Canadá, cara de metrópole e simpatia de cidade pequena

Canadá, cara de metrópole e simpatia de cidade pequena

Atualizado: Sexta-feira, 8 Abril de 2011 as 11:37

A receita do sucesso do Canadá como destino de férias é simples: junte um montão de modernidade norte-americana, um punhado da cultura europeia, uma pitada reforçada de simpatia, e aí está o Canadá – absolutamente delicioso, mesmo que para alguns seja sinônimo de clima frio. É verdade que a temperatura no país exige um agasalho pesado em quase dois terços do ano, mas só assusta mesmo em algumas regiões mais ao norte. A partir de abril o Canadá já começa a ficar quentinho e acolhedor. Com a temperatura subindo, o canadense curte a vida ao ar livre, passeios em lagos, trilhas e caminhadas. As

cidades ganham festivais de música, espetáculos de teatro e exposições de arte. O Canadá é o segundo maior país do mundo em território e para conhecê-lo bem seria preciso mais de um ano. Como não é possível, reserve pelo menos duas semanas. Inclua em seu roteiro Vancouver, Victoria, Calgary e Edmonton no lado do Pacífico e não vá se esquecer das Montanhas Rochosas (aliás, depois de visitá-las, você nunca mais vai esquecê-las). Do lado leste, Montreal e Quebec permitem descobrir a região onde se fala o francês. Passe em Ottawa para ser apresentado à capital do país – além, é claro, de incluir Toronto na ida ou na volta, pois a cidade é a porta de entrada de vôos do Brasil. E pode apostar: é entrar no Canadá com o pé direito.

Do Brasil a Toronto são cerca de dez horas de voo para quem sai de São Paulo e mais umas quatro para chegar à sua primeira parada do lado oeste: Vancouver. É uma longa jornada, mas você não se arrependerá: lá tem praia, montanha, cara de metrópole e simpatia de cidade pequena.

Não à toa é considerada o melhor lugar para se viver no mundo, segundo a empresa britânica de pesquisas Economist Intelligence Unit (EIU), que fez Vancouver campeã em segurança, infra-estrutura e na oferta de bens e serviços. A revista de turismo Condé Naste votou em Vancouver como a melhor cidade da América nos quesitos ambiente, simpatia, cultura, atrações, gastronomia, hospedagem e destino de compras. Se todo Canadá já é muito bom, nada mal começar o passeio pelo “filé mignon”. Ou, como se trata de Vancouver, pelo salmão, que além freqüentar mesas canadenses, convida a conhecer, na cidade, uma fazenda onde é feita a criação do peixe.

Mesmo que seus olhos não se voltem à piscicultura, o passeio leva a North Vancouver, caminho para Capilano Bridge e Grouse Montain. Capilano é um parque conhecido por sua longa ponte pênsil, sustentada por cordas reforçadas, que insiste em balançar sobre os quase 100 metros de profundidade do Capilano Canyon: vertigem garantida mesmo para um Indiana Jones.

Para uma vista do alto, sem temer pela altura, de Grouse Montain vê-se a cidade que, se por um momento lhe parecer familiar, talvez seja porque você já a conheça do cinema. Pouca gente sabe que Vancouver é estrela de Hollywood. Boa parte da produção cinematográfica norte-americana acontece na cidade e quando você pensa que nas telas é Nova York, Chicago ou Seattle, é nada mais, nada menos, que a fotogênica Vancouver que oferece locação variada, barata e, de certa forma, pertinho de Los Angeles.

Como o índice de violência da cidade é quase zero, os moradores recomendam: se, andando pelas ruas, perceber um tiroteio, saia correndo (no caso, em direção a ele), pois estão gravando um filme e, com sorte, dá para ver algum ator famoso. Eu mesmo dei de cara com o cantor Andrea Bocelli e esbarrei com Gwyneth Paltrow, atriz de Shakespeare Apaixonado, enquanto ela gravava uma cena debaixo de chuva. Aliás, a chuva em Vancouver acontece com a mesma freqüência que as filmagens.

A cidade espera um aguaceiro dia sim e outro também. Alguns hotéis deixam, inclusive, guarda-chuvas disponíveis nos quartos. Se o dia traz água lá fora, vá ver o quanto ela é abundante dentro do maior aquário do Canadá: o Vancouver Aquarium abriga baleias brancas e tubarões entre outros 60 mil animais, sendo quase 34 mil peixes.

Science World

Outro passeio obrigatório é o Science World – o centro de ciência repleto de experimentos interativos de física e eletricidade. Que tal ver um filme no IMAX? É uma experiência única em cinema com tecnologia de som e imagem que ainda não chegou ao Brasil (veja o box). Se abrir o sol – ele aparece entre uma chuva e outra – vá até a Robson Street, rua badalada, cheia de butiques, barzinhos e gente bonita. Pode-se também caminhar por Gastown, região que traz a Vancouver de 1867, repleta de histórias e com a presença do famoso relógio a vapor, que solta fumaça a cada quinze minutos.

O Canadá gosta de apresentar suas cidades do alto. Por isso, vá até Vancouver Lookout, torre que leva você a mais de 150 metros do solo e a uma paisagem 360º da cidade e arredores. Ali embaixo, vale uma caminhada ao Canada Place, de onde parte a maioria dos navios em cruzeiro para o Alaska. Para quem quer ver praia, não pense encontrar nenhuma Ipanema, mas English Bay guarda um charme único quando a areia encontra a enorme área verde do Stanley Park – palco de ciclistas e fãs de patins.

Se quando se descreve as atrações parece que Vancouver tem um pouco de tudo, é porque tem mesmo. Essa mescla a faz especial: há até transporte por água, um táxi-barquinho com trajeto definido que o levará a alguns pontos como Granville Island, uma ilha no meio da cidade, com mercado, lojas, bares e restaurantes, responsáveis por uma parcela da badalação local que, se vale a pena viver de dia, não deixe de curtir à noite.

Dos hotéis de Vancouver é possível contratar o ônibus até Victoria, capital da província de British Columbia, e que fica numa ilha que também tem o nome de Vancouver. Se alguém tentar convencê-lo a não passar uma noite em Victoria, não dê atenção. Se preciso, tape os ouvidos, mas deixe os olhos bem abertos: o caminho até lá vale o passeio. O anoitecer em Victoria é bárbaro e destaca o Parlamento com luzinhas em torno do prédio.

Os ônibus saem de Vancouver, vão ao porto e estacionam dentro do barco da BC Ferries. Você é convidado a subir ao deque – que tem restaurante, bar, lojas, centro de informações. Uma dica: dê um pulinho até o convés, pois (dependendo época do ano) focas e até baleias podem aguardá-lo do lado de fora da embarcação. Se por acaso os bichos não derem as caras, a beleza da paisagem é garantida por ilhotas e atraentes casas de temporada que sugerem o que está por vir. Mais uma hora por terra e Victoria é sua.

A pequena rodoviária local se esconde atrás do lindíssimo Fairmont Empress Hotel. À sua frente, todas as justificativas do mundo para estar ali. Fácil entender porque tantos famosos como Rita Hayworth, Roger Moore, John Travolta, Barbra Streisand, Harrison Ford elegeram o Empress pela categoria de hospedagem e pelo famoso chá da tarde, que chega a receber mais de 800 convidados por dia. Localizado em frente ao Inner Harbour, a paisagem inclui um cais com barcos ancorados, carruagens transitando entre o parlamento e o próprio hotel, e jardins que florescem para alegrar a vista dos convidados.

Enquanto um artista de rua anima os visitantes, o entardecer garante uma iluminação com decorativos postes de luz, que deixa Government Street, a rua principal que sai desse centrinho, com cara de uma cidade de mentira. Nem o convite para tomar a melhor cerveja da região vai fazer você arredar o pé dali.

Mas, quem sabe meia dúzia de cervejas… O Swan Pub, anexo ao hotel de mesmo nome, oferece ambiente agradável e uma bandeja-teste, com seis diferentes especialidades em cerveja: umas mais amargas, outras adocicadas, todas goela abaixo, embaladas por boa e variada por música.

As opções de bares e restaurantes da cidade são muitas. A culinária é caprichada e o prazer etílico é grande, mas não abuse porque o amanhã em Victoria vai desabrochar como uma flor, ou um milhão delas. O The Buchart Gardens é uma das grandes atrações, aberto o ano inteiro, que leva o turista a um dos mais belos jardins da costa oeste do Canadá. O local, a 21 km de Victoria, era uma antiga fábrica de cimento que deu lugar aos cuidados da Senhora Buchart, esposa do casal de empresários que cultivou, desde 1904, um sem número de sementes. O amor pela natureza resultou em 700 variedades de flores entre um milhão de plantas cultivadas no local.

Antes de sair de Victoria, você pode conferir o Museu da Miniatura, dar uma passada no Royal British Columbia Museum (duvido que seja só uma passada) ou quem sabe, ver um filme no IMAX local. Se a pressa de voltar a Vancouver é grande, volte voando. O preço do hidroavião é por volta de 110 dólares canadenses – o dólar lá vale cerca de R$ 1,85, ou seja, menos que o dólar americano. No entanto, se a natureza por terra já é demais, imagine lá do céu…

Um pouco mais a leste do Pacífico encontra-se Calgary. A melhor maneira de se chegar lá é de avião, mesmo que no mapa do Canadá pareça estar a apenas dois dedinhos de Vancouver. Em se tratando de Canadá, cada dedinho deve ter mais de 500 km. Assim, pegar um vôo em Vancouver permite ganhar terreno, tempo e, de brinde, cruzar as Montanhas Rochosas do alto. Por isso, brigue para ficar na janelinha.

Trate de convencer o sujeito sentado ao lado de que no corredor dá para esticar melhor as botas. Por que botas? Porque fora você e outros turistas, existe grande chance de o avião estar lotado de cowboys de rodeio. Calgary é puro faroeste: é comum chapelões e botas como vestuário dos habitantes locais. O estilo western começa ao pisar no aeroporto, que tem decoração com referências a saloon, can-can e, claro, a rodeios.

Tudo isso porque Calgary é famosa pela Stampede, festa que acontece em julho, dura 10 dias e dá assunto para os demais 355. É o carnaval dos canadenses, que substitui o batuque pelo estampido das espingardas e as corridas de diligências. Parece Texas? Parece, até porque ali tem petróleo, americanos em negócio e muito dinheiro circulando.

Embora perca para Edmonton o título de capital da província de Alberta, Calgary cresce a cada ano e isto pode ser visto bem do alto: como não podia ser diferente, a cidade tem uma torre em meio aos edifícios. A Calgary Tower tem 191 metros de altura, restaurante giratório e é passeio obrigatório.

A cidade também oferece cassino (já viu cidade de faroeste sem jogatina?), opções culturais e de lazer para a família toda. O Heritage Park Historical Village é um passeio diferente, aberto entre maio e outubro. Trata-se de uma experiência a céu aberto que permite aos visitantes conviver, em um parque cenográfico, com pessoas vestidas a caráter, simulando uma vida regular do ano de 1914. Você descobre como era feito o pão, como funcionava uma farmácia ou o que se ensinava na escola.

A volta ao futuro acontece quando se caminha no centro da cidade apreciando a arquitetura moderna dos edifícios. E no caso de Calgary, é bem provável que você caminhe bastante, pois a cidade ostenta um recorde curioso: 635 km de trilhas! É isso mesmo! Nenhuma outra cidade da América do Norte tem um trecho tão extenso destinado à prática de quem gosta de correr ou andar. Mesmo no inverno, 95 km dessa extensão são limpos diariamente para que a neve não impeça a prática dessa atividade física.

Quem gosta de compras, faça essa caminhada em direção ao Eau Claire Market, um simpático shopping center localizado numa região de restaurantes no centro da cidade. De Calgary você vê as Montanhas Rochosas à sua volta. E, mesmo de longe, você já imagina o que lhe espera.

Alugue um carro em Calgary e faça planos para devolvê-lo em Edmonton. Siga rumo oeste e prepare-se para o ponto alto da viagem. Na verdade, vários pontos e muito altos: você estará a caminho do Parque Nacional de Banff e apenas ele abriga 25 montanhas com mais de 3.000 metros de altitude. Em cerca de uma hora chega-se a Canmore e não conte para ninguém que não leu Viaje Mais: a cidade é um dos grandes segredos das Rochosas.

Canmore é simpática, tem um povo amável e preços mais acessíveis. Menos explorada no circuito turístico da região, é a opção perto de todos os atrativos, inclusive de um orçamento mais controlado. Os hotéis montam pacotes de verão que incluem passeios ao ar livre e, no inverno, oferecem aluguel de equipamento e passe para estações de esqui. Quem se hospeda em Canmore está a 20 minutos de carro de Banff, o destino número 1 das Rochosas Canadenses.

Banff tem um centrinho comercial com lojas de grife, boas opções gastronômicas, é a badalação em pessoa – ou em pessoas. Na temporada, a população local pula de 9 mil para 30 mil. Entre junho e agosto, encontrar vaga nos hotéis, sem reserva antecipada, é quase impossível. Mesmo o Banff Springs Hotel vai estar lotado.

A mais famosa opção de hospedagem da cidade faz história desde 1888 e vive cheia de turistas. Quem não se hospeda ali, vai no mínimo fazer uma visita ao cenário do filme

O Iluminado, no qual atuou Jack Nicholson, e cuja história mostra o hotel invadido por fantasmas. Hoje, fica-se assombrado com sua grandiosidade e com a vista que se tem dele ao subir a gigantesca Sulphur Mountain, ao lado.

O bondinho da Sulphur Mountain leva oito minutos e 2.246 metros para chegar ao topo para uma vista digna de quem voa de helicóptero. O preço do ingresso é também nas alturas: mais de 20 dólares. Se tiver com a família completa, machuca o bolso. Por isso, penhore o filho caçula, seqüestre o sujeito que o ajuda a subir no bondinho, vá a pé (são 5 km morro acima)… mas suba não sem antes verificar a visibilidade no topo em cartazes afixados na entrada. Se a vista for garantida, não terá preço. Foi o mais próximo que me senti do céu desde minha primeira comunhão.

Ao descer, visite a Upper Hot Springs, que dá a chance de um banho terapêutico em água rica em minerais. Dispense o banho, caso o tempo esteja curto ou a piscina muito cheia, para conhecer, após mais 30 minutos de carro, o lago top model da região: o Lake Louise, o mais fotografado. É enorme e tem cor esmeralda (como a maioria dos lagos nas Rochosas), resultado de uma combinação de farelos de sedimento glacial e reflexo conforme a luz do sol que, por melhor que seja a explicação científica, tem ali o dedo de uma fada encantada que decidiu colorir de verde-azulado a água da região. Muitos vão até lá pelo lago, outros pelo hotel Château Lake Louise, bem em frente.

O meu lago predileto ainda é o Moraine Lake, pertinho dali. Ele me deu a certeza de que Deus pode ser brasileiro mas passa as férias no Canadá – no Moraine, escondido em meio a sete picos gigantescos. Entre carneiros da montanha, veados, alces e até ursos (leia o box ao lado) estão as duas cidades mais conhecidas de toda excursão que sai do Brasil. De um lado, Banff; do outro, Jasper, a saída que leva à estrada para Edmonton. Entre elas, a dúvida entre ficar mais tempo numa ou na outra.

A rodovia 93, que as une, é considerada uma das mais belas do mundo. E se a dúvida deixa alguém pelo caminho, não vai ter queixa. Nesse trecho de 230 km dá vontade de parar o carro a todo instante: difícil indicar um lugar mais bonito. Uma parada obrigatória é o Columbia Icefield, já no Parque Nacional de Jasper, pois é uma vasta área de gelo, formada há mais de 400 anos, que chega a ter 900 metros de espessura e que, dependendo da época do ano, é possível ver de perto.Um carro especial, com rodas gigantescas, leva turistas para caminhar sobre essa geladeira a céu aberto.

Nas milhares de curvas das Rochosas, uma apresenta o Pyramid Lake; outra leva ao Maligne Lake; por uma terceira vai-se ao misterioso Medicine Lake; e em outra chega-se a Athabasca Falls. E assim, sucessivamente. No final, todos os caminhos levam a Jasper: menos badalada que Banff, mas tão charmosa quanto. É o indício do fim das Rochosas e a promessa de voltar e ficar mais tempo (já voltei quatro vezes).

Um dia, um sujeito consumista encontrou uma lâmpada mágica cujo gênio concedeu a ele três pedidos. O primeiro é que queria um shopping tão grande que fosse do tamanho de uma cidade. O segundo, que este shopping tivesse lojas com opções para toda a família – para fazer suas compras, sem interrupção. Pensamento que o remeteu facilmente ao terceiro pedido: que o megashopping tivesse tantas ofertas de alimentação, hospedagem e atrações que não precisasse, inclusive, nem voltar para casa. E assim, fez-se o West Edmonton Mall.

Brincadeira à parte, que existe um gênio por trás desse shopping, existe. Só um cérebro privilegiado poderia criar uma estratégia para suprir desejos de consumo de forma tão ampla:o West Edmonton Mall ocupa 48 hectares, tem mais de 800 lojas, seis megalojas de departamento, oferece mais de 110 locais para alimentação, 26 cinemas, 20 mil vagas de estacionamento que dão acesso a 58 entradas diferentes (se você pensa em sair, é bom se lembrar muito bem por onde entrou) e está aberto o ano inteiro.

No fim de um dia de consumo, o Mall ainda reserva programas para uma noite como em um cassino, estilo Las Vegas, ou em restaurantes de nível internacional. Para dormir, o Fantasyland Hotel oferece 354 quartos sendo 118 temáticos, alguns estranhos: um tem decoração de Hollywood, outro lembra a Polinésia, outro uma ferrovia canadense e até um iglu.

Se isso não bastasse, a lista dos principais pontos de interesse da cidade inclui atrações que não estão em outro lugar se não no próprio super shopping center. Adolescentes adoram o Galaxyland, o maior parque interno de diversões do mundo, com direito a montanha-russa com triplo looping. A crianças ficam doidas para ver o show dos golfinhos, visitar a réplica da caravela de Cristovão Colombo ou passear de submarino (adivinha onde?)

World Waterpark

No entanto, a atração que mais se destaca é o World Waterpark, também parte do complexo de lazer do West Edmonton Mall. Trata-se de um gigantesco parque aquático que inclui bar tropical, escorregadores de água e uma praia com ondas de verdade que funciona quer chova ou faça sol (ou neve).

Do lado de fora, a cidade o convida a visitar o Alberta Legislature Building, construção de 1912, para interessados em arquitetura, política e história.

O Forte Edmonton é uma experiência ao ar livre (semelhante ao que existe em Calgary) que revela ao vivo o passado dos pioneiros e a vida no forte Hudson’s Bay, de 1846. Edmonton, capital de Alberta, vive uma rixa saudável com Calgary. O que tem lá, tem cá. Mas, se a cidade do cowboy clama ter uma freqüência maior de viajantes de negócios, Edmonton defende que os visitantes estão ali pela Arte e Música: de junho a setembro, a cidade promove uma série de festivais. São eventos de jazz, de artistas de rua, de incentivo aos valores da comunidade italiana, de música country, música folclórica…Tudo ao ar livre, pois Edmonton se intitula a cidade mais ensolarada de todo o Canadá. Por isso, o verão convida às atividades a céu aberto, excelente contraponto para quem tem o maior shopping da América do Norte – para se refestelar durante todo o inverno.

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