setembro de 2011 as 9:45

Situada na porção central do Estado da Bahia, a Chapada Diamantina é um verdadeiro oásis na região mais ao norte do Vale do Espinhaço. Com 38 mil m² de paisagens deslumbrantes como o morro do Pai Ignácio, cartão-postal da Chapada, e uma vasta oferta de atividades de aventura dentro e fora do Parque Nacional que carrega o nome da região, não por acaso é um destino indispensável para quem deseja praticar o espeleoturismo, o rapel, a canoagem e outras atividades de aventura ao ar livre.

Na Chapada os turistas podem caminhar por trilhas como a Andaraí-Igatu, a do Pico do Barbado e a Capão Guiné, navegar entre vitórias-régias, aves e jacarés a bordo de uma canoa na área conhecida como mini-pantanal da Chapada, praticar o turismo fora de estrada com veículos 4x4, além de sentir o ar puro em roteiros de cicloturismo. Já as grutas da Torrinha, da Pratinha e Poço Azul são locais ideais para o espeleoturismo e a flutuação.

Além de todas estas atividades, o rapel e o canionismo nas paradisíacas cachoeiras são espetáculos únicos. As cachoeiras do Buracão, dentre as mais conhecidas do público, do Mosquito, que se divide em duas duchas, e a da Fumacinha, com 100 metros de altura repartidos em três quedas d’água dentro de um cânion muito estreito, encantam todos os visitantes. Ainda, o trekking pode ser praticado no Vale do Capão e no Vale do Pati, enquanto os passeios a cavalo são realizados no Ribeirão de Baixo. No céu, mais de 250 espécies de aves dão o colorido que o cenário merece.

Aliado ao enorme potencial de ofertas de ecoturismo e turismo de aventura, as cidades ao redor do Parque têm na culinária, no artesanato e nas festas populares outros grandes atrativos. Rio de Contas, a mais antiga da Chapada Diamantina e escolhida como cenário para o filme brasileiro Abril Despedaçado, mostra a todos seu tradicional carnaval de máscaras, que une a principal festa do país à cultura local. Já a pequena vila Vale do Capão tem o clima de esoterismo, que foi trazido por jovens na década de 70 e que ainda leva muitos a visitarem o local em busca de autoconhecimento e espiritualidade.

Andaraí é admirada pela sua Festa do Divino Espírito Santo, quando toda a comunidade e os visitantes se envolvem nessa comemoração de manifestações da cultura popular europeia com o tempero do interior baiano.

A gastronomia local aguça o paladar com o arroz garimpeiro, conhecido como maturi, feito com a polpa da castanha-de-caju, coco ralado, leite de coco e dendê e a Batata-da-serra, que só nasce no alto das montanhas e é comida crua, em saladas ou em sobremesas, sempre obrigatórios na mesa dos viajantes.

O acervo histórico da região também é imperdível. A pequena cidade de Lençóis é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por causa de seus casarões do século 19, que apresentam a arquitetura da época. A pequena Igatu ganha grandeza pelas suas curiosas casas de pedra, um resquício do apogeu do garimpo na região e hoje um Patrimônio Nacional acreditado pelo Iphan.

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