Caminhos do Pacífico leva turistas à três países e patrimônios da humanidade

Caminhos do Pacífico leva turistas à três países e patrimônios da humanidade

Atualizado: Terça-feira, 26 Outubro de 2010 as 2:13

O Estado do Acre faz fronteira com dois países da América do Sul: Peru e Bolívia. A partir destas fronteiras e do fácil acesso entre as três localidades, é possível realizar inúmeras atividades interculturais e voltadas ao turismo de aventura. A travessia pode ser feita de carro, em uma viagem mais longa; a pé ou de bike, com duração de um dia.

Para quem gosta de off-road e tem dias disponíveis para conhecer a região, a expedição Amazônia – Andes – Pacífico leva o turista a conhecer toda a parte turística, econômica, social e cultural da região até o Peru. O passeio inicia na capital acreana, Rio Branco, e segue por 344 quilômetros ainda no território nacional. Na chegada ao Peru, com mais 2.256 quilômetros, corta-se a Floresta Amazônica e a Cordilheira dos Andes pela Amazônia Andes, um dos eixos de integração mais importantes dos dois países e da América do Sul.

Dois pontos altos da viagem são a passagem pelas cidades de Cuzco, que fica a 3.400 metros de altitude; e a cidade de Machu Picchu, considerada patrimônio natural concedido pela Unesco e uma das Sete Maravilhas do Mundo. Na chegada em Lima, é possível tomar um banho de mar no Oceano Pacífico.

Caminhada e observação - A passagem pelos três países sul-americanos também pode ser feita a pé ou de bike e em apenas um dia. A Trilha da Bolpebra inicia na cidade de Assis Brasil, estrategicamente localizada na tríplice fronteira. Com alternância de terreno, mata fechada em alguns trechos, o nível de dificuldade do percurso é médio e, antes de sair do Brasil, é preciso realizar uma travessia de cano pelo igarapé Fundo.

Em território boliviano, os turistas cruzam riachos e travessias por pequenos troncos sobre as águas, chamados pinguelas. Após a caminhada, a parada obrigatória é na Vila de Bolpebra. Rubens Ortiz, presidente do Acre Moto Clube, foi uma das primeiras pessoas a cruzar a região e garante a beleza do passeio. "Essa trilha é um dos tesouros escondidos que temos e ainda não foi explorado", contou Ortiz.

A caminhada segue no Peru, na cidade de Iñampari, que fica a menos de 1 quilômetro de Assis Brasil. Após o city tour para conhecer mais sobre os costumes da região, o retorno ao Brasil é feito pela ponte da integração, patrimônio da Transoceânica.

Outra oportunidade que o visitante tem ao visitar a região das fronteiras é conhecer os geoglifos do solo acreano – aqueles desenhos geométricos em grandes dimensões feitos em descampados, áreas de colheita. O primeiro desenho achado no Acre é datado de 1977. Encontrados nos sítios arqueológicos, a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer quer transformar a região em um produto turístico.

Em dezembro poderá iniciar a construção de uma torre de 23 metros de altura, que possibilita a visão aérea que, hoje em dia, só é possível ser feita com aviões. "Propomos isso porque acreditamos que o turismo vai possibilitar a preservação dos mesmos, a exemplo do que aconteceu com as linhas de Nazca, no Peru. Nós temos no Acre figuras que foram cortadas por não saber que as mesmas são patrimônio histórico e cultural não só nosso, mas da humanidade", disse Cassiano Marques, secretário da pasta.

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