À beira do Titicaca, na Bolívia

À beira do Titicaca, na Bolívia

Atualizado: Quarta-feira, 14 Setembro de 2011 as 10:48

Copacabana não é apenas o famoso bairro carioca

POR QUE IR? Copacabana não é apenas a famosa praia carioca. Também é uma cidade charmosa localizada na margem do lago Titicaca, na Bolívia. Antiquíssima – pesquisas mostram

que existe desde o século 14 a.C –, guarda vestígios das culturas aymará e inca em

cada ruela.

QUANDO IR?

O clima na Bolívia, apesar de tropical, varia bastante por causa das diferentes

altitudes. Em Copacabana, a mais de 3.800 metros acima do nível do mar, os ventos gelados sopram durante o ano todo e as chuvas são comuns de novembro a março.

Por isso, agende sua viagem para a temporada entre abril e outubro, quando os dias são ensolarados.

COMO IR

O aeroporto mais próximo de Copacabana fica em La Paz: a Taca e a Lan oferecem passagens aéreas a partir de US$ 800. As viações Trans Manco Capac e Trans 2 de Febrero fazem o trajeto La Paz-Copacabana de ônibus. Apesar da distância curta –

cerca de 135 km – a viagem costuma demorar entre três e quatro horas.  

PARA VER

O melhor da praia A praia formada pelo lago Titicaca é gostosa para passeios à beira-mar. Depois da caminhada, uma parada em um dos cafés ou bares da orla é bem-vinda. Mesinhas na calçada recebem os turistas com bebidas refrescantes, comidinhas típicas e pratos saborosos de truta.

A melhor aventura O Cerro Calvario, assim como o Titicaca, desenha Copacabana. A subida começa perto da catedral e, apesar de íngreme e pedir pelo menos uma hora e meia de caminhada, reserva surpresas para quem se arrisca a encará-la. O visual do pôr do sol no lago é deslumbrante. E lá no alto, há pessoas fazendo rituais a Pachamama (Mãe Terra).

A melhor ilha A Isla del Sol não é conhecida apenas como lugar sagrado dos incas. Sua paisagem repleta de sítios arqueológicos também faz sua fama mundo afora. Basta caminhar um pouco naquele território para ver ruínas que contam a cultura do povo ancestral. Os habitantes da ilha ainda preservam as tradições locais: vivem da criação de ovelhas e lhamas e do artesanato típico.

PARA COMER E BEBER

- Para quem aprecia truta, em Copacabana não faltam restaurantes que servem a iguaria com capricho. O La Orilla tem algumas das melhores receitas da região feitas com o peixe – experimente a opção recheada (pratos a partir de US$ 3,50; 6 de Agosto).

- Já o Kota Kaua&O5533;a, restaurante do hotel Rosario del Lago, é um dos mais caros da cidade. Mas visitá-lo vale a pena: tem pratos saborosos feitos com truta e boa carta de vinhos bolivianos (pratos a partir de US$ 3; hotelrosario.com/lago).

- Para refeições mais rápidas, o Snack 6 de Agosto é ideal. Nos dias de sol, fique no pátio, com mesinhas ao ar livre (US$ 1,50, o café da manhã; 6 de agosto).

- O Kala Uta tem um clima descontraído e oferece um delicioso café da manhã. Peça crepe de quinua e iogurte com castanha-do-pará (pratos a partir de US$ 3; 6 de Agosto com 16 de Julio).

- Se nunca experimentou pizza de truta, faça uma pausa no Pacha Café Restaurant Pub para degustar a especialidade da casa. No cardápio, nove receitas diferentes para serem acompanhadas com coquetéis também inovadores (pizzas a partir de US$ 2; Bolívar).

- O Akwaaba é dedicado aos amantes da dupla boa música e cerveja gelada. De um saxofonista, as apresentações de salsa e cumbia convidam os visitantes a bailar (6 de Agosto).

ESSENCIAIS

Circulando

Passear pela cidade boliviana é fácil, basta tomar como referência o lago Titicaca – boa parte das atrações está a três ou quatro quarteirões da sua margem – e é possível chegar aos principais pontos turísticos a pé. A rua 6 de Agosto e seus arredores concentram bons restaurantes, hotéis e lojas de artesanato.

Preços típicos

Prato de truta: US$ 5

Hospedagem em hotel de preço médio: a partir de US$ 15

Diária em hotel sofisticado: a partir de US$ 50

PARA DORMIR

- As opções de hospedagem em Copacabana variam conforme o gosto e o bolso do turista. O Hostel 6 de Agosto fica no burburinho da cidade, a poucos metros do lago e tem acomodações simples e confortáveis (US$ 3, diária por pessoa; 6 de Agosto).

- Com poucos quartos, o Hostal Brisas del Titicaca tem agradável clima retrô, que lembra a cultura dos anos 1970. Peça um quarto com banheiro privativo e terraço – da varanda, tem-se um das vistas mais bonitas do Titicaca (US$ 5, diária por pessoa; 6 de Agosto com Costa&O5533;era).

- Visitantes que desejam um pouco de conforto e privacidade longe da agitação da 6 de Agosto, podem optar pelo hotel Utama, famoso pelo bem servido café da manhã e pelos descontos oferecidos aos estudantes (US$ 7 a US$ 10, diária por

pessoa; Michel Pérez).

- Com arquitetura neocolonial, o hotel Rosario del Lago tem unidades em La Paz e em Copacabana. O de Copa é classificado com três estrelas e considerado um dos melhores da cidade. Seus quartos são amplos e arejados e a maioria tem janelões grandes para apreciar o lago (diárias a partir de US$ 50; hotelrosario/lago).

- O Hotel Gloria é uma opção sofisticada à beira do Titicaca. Tem cômodos espaçosos e bastante confortáveis e uma sala de jogos que atrai os turistas no comecinho da noite (diárias a partir de US$ 45; hotelgloria.com).

DICAS DE OUTROS VIAJANTES

O azul que fascina Como passei apenas dois dias em Copacabana, assim que cheguei na cidadezinha, parti para Isla del Sol. Que surpresa! Subi a Escalera del Inca, uma escadaria sem fim da ilha mágica, e tive uma vista incrível do Titicaca com as montanhas nevadas compondo o visual. A correria vale a pena, mesmo para quem fica pouco tempo em Copa.

Rodrigo Gomes

Travessia simpática No caminho entre La Paz e Copacabana está o Estreito de Tiquina. Nesse trecho, os veículos atravessam a água de balsa, enquanto os turistas são levados por pequenos barcos. Esse momento é um relax nas quase quatro horas de viagem: a água do estreito é transparente e limpa e o visual dessa parte é pitoresco – tem até um prédio da Marinha boliviana!

Marcelo Ramos

As outras ilhas O Estreito de Tiquina divide o Titicaca em dois lagos, o Maior e o Menor. Enquanto no Maior estão as ilhas do Sol e da Lua, as mais visitadas, o Menor abriga outras menos conhecidas, mas que valem a visita, como a Suriqui e a Kala Uta. Na primeira, é possível conhecer construções indígenas, e na segunda há fascinantes casas de pedras atribuídas aos aymarás.

Rafaela Mansur

Ruínas do imperador Os passeios para Isla del Sol costumam durar poucas horas. Mas, se tiver oportunidade, explore o sul da ilha. Nesse lado, ficam as ruínas do Palacio del Inca que, segundo a história local, foi construído pelo imperador inca Tupac Yupanqui. É impressionante passear pelo labirinto de pedras e notar a precisão da arquitetura.

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