Com Mata Atlântica, Paraty (RJ) investe no ecoturismo

Com Mata Atlântica, Paraty (RJ) investe no ecoturismo

Atualizado: Sexta-feira, 23 Outubro de 2009 as 12

Como toda cidade consolidada como destino turístico, Paraty também procura se inovar. E um dos ramos que vem cada vez mais chamando a atenção na cidade é o ecoturismo.

Os passeios de escuna já são consagrados, e todo turista deve fazê-lo (custam cerca de R$ 40,00 por grupo na baixa temporada e R$ 60,00 na alta). Passear pelas ilhas paradisíacas de Paraty é um programa que relaxa qualquer estressado. Há a opção de mergulhar com snorkel onde normalmente há arraias, ouriços e cardumes.

Para os mais aventureiros, a sugestão é fazer um mergulho com cilindro. Mas a novidade em Paraty é o arvorismo. Há cerca de um ano e meio foi aberto um parque com 95 plataformas de atividades de arvorismo e tirolesa. Só desta última são 260 metros divididos em sete trechos -o maior tem 35 metros e passa por cima de um rio.

Em meio à Mata Atlântica, o visitante pode escolher entre quatro níveis de dificuldade. Para todos há uma aula antes, de cerca de 15 minutos.

O percurso vermelho é o mais difícil do arvorismo e leva cerca de uma hora e meia. Exige coragem - há plataformas como a denominada "pulo do Tarzan", em que é preciso se segurar em uma corda e se jogar, pulando para a plataforma seguinte- e preparo físico. O parque, com mais de dez quilômetros de cabos de aço, foi aberto pelo francês Patrick Alexis Emile. Ele resolveu inaugurar um centro de arvorismo após se encantar por Paraty e decidir morar na cidade com a sua mulher e os dois filhos. "Paraty tem uma natureza riquíssima", diz. "Resolvi aproveitar isso e criar o parque."

Outro passeio interessante e que proporciona contato direto com a natureza é uma ida de barco ao saco do Mamanguá, um braço-de-mar de nove quilômetros que avança no continente -é o único fiorde do país. A área é alvo de uma disputa entre os moradores do local e os donos de casas no condomínio das Laranjeiras, que abriram uma estrada clandestina há oito anos e querem usar a região para turismo.

Só é possível chegar ao local de barco ou por trilha. Saindo de Paraty Mirim (a meia hora do centro histórico de carro), o barco leva cerca de uma hora para alcançar o limite do fiorde. A trilha, que sai da mesma praia, leva duas horas. Indo pela Interação Ambiental, que existe há menos de três anos, pode-se fazer passeio de caiaque no manguezal e ver de perto caranguejos enormes, nas cores vermelha e verde-limão.

Depois, o guia leva o grupo a uma trilha que dá numa cachoeira com uma piscina natural. Para terminar, nada melhor que um prato de arroz e feijão com peixe, banana, farofa e salada, preparado pela mãe do pescador Gilcimar Correa. Depois, é só arrumar um lugar no barco para voltar descansando.

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