Conheça três roteiros paradisíacos para celebrar o Natal

Conheça três roteiros paradisíacos para celebrar o Natal

Atualizado: Segunda-feira, 12 Dezembro de 2011 as 8:17

Há lugares paradisíacos para celebrar o Natal, não pela quantidade de palmeiras ou de geleiras, mas por sua capacidade de transmitir paz. Frente ao turismo de guerra, diversão e aventura, propõe-se os lugares mais inspiradores para receber como se merece mais este ano de nossas vidas. Desde o deserto de Wadi Rum, na Jordânia, até a baía de Halong no Vietnã.

Como alternativa ao barulho das grandes cidades e das festas e diversões que caracterizam o iminente período natalino, há um tipo de turismo espiritual, com uma série de lugares naturais que encantam a alma do viajante, convidando-o a mais profunda introspecção e nos quais é possível passar uma autêntica noite de paz.

A insignificância do ser humano

Um desses lugares que nos fazem ter consciência do quanto somos insignificantes é o deserto de Wadi Rum na Jordânia, considerado um dos lugares mais belos da Terra e que foi cenário da epopeia de Lawrence da Arábia.

Ao sul de Petra e perto do Mar Vermelho, se estende este majestoso lugar, povoado por altas formações rochosas esculpidas pela erosão da água e do vento, que têm mais de 4.000 anos de antiguidade e se elevam até os 1.700 metros de altura.

Um lugar que transmite perfeitamente a tranquilidade dos espaços imensos e sem limites, onde o visitante pode explorar cânions, depósitos d'água e descobrir pinturas da cultura talmúdica, anterior ao Islã, gravadas nas paredes das cavernas.

Dentre todas essas formações rochosas destaca-se a ponte de pedra de Burdah, ou Os Sete Pilares da Sabedoria, uma montanha batizada assim em homenagem a Lawrence de Arábia e onde os mais atrevidos podem praticar a escalada.

Sensações similares são as que desperta nos Estados Unidos o Grand Canyon do Colorado, situado no Arizona, perto da divisa de Utah, onde suas imponentes gargantas solapadas na pedra ganham uma incrível variedade de cores em função da luz do sol.

Com um entardecer especialmente formoso, este lugar de 446 quilômetros de comprimento, também conhecido como Grand Canyon, surgiu da incidência do rio Colorado, que permitiu a formação de cordilheiras de entre 6 e 29 quilômetros de largura e cuja profundidade chega a alcançar os 1.600 metros.

Além de seus cânions, este lugar possui todo tipo de formações incomuns, como planaltos e torres, e pode ser percorrido a pé através do percurso Bright Angel, e a bordo de um pequeno avião ou helicóptero, sendo esta última opção a mais recomendável para apreciar o ambiente em toda seu magnificência.

A paz através da água

Mas não somente os desertos encolhem a alma das pessoas. No Chile, outro lugar que transmite ao viajante uma paz inenarrável são as lagoas altiplânicas, localizadas a 90 quilômetros de San Piedro de Atacama. Dentre as diferentes extensões de água que se acham no Deserto do Atacama, destacam-se as lagoas Miscanti e Miñique, situadas a mais de 4.000 metros sobre o nível do mar e cujo território compreende 10.977 hectares.

Concretamente, Miscanti tem uma superfície de 15 quilômetros quadrados, e suas águas azuis refletem perfeitamente a branca neve do vulcão homônimo que coroa a lagoa, um lugar onde habitam grandes colônias de flamingos.

Miñique, no entanto, mede 1.500 quilômetros quadrados de superfície, mas compensa este reduzido tamanho com seu imenso vulcão, que se eleva até os 6.000 metros.

Como já ocorreu no Grand Canyon ou em Wadi Rum, as atípicas formações rochosas voltam a ser as protagonistas em outro soberbo lugar natural, a baía de Halong, no Vietnã, uma extensão de água de 1.500 quilômetros quadrados situada na província de Quang Ninh, a 170 quilômetros ao leste de Hanói. Estendida ao longo de uma costa de 120 quilômetros, é considerada uma das sete maravilhas naturais do mundo, povoada por mais de 3.000 ilhas e ilhotas de rocha caliça que emergem a grande altura de um mar verde esmeralda.

A maioria dessas ilhas são cobertas de espessa vegetação e muitas delas contêm grandes cavernas repletas de estalactites e estalagmites, sendo Halong a maior formação rochosa e uma das poucas habitadas, onde a beleza se localiza mais no que sente o corpo que no que veem os olhos, sobretudo durante as pacíficas noites que se respiram na baía.

Mudando de continente, outra das visões mais estimulantes que pode experimentar o ser humano se acha no Quênia, graças ao monte Kilimanjaro, a montanha mais alta da África.

Coberta de neves perpétuas, este monte se eleva no meio da savana africana para oferecer ao viajante um espetáculo único, o qual o escritor Ernest Hemingway relatou em uma de suas obras mais famosas.

Quase 6 quilômetros de altitude em uma formação emblemática cuja cúpula mais elevada fica na Tanzânia, embora seja do Quênia que se pode apreciar todo seu esplendor.

Vista de ilhotas situadas na baía de Halong, no Vietnã Foto: EFE

Vista aérea do Grand Canyon do Colorado, situado no Arizona, Estados Unidos Foto: EFE

veja também