Cai ritmo de crescimento do número de passageiros aéreos no Brasil

Cai ritmo de crescimento do número de passageiros aéreos no Brasil

Atualizado: Quarta-feira, 12 Agosto de 2009 as 12

O número de passageiros nos aeroportos brasileiros aumentou 1,1% no primeiro semestre deste ano, em relação aos seis primeiros meses de 2008, passando de 57,6 milhões para 58,2 milhões, segundo dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). Entretanto, o ritmo de crescimento dos passageiros, nos primeiros semestres, vem se reduzindo ano após ano, desde 2004.

Do primeiro semestre de 2004 para o mesmo período de 2005, o crescimento havia sido de 16,7%. Desde então, cada primeiro semestre tem apresentado um aumento inferior ao registrado no período anterior: 12,6% de 2005 para 2006, 8,5% de 2006 para 2007 e 4,6% de 2007 para 2008.

Apesar de não explicar a redução do ritmo de crescimento nos últimos anos, o presidente do Snea (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação), José Márcio Mollo, diz que o primeiro semestre de 2009 teve resultado especialmente ruim por causa da crise econômica mundial, que se acentuou no segundo semestre do ano passado, e da influenza A (H1N1) - gripe suína.

Mollo acredita que ainda há espaço para crescimento do transporte aéreo de passageiros no Brasil. Segundo ele, basta que a situação da economia melhore para que os números voltem a crescer de forma mais acelerada. "Pelo que a gente tem visto, a situação da economia já está se revertendo e tudo indica que teremos um primeiro semestre melhor em 2010, apesar de acreditarmos que não chegará a patamares de anos anteriores."

Gianfranco Beting, diretor de marketing da Azul, também acredita que há espaço para maior crescimento no transporte aéreo, mas é preciso reduzir o preço das passagens para atrair mais passageiros.

"O brasileiro viaja, em média, uma vez a cada quatro anos. Nos Estados Unidos, cada americano faz quatro viagens de avião por ano. Essa disparidade, mesmo quando se faz a compensação por renda média ou por Produto Interno Bruto (PIB), as passagens do Brasil custam o dobro do que custa nos Estados Unidos. É por isso que as pessoas não voam mais no Brasil, porque é caro e é ruim", disse Beting.

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