Beirute, onde o passado e o futuro ocupam o mesmo espaço

Beirute, onde o passado e o futuro ocupam o mesmo espaço

Atualizado: Sexta-feira, 9 Setembro de 2011 as 1:42

A primeira visita à capital do Líbano chama a atenção pelos edifícios envidraçados e modernos que disputam território com os velhos prédios que resistiram a tantos anos de bombardeios.

Beirute é assim, uma cidade cheia de contrastes. Uma mistura sem fim; de um lado pessoas trilíngues que falam árabe, inglês e francês e do outro, muitos cidadãos que se viram somente com o árabe e são felizes assim. Ruas repletas de lojas de grife e marcas de renome internacional e em outros bairros mais distantes do centro, uma pobreza que pode ser triste e curiosa ao mesmo tempo.

Um lugar de contrastes, onde o passado e o presente se misturam, se amalgamam e se completam. Ex colônia francesa, o Líbano passou por uma guerra civil que durou 15 anos (1975-1990). Um período que foi suficiente para destruir boa parte desse pequeno país. Depois de dezesseis anos de aparente calma, veio a guerra com Israel, em julho de 2006. Um ataque de 34 dias que devastou Beirute e boa parte do sul do país.

Mas nada disso deve desanimar os viajantes - conhecer essas terras pode ser uma experiência encantadora e surpreendente. Esse passado instável faz dos libaneses pessoas adoráveis que sabem aproveitar o que a vida tem de melhor. Esse povo literalmente vive o dia de hoje, porque o de amanhã ainda não chegou.

Essa sede de vida é contagiante e pode ser vista em todos os lugares; pessoas que fazem compras nas lojas do bairro Hamra, famílias que se encontram nos cafés do centro e amigos que passeiam pelo calçadão La Corniche ao entardecer, tudo isso faz parte do alegre dia-a-dia dos beirutianos.

O Líbano é uma nação pequena. De norte a sul o país tem ao redor de 220 quilômetros e pouco mais de quatro milhões de habitantes. Menor ainda é Beirute, onde três dias são suficientes para conhecer a capital. Um bom roteiro é começar pelo centro que foi todo reconstruído depois dos bombardeios que a cidade sofreu. A torre do relógio (Place d' Etoile) é o ponto central da cidade - dali saem diversos calçadões cheios de lojas chiques, cafés e restaurantes.

Um pouco mais a frente está a Mesquita Al Omari. Uma boa opção é apreciar o edifício de noite quando fica todo iluminado. Outra sugestão é seguir para o bairro Hamra, uma região alegre e cheia de vida. Mais adiante está o bairro Ras Beirut onde fica o campus da Universidade Americana. Para finalizar o dia, faça como os locais: veja o sol se por no mar. É muito agradável observar as famílias e as crianças brincando e passeando no calçadão. Durante o verão, muitas pessoas se reúnem para comer e beber nos bancos da Corniche.

Apesar da sua beleza e da simpatia dos seus habitantes, uma coisa falta em Beirute. Quase não há áreas verdes públicas na cidade, a única é o parque Sanayeh. Um bom local para descansar e observar como as famílias e as crianças brincam por lá. O parque fica próximo ao bairro Hamra.

Durante a noite, Beirute não para. A capital é conhecida por ter uma vida noturna muito agitada. A rua Monot no bairro Achrafiyé é uma das mais famosas com seus bares e clubes. Simplicidade por ali não existe. Quando os beirutianos saem de noite, costumam se arrumar bastante e exibem suas melhores produções.

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