Buenos Aires reforça segurança após rumor de atentado

Buenos Aires reforça segurança após rumor de atentado

Atualizado: Quinta-feira, 13 Outubro de 2011 as 9:48

A informação, a princípio dada por funcionários do governo à cadeia norte-americana ABC, repercutiu fortemente na imprensa argentina durante todo o dia.

Segundo a agência de notícias France Presse, o subsecretário de Estado norte-americano, William Burns, ligou ontem para autoridades argentinas para passar detalhes sobre a operação e suas prováveis ramificações internacionais.

A porta-voz Victoria Nuland confirmou o contato do subsecretário Burns com o governo argentino, mas não quis dar mais informações nem mencionou outros países supostamente envolvidos na trama iraniana.

O governo argentino não se pronunciou sobre o tema até o fechamento desta edição. A presidente do país, Cristina Kirchner, passou mal anteontem e está com sua agenda de campanha eleitoral suspensa, devido a um quadro de lipotimia (queda de pressão, com eventual perda de consciência).

Já o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, ofereceu ajuda à Casa Rosada e disse que os possíveis alvos na capital argentina já estão com monitoração reforçada. "Temos que continuar na luta contra o terrorismo", disse, em entrevista a jornalistas.

"Nós, argentinos, temos um grau de sensibilidade maior porque já sofremos dois atentados terroristas", afirmou Macri, uma das principais vozes da oposição a Cristina -que tenta se reeleger e, segundo as pesquisas, deve obter novo mandato de quatro anos já no primeiro turno, em 23 de outubro.

HISTÓRICO DE ATAQUES

O prefeito refere-se aos dois ataques na capital argentina na década de 90, durante a Presidência do peronista Carlos Menem (1989-1999).

O primeiro, uma bomba colocada na embaixada de Israel, em 1992, resultou em 29 mortes e mais de 200 feridos. Na época, a organização Jihad Islâmica, acusada de ligações com o Irã, assumiu a autoria do atentado.

O segundo ocorreu em 1994, quando a explosão de um carro-bomba atingiu a entidade judaica Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), matando 85 pessoas e ferindo 300. A Argentina também acusa membros do governo iraniano de envolvimento nesse ataque. A comunidade judaica do país é uma das maiores do mundo.

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