Circuito dos Diamantes (MG): Preciosidades naturais, históricas e culturais

Circuito dos Diamantes (MG): Preciosidades naturais, históricas e culturais

Atualizado: Terça-feira, 28 Julho de 2009 as 12

O Circuito dos Diamantes nasceu do trabalho executado nos termos de um Convênio celebrado, em 1977, entre a Secretaria de Planejamento da Presidência da República, a Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral de Minas Gerais, a EMBRATUR, com a interveniência da Secretaria Executiva da Comissão Nacional de Regiões Metropolitanas, o IPHAN e a Fundação João Pinheiro.

Nesta época, o Circuito do Diamante abrangeria somente Diamantina e era uma forma de preparar e preservar a cidade para o turismo, mas os trabalhos só foram concluídos e editados pela Fundação João Pinheiro, em 1980.

Somente em 2001, após a cidade de Diamantina receber o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, iniciaram-se reuniões para consolidação do Circuito Turístico dos Diamantes. 

O Circuito dos Diamantes foi além das fronteiras do município de Diamantina, abrangendo estrategicamente os potenciais municípios circunvizinhos. Desde então, o Circuito têm ganhado destaque no cenário turístico de Minas Gerais como uma das regiões mais belas.

Seus roteiros naturais estão inseridos em um corredor ecológico formado pela união de 04 parques de preservação existentes na região, proporcionando o conhecimento da biodiversidade da Serra do Espinhaço: Parque Estadual do Itambé, Parque Estadual do Rio Preto, Parque Estadual do Biribiri e Parque Nacional das Sempre Vivas.

Faz-se importante ressaltar a existência, na região, de programas como o Turismo Solidário criado pela SEDVAN - Secretaria Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vale do Jequitinhonha, Mucuri, São Mateus e Norte e Nordeste de Minas e desenvolvido com o apoio do Ministério do Turismo.

Dicas de Viagem

A menos de 300km de Belo Horizonte, a região do Circuito dos Diamantes tem Diamantina como portão de entrada. Patrimônio histórico e Cultural da Humanidade, suas ruas antigas são um museu a céu aberto.

Diamantina é uma cidade musical. A história, a arquitetura, os aspectos culturais, inspiram artistas e fazem de Diamantina um lugar onde o erudito e o popular se misturam em obras autênticas da musicalidade mineira. A programação cultural acontece o ano inteiro, com atrações como a tradicional Vesperata, com músicos tocando nas sacadas do casario histórico.

Local de antigos tropeiros, o Mercado Velho encanta com sua arquitetura e a famosa feira cultural. Uma visita ao Parque Estadual Biribiri é descanso garantido. À noite, acompanhe uma seresta com os vários grupos existentes na cidade.

Não deixe de ir a antiga Vila do Príncipe, hoje Serro, cidade que foi o centro controlador da Coroa Portuguesa na região, durante o período colonial.

Faça um city-tour andando por suas ladeiras e conhecendo seu conjunto arquitetônico histórico, inscrito em 1938 nos livros de tombo do Patrimônio Nacional (IPHAN), graças à autenticidade e homogeneidade que ainda conserva de maneira deslumbrante.

Aproveite para conhecer um Alambique, seguido de parada na Fazenda Engenho de Serra, onde se fabrica o tradicional queijo do Serro, primeiro bem registrado como patrimônio imaterial de Minas Gerais, em 2002, e recentemente inscrito como Patrimônio Cultural Brasileiro no Livro de Registro dos Ofícios e Modos de Fazer.

Em Felício dos Santos, o turista pode se deliciar com as fontes de águas termais. E em Alvorada de Minas, passear por trechos da Estrada Real recobertos pela Mata Atlântica Original.

Em São Gonçalo do Rio Preto e Couto de Magalhães de Minas o destaque é o Turismo Solidário, modalidade de turismo onde os visitantes hospedam-se nas casas dos moradores e vivenciam o cotidiano de cidadezinhas tipicamente mineiras, além, é claro, de deixarem sua contribuição na forma de ações sociais que estejam ao seu alcance.

A Trilha da Maria Fumaça refaz o trajeto do antigo leito da estrada de ferro Central do Brasil que ligava Diamantina a Corinto. Entre Gouveia e Monjolos existem cachoeiras e paisagens intocadas pelo homem e que fazem nossos olhos se perder no horizonte. 

Pra quem gosta de contato com a natureza, outras opções são os Parques Ambientais: Parque Estadual do Itambé, na cidade de Santo Antônio do Itambé; Parque Estadual do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto, Parque Estadual do Biribiri e Parque Nacional das Sempre Vivas, ambos em Diamantina.

Passeio inesquecível é conhecer as 07 Maravilhas do Circuito dos Diamantes. São elas:

Canyon do Funil, em Presidente Kubitschek Parque Estadual do Itambé Trilha da Maria fumaça no trecho entre Monjolos e Rodeador Centro Histórico de Diamantina Centro Histórico do Serro Capivari Trecho do Parque do Rio Preto entre as Cachoeiras das Sempre Vivas e dos Crioulos.

Conhecer o artesanato da região é ótima opção pra quem gosta de estar em contato com a cultura local. A Vale Circuito, Associação de Artesãos e Produtores Caseiros dos municípios do Circuito dos Diamantes tem uma loja em funcionamento no Mercado Velho, em Diamantina. Nela está representada toda tradição e qualidade do artesanato do Vale do Jequitinhonha.

Cidades que constituem o Circuito:

Alvorada de Minas Couto de Magalhães de Minas Datas Diamantina Felício dos Santos Gouveia Monjolos Presidente Kubitschek Santo Antonio do Itambé São Gonçalo do Rio Preto Senador Modestino Gonçalves Serro

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