
Numa inversão dos clichês, a imagem da China rural que permeava o imaginário mundial há menos de duas décadas foi ficando em segundo plano. As imagens que sintetizam a China do início do século 21 são as das grandes metrópoles da nova potência econômica global.
É a China da pujança e do crescimento. Dos trens-bala, Maglevs e arranha-céus. Da poluição, engarrafamentos monstruosos e oportunidades de fazer aquele negócio da China. Não há como negar, a China mudou muito mesmo. Mas até quem conhece apenas superficialmente a história chinesa sabe que não há grandes novidades aqui. A China sempre foi um país em transformação. Seu vasto território é extremamente variado e os altos e baixos de sua história antiga e recente estão estampados na cultura e nas paisagens urbanas e naturais de cada província. Longe da China de vidro, concreto e aço existem dezenas de outras "chinas" a serem exploradas.
As províncias de Hunan e Guangxi, no centro-sul do país, estampam uma China de paisagens mais verdes, que inspiraram desde as pinturas tradicionais chinesas até grandes produções hollywoodianas, mais recentemente, como a direção de Avatar.
São regiões onde os camponeses ainda trabalham os arrozais e campos de canola com seus chapéus de palha cônicos, enquanto búfalos pastam ao lado.
Pequenos vilarejos são cercados por picos calcários pontiagudos e rios plácidos, navegados por jangadeiros em suas embarcações de bambu.
Apenas que na China do século 21 esses momentos de tranquilidade costumam ser um pouco mais raros, quase sempre compartilhados com milhões de outros turistas, principalmente domésticos, impulsionados pelo crescimento da nova classe média chinesa.
Previsível como o turismo de massa é, no entanto, não é difícil driblar as multidões. É só uma questão de procurar com um pouco mais de afinco que cenas de uma China cinematográfica começam a se descortinar só para você.
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