Belize: Pequena no tamanho, enorme nos atrativos

Belize: Pequena no tamanho, enorme nos atrativos

Atualizado: Segunda-feira, 31 Janeiro de 2011 as 1:28

Descobrir Belize é uma surpresa. Com grande diversidade cultural e histórica, o pequeno país da América Central ostenta inúmeros atrativos turísticos e figura entre os destinos mais bacanas para 2011.

Dono de uma espetacular floresta, com um verde denso e nada tímido, a diversidade natural pode ser a principal marca do país. Com mais de 40 % de sua área altamente preservada, você poderá se tornar uma Indiana Jones em expedições guiadas pelas florestas que reservam animais exóticos que se confundem na flora exuberante em um misto de cores, sons e aromas. Misteriosas cavernas completam o clima de caçadores de relíquias.

Praias

Falar das praias do Caribe é tarefa fácil. Suas águas azuis, brisa amena e areias branquinhas têm na costa de Belize um de seus pontos mais belos. O lugar é a Meca de esportes náuticos, com uma invejável estrutura nas mais diversas modalidades, mas para quem quer apenas o relax, basta deixar-se levar pela fraca correnteza, boiando nesta enorme e divina bacia de águas cor de safira.

Mas Belize é dona de um local único no planeta. Mergulhar no Blue Hole é uma experiência única, espetacular e cheia de surpresas. Aquela foto que parece um "photoshop divino" é real. Indescritível. Encrustrado na barreira de corais Lighthouse, tem incríveis 130 metros de profundidade, escondendo cavernas submersas, intensa vida marinha e estalactites surreais em um cenário que remete a um eden submerso.

O mergulho como um todo é a principal atração turística de Belize. Em Caye Caulker deve-se comer a lagosta (mais em conta do que em Boipeba, antes conhecida como a lagosta mais barata do mundo). Por lá, basta uma máscara e a quantidade de arraias, peixes e tubarões enfermeiros (pequenos e inofensivos) é incrível.

No mesmo Caye está a vida noturna, que é bastante agitada, vários bares temáticos oferecem boa música, drinks tropicais e belos nativos dançantes.

Berço de Civilizações

Belize faz parte da Rota Maia, um circuito de ruínas que podem e devem ser visitadas. Todo o país está cercado por sítios arqueológicos. Mesmo ocultados na mata, a maioria tem fácil acesso e também há guias treinados e bilíngües prontos para te levar a uma viagem no tempo. A mais importante é a rota Lamanai, cheia de templos, ídolos e pirâmides, fica escondida na floresta e chegar até as ruínas é uma aula de geografia in loco. Em San Ignácio estão as ruínas de Cahal Pech, mas estas foram restauradas e perderam um pouco do atrativo histórico.

A população belizenha é composta por mais de 10 nações e o inglês passou a ser a língua oficia após a ocupação, mas o crioulo belizenho é o idioma mais falado, além do espanhol. Sua arquitetura mescla tendências européias com costumes indígenas e o que se vê é uma grande mistura entre o pomposo, rústico e o turístico.

Hotelaria

Dizem que as folhas de palmeira colhidas nas noites de lua cheia são as mais duráveis e estão na cobertura da maioria das casas dos belizenhos. Os hotéis e resorts, aproveitando a publicidade, entram na briga para garantir essas folhas para seus bangalôs.

Victoria House é um resort que preserva a cultura local, mas com influências da velha inglaterra. Sua piscina é incrível. Seu campo de golfe figura entre os melhores do mundo.

Origens

Os garifunos são a mistura entre índios das Antilhas com negros de origem africana. Hoje, mais de 15 mil habitam Belize. Após a dominação inglesa, e domínio de suas terras, os garifunos se ocultaram na selva de Belize e Honduras e preservaram as duas culturas.

Também conhecidos como negros caribenhos, ao longo de 150 anos de existência, criaram um comunidade sólida e única. É possível visitá-los e conhecer sua música, religião e arte.

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