Badalação de Floripa esconde tranquilidade no sul

Badalação de Floripa esconde tranquilidade no sul

Atualizado: Terça-feira, 20 Setembro de 2011 as 8:42

POR QUE IR? Embora badalada e no circuito dos moderninhos que não perdem a combinação praia mais agito, Florianópolis ainda guarda praias reservadas e escondidas na região abaixo da Lagoa da Conceição – algumas que só podem ser acessadas por trilhas ou barco. Assim, a tranquilidade por lá é palavra de ordem.

QUANDO IR? O verão atrai legiões de turistas, principalmente na alta temporada. Por isso, vale a

pena explorar o local entre os meses de outubro e novembro, quando os dias já são mais quentes, ou em março, para desfrutar do sossego longe do período das férias escolares.

COMO IR? TAM, Gol, Trip e Azul, entre outras companhias, voam para Florianópolis a partir de muitas cidades brasileiras, como Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Na ilha, as distâncias não são curtas, ao contrário do que muitos pensam. O ideal é ter um carro para facilitar os passeios.  

PARA VER A melhor praia Conhecer Lagoinha do Leste não é fácil: só é possível visitá-la de barco ou percorrendo a íngreme trilha que parte de Pântano do Sul.

Mas encarar o desafi o vale a pena: a pequenina praia, com um pouco mais de um quilômetro de extensão, é de areia fofa, desenhada pela exuberante Mata Atlântica e tem um mar lindo e azul para refrescar os dias ensolarados.

O melhor da história

Em Ribeirão da Ilha respira-se história. Foi lá, em 1526, que o navegador Sebastião Caboto fundou a Ilha de Santa Catarina – e até hoje as ruas de pedra e as casas coloridas homenageiam a época. Comunidades de pescadores estão espalhadas pelo vilarejo e convidam o turista

a desacelerar e curtir horas calmas.

A melhor aventura

Naufragados é a última praia ao sul de Florianópolis, à qual se chega por meio de uma trilha que parte do bairro de Caieira da Barra do Sul. Apesar de ter apenas 3 quilômetros, tem boa parte de subida acentuada e o trajeto é cansativo para quem está fora de forma. Porém, o esforço é compensador: o verde abraça o caminhante durante o percurso e Naufragados o acolhe com areia branca e sossego de sobra.

O melhor museu

A Pousada do Museu fica em Ribeirão da Ilha, na região onde a presença portuguesa é relembrada facilmente. O casarão que a abriga data do século 19 e guarda relíquias dos primeiros imigrantes, datadas do período de 1748 a 1756.

PARA COMER E BEBER

O mar que faz a alegria dos turistas também farta as mesas do sul de Florianópolis. Não faltam bons restaurantes para deliciar-se com ostras e camarões servidos à vontade.

- O sofisticado Ostradamus, em Ribeirão da Ilha, tem um menu repleto de especialidades que dão água na boca, como a Canoada (polvo defumado com molho de ostra e amêndoas; pratos variam de R$ 80 a R$ 100; ostradamus.com.br). - Em Pântano do Sul, no fim da rua que leva à praia, fica o Arante . As mesinhas recebem os turistas atrás da bem recheada casquinha de siri ou do bufê com comida típica da ilha, que nos finais de semana inclui paella e ostras (R$ 40, o bufê por pessoa; arantebar.brasil.vc). - O DNA Natural Bistrô é boa opção para quem está na Lagoa da Conceição e busca uma refeição leve e rápida. O cardápio conta com omeletes, saladas e tortas integrais (lanches em torno de R$ 12; dnanatural.com.br). - Para driblar a tentação de comer peixe todo dia, visite o Restaurante Patagônia, no canto da Lagoa. Os cortes de carne são trabalhados por mãos argentinas especializadas, levam apenas sal grosso como tempero e grelhados em chapa aquecida a gás com pedra vulcânica, detalhe que torna os pedidos mais suculentos (R$ 60, por pessoa; restaurantepatagonia.com.br).

ESSENCIAIS

Circulando

Ter um carro é a melhor opção para aproveitar os dias na capital catarinense (o aluguel de um modelo econômico varia entre R$ 80 e R$ 100, a diária). Porém, é preciso fugir do horário do rush, quando as principais ruas ficam lotadas. Há ônibus que circulam tanto pela parte norte quanto pela sul, mas os horários são escassos.

Preços típicos

Porção de ostras: R$ 15 a R$ 25

Refeição de preço médio: cerca de R$ 30

Hospedagem em hotel de preço médio: R$ 120, o casal

Diária em hotel sofisticado: a partir de R$ 300, o casal

PARA DORMIR

- Acomodações não faltam nessa região da ilha. A charmosa Pousada Natur Campeche tem suítes temáticas, decoradas com objetos trazidos de vários lugares do mundo pelo proprietário, e serve um café da manhã caseiro que agrada os paladares mais exigentes (diárias a partir de R$ 250; naturcampeche.com.br). - O Albergue do Pirata, em Pântano do Sul, é boa opção para os aventureiros que buscam hospedagem confortável perto das trilhas (preços sob consulta; alberguedopirata.com.br). - A 200 metros da Praia da Armação está a Pousada Alemdomar. Rodeada por mata nativa, une a simplicidade com o conforto, oferece quartos aconchegantes e café da tarde para os turistas famintos que chegam da praia (R$ 480, o pacote para três noites por casal; alemdomar.com.br). - A Pousada Vila Tamarindo Eco Lodge, no Campeche, conjuga os conceitos de sustentabilidade, compartilha da política da compensação de emissão de gás carbônico, boa parte de sua culinária é preparada com produtos orgânicos e tem mais de 3 mil metros quadrados de jardins que cercam os cômodos (diárias a partir de R$ 150; tamarindo.com.br). - As redes de descanso espalhadas pela Pousada do Pescador, em Pântano do Sul, atraem os visitantes atrás de harmonia com a natureza. Aconchegante, a hospedaria beira a praia de Pântano do Sul e tem chalé para casal com cozinha ou para grupos com churrasqueira (preços sob consulta; pousadadopescador.com.br).

DICAS DE OUTROS VIAJANTES

Praia e gente bonita

Ainda não conhecia o Campeche, apesar de já ter ido algumas vezes para Florianópolis. Fiquei admirado com o Riozinho do Campeche, uma praia com poucos metros de areia e um pessoal descolado e bonito – mas não lotada e barulhenta. O mais interessante, porém, é conhecer

as inscrições rupestres, logo ali, na ilha diante da orla. Para os surfistas também há boas ondas.

Fernando Lanzelotti

Ilha do campeche

Pequenos botes a motor levam os visitantes para a Ilha do Campeche, bem diante da praia do mesmo nome. O turismo na ilha é bem organizado, com instrutores recebendo os viajantes e acompanhando-os em diferentes trilhas. Destaque para as inscrições rupestres.

Mariella Lima

Surfe

A pequena praia do Matadeiro, próxima a praia da Armação, é uma bela dica para quem está em busca de boas ondas para surfar no sul da ilha. O swell costuma entrar com frequência e, além das boas ondas, o visual da praia é incrível, uma perfeita combinação da natureza. Se você é novo no pico, nos dias realmente bons, vale sempre a velha regra de respeitar os surfistas locais.

Anderson Mindim

Ilustre visitante

É fácil andar pela avenida Pequeno Príncipe, no Campeche, e nem se dar conta do nome. Saint-Exupéry, o grande aviador e autor do famoso livro, frequentou muito a ilha na época em que ela estava na rota dos voos que vinham da Europa. Hoje, um monumento de pedra marca o local do antigo aérodromo.

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