Cachoeiras de Macacu (RJ)

Cachoeiras de Macacu (RJ)

Atualizado: Terça-feira, 18 Agosto de 2009 as 12

Cachoeiras de Macacu é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Possui uma população de 56.529 habitantes. É atravessado pelo Rio Macacu, o maior rio que deságua na Baía de Guanabara, tanto em extensão quanto em volume d'água. Sua economia baseia-se na agricultura ( principalmente coco, goiaba, inhame, aipim, milho) e a pecuária bovina

Firmando-se na atividade agropecuária, o município de Cachoeiras de Macacu, hoje já começa a sofrer os efeitos do avanço da metrópole, na medida em que suas terras passam a ser procuradas como área de sítios de lazer, bem como já se esboça a expansão de loteamentos nos limites com Itaboraí. Comporta ainda próximo ao seus limites com o Município de Guapimirim, um assentamento agrícola de grande importância chamado São José da Boa Morte, com uma extensão de quase 200 km² e que recebeu este nome por causa de uma igreja construída na época colonial. Hoje a igreja está em ruínas e é um dos principais pontos turísticos da região.

Atualmente o município tem se tornado uma atração para os praticantes do trekking, do montanhismo, do rapel e de outras modalidades de esportes radicais e de ecoturismo, sendo que parte do seu território encontra-se situado nos limites do Parque Estadual dos Três Picos, respondendo Cachoeiras de Macacu por 66% da área da unidade de conservação.

Outras importantes unidades de conservação criadas em Cachoeiras de Macacu foram a Reserva Ecológica de Guapiaçu em terras particulares e a APA do rio Macacu.

Além do Pico da Caledônia, com 2.219 metros de altitude, que também pertence ao município de Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu dispõe de várias belezas naturais como a Pedra do Faraó, a Pedra do Oratório, a Pedra da Mariquita, inúmeras cachoeiras e tem na Pedra do Colégio o símbolo da cidade.

Atrações Turísticas

Prédio Antigo Grupo Escolar Quintino Bocaiúva

Construído na primeira metade do século XX, em estilo neoclássico. Foi erguido para abrigar o Grupo Escolar Quintino Bocaiúva, que foi posteriormente transferido para um local mais espaçoso. Possui várias salas, sendo o piso e o forro em pinho de riga, com destaque para suas belíssimas escadas, hoje funciona no prédio a Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Prédio do Fórum

Construído, também, na primeira metade do século XX. Foi totalmente reformado sendo seu interior descaracterizado, embora sua fachada tenha sido mantida. Em estilo neoclássico, juntamente com o prédio do Grupo Escolar Quintino Bocaiúva e o dos Correios; os únicos do município com estilo arquitetônico definido 

Ruína de São José da Boa Morte

As ruínas encontram-se à beira da estrada de São José da Boa Morte. Possui em seu entorno vegetação de gramíneas, além de árvores de pequeno porte. Ao fundo, a paisagem compõe de vegetação de mata densa, fazendo com que as ruínas se destaquem.O que restou da construção, está parcialmente destruído pela ação do tempo, o que tornou o local interessante pelo aspecto selvagem que adquiriu.O frontispício é composto por frontão triangular, marcado por um óculos, 3 janelas e um portal trabalhados com cantaria de pedra. Do interior da ruína só restou o piso em tijolão. Sua construção data do século XVII e foi construída em 1612 pelos jesuítas. Ocupa uma área de aproximadamente 150 m². A Igreja de São José da Boa Morte representa um marco histórico na vida do município.     

Pedra do Colégio

A 6Km da Sede. É um imenso bloco rochoso, maciço, voltado para o quadrante norte, e com altura em torno de 620m. Conquanto não seja bem um monólito trabalhado pela erosão, a Pedra do Colégio apresenta um aspecto curioso e até mesmo um sentido lendário, segundo as mais antigas fontes informativas da região. Alguns fazendeiros e agricultores, contam que há muito tempo existiu nas bases do morro um Colégio Jesuíta e por isso apelidaram o bloco rochoso de “Pedra do Colégio”.Do atrativo avista-se a Serra dos Órgãos, o Vale da Boa Vista, parte da Cidade, sendo explorado para esportes como: escaladas, rapel, montanhismo, etc.  

Cachoeiras

Cachoeira de Santo Amaro

A Cachoeira de Santo Amaro localiza-se no rio do mesmo nome, um dos afluentes do Rio Guapiaçu, que lá se apresenta encachoeirado. Suas águas descem por leito rochoso, estreito, entre musgos e plantas nativas e vão formar um pequeno salto, com altura aproximada de 3m e uma piscina natural, com área em torno de 20m². Na cachoeira, registra-se ainda um escorrega natural de pequena inclinação, e logo adiante outra piscina bem mais ampla, com 25m de comprimento e 5m de largura. Logo a seguir, destaca-se mais uma piscina natural, 48m² de área e profundidade em torno de 3m. As águas são claras, de tonalidade esverdeada e temperatura fria, com boas condições para banhos. A paisagem é composta por árvores de grande porte e próximo à cachoeira, existe samambaias incrustadas nas rochas. Ao fundo área de pastagem.

Cachoeira de São Joaquim

A cachoeiras de São Joaquim é formada pelas águas do Rio Mariquita, um dos afluentes do Rio Guapiaçu. Tem apenas um salto de 4m de altura formando a seguir uma piscina natural com área de aproximadamente 10m², e 2m de profundidade. Suas águas cristalinas, com temperatura fria, são propícias para banho. A paisagem em torno é composta de mata fechada com plantas nativas.

Cachoeira Sete Quedas

Cachoeira com queda de aproximadamente 60m de altura, em meio à mata atlântica, ideal para a prática de canyoning (descida técnica por dentro da queda d’água). Local de grande beleza natural e de razoável acesso, com caminhada que dura aproximadamente 45 minutos, exigindo um pouco de esforço do turista aventureiro, sem no entanto impor qualquer dificuldade a quem quiser desfrutar dessa belíssima queda d’água da região.  

Cachoeira do Poço Tenebroso

Uma das mais belas quedas d’água do município, possuindo um salto, com todo o volume de água do Rio Boa Vista, de aproximadamente 15m, seguida de uma ampla piscina natural, de formato retangular, que totaliza uma área de aproximadamente 200m², de grande profundidade. Está circunda por grandes formações rochosas que atingem a mesma altura da queda d’água. Suas águas são cristalinas com temperatura variando entre 13ºC a 20ºC.As rochas que circundam o poço apresentam-se recobertas de vegetação, onde se destacam violetas e bromélias, estando situada entre mata fechada e densa. As águas são caudalosas, propícias para banhos e saltos.    

Furna da Onça

Trata-se de uma furna no meio da mata com uma pequena queda d’água e formação de uma bacia para banho.Caminhada que dura aproximadamente 25 minutos. No caminho , o turista ecológico pode observar na Furna da Onça, um amplo salão, coberto por uma imensa pedra, onde no passado, teria sido refúgio de algum felino de grande porte. Lenda à parte, não se esqueça do flash da máquina fotográfica.     

Laje do Gato

A 25 Km da sede à localidade de Guapiaçu, a Laje do Gato está situada no Córrego do Gato, que possui sua nascente, na Serra dos Órgãos. É um rochedo polido, de aproximadamente 8m de altura, pelo qual as águas cristalinas de Córrego do Gato deslizam, formando um véu de neblina. A paisagem é de vegetação nativa, característica das serras, com árvores de grande e médio porte, parasitas e samambaias, entre outras.A Laje não é adequada para escalada ou caminhadas, por sua textura extremamente lisa. Próximo à Laje do Gato, existe uma pequena piscina natural, formada pelas águas do Córrego do Gato, com boas condições para o banho.

Poço da Samambaia

O Poço da Samambaia forma um salto de aproximadamente 3,5m de altura. Suas águas são cristalinas, com temperatura variando entre 15ºC a 21ºC. No local existe excelente ducha natural, um escorrega e uma grande piscina natural, com profundidade média de 2,5 metros, além de formação rochosa repleta de Samambaias, que pendem sobre o leito do rio; dando nome ao poço. Sua vegetação é composta por mata densa, que cerca o poço com árvores de médio porte, além de plantas nativas, como: Carrapateiras, Ipês e Imbaúbas.

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