Centro de Portugal tem influências do mar e da terra

Centro de Portugal tem influências do mar e da terra

Atualizado: Segunda-feira, 31 Maio de 2010 as 9:18

Coimbra é uma espécie de encruzilhada. Está perto de todas as cidades interessantes do país. De carro, está a duas horas de Lisboa. Fica a pouco mais de uma hora do Porto, e em uma hora se vai a Viseu. Em 30 minutos, chega-se à agradável e solitária Mira, no Atlântico.

Também é uma encruzilhada no perfil de turista. Tem o religioso (que busca Fátima, a uma hora, mas passa pelo Convento de Santa Clara, em Coimbra), o acadêmico (atraído pela magistral universidade --visite pelo menos a biblioteca) e o jovem (que lota bares e cafés).

Por fim, e acima de tudo, é uma encruzilhada gastronômica. Sua cozinha, do Centro do país, traz influências do mar e da terra.

Não se recomenda ficar num peixe sem se arriscar também nos indefectíveis coelho, pato e perdiz. Mergulhe nos doces, mas não despreze os queijos.

História de amor

Não importa o tipo de turista, o lugar-comum entre eles é comer bem. Vale tanto para um café, como no Santa Cruz, inaugurado em 1923 num prédio que remonta ao séc. 16, como para o espetacular restaurante Arcadas da Capela, dentro do hotel de luxo Quinta das Lágrimas.

No século 14, o Quinta das Lágrimas foi cenário do amor proibido entre o príncipe Pedro e Inês de Castro, que foi morta a mando do pai do príncipe. É difícil entrar ali e não sentir o peso da história.

Mais difícil ainda é sair sem acreditar que fez uma das mais divinas refeições da vida. E o staff do Arcadas da Capela supera expectativas das mais exigentes.

Com uma estrela Michelin, seu chef, Albano Lourenço, faz a chamada cozinha de mercado, sinônimo de preparar um cardápio a partir do que encontra na rua no dia. O resultado é uma ida à feira elevada à enésima potência.

Se puder, peça o menu degustação (a partir de 80). Será possível provar uma entrada, um prato de peixe e um de carne e doces de fazer repensar qualquer dieta.

Por: Priscila Pastre-Rossi

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