Crise econômica pode equilibrar balança de turismo, diz Embratur

Crise econômica pode equilibrar balança de turismo, diz Embratur

Atualizado: Sexta-feira, 17 Outubro de 2008 as 12

Um dos efeitos da crise sobre a economia do Brasil deve ser o maior equilíbrio na balança de turismo, que reflete o número de visitantes que ingressam no Brasil e o contingente de brasileiros que viajam ao exterior. Com o aumento do dólar, o número de brasileiros que viajam para o exterior deve cair, na mesma medida em que o turismo interno será beneficiado.

A avaliação foi feita pela presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Jeanine Ribeiro, durante palestra de apresentação da Campanha Brasil Sensacional, de promoção do país no exterior, na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

"Quando tivermos uma estabilização da taxa cambial, que não deve voltar a um patamar tão baixo, devendo ficar entre R$ 1,85 e R$ 2,00, vamos ter um equilíbrio na vinda de estrangeiros para o Brasil e da saída de brasileiros. Se o dólar estivesse muito barato, teria muitos brasileiros viajando", disse Jeanine.

Segundo ela, mesmo com a alta do câmbio, o número de turistas que ingressam no Brasil não deve diminuir, porque têm perfil de maior poder aquisitivo.

"Um momento de crise faz com que as pessoas parem e não tomem a decisão [de viajar]. Na medida em que as coisas vão retomando, as pessoas vão decidindo viajar. Mas a expectativa para a temporada no Brasil é muito boa, tanto no mercado doméstico quanto no internacional, porque você ainda tem uma demanda aquecida", afirmou.

No ano passado, a balança do turismo ficou negativa em US$ 3,3 bilhões, refletindo uma tendência já registrada em 2006, quando o déficit turístico registrou US$ 1,4 bilhão. Este ano, segundo o Banco Central, ingressaram no país, até agosto, US$ 3,866 bilhões e saíram US$ 7,862 bilhões, representando uma diferença negativa de US$ 3,996 bilhões.

Em 2007, o Brasil recebeu cerca de 5 milhões de visitantes, número semelhante ao de brasileiros que viajaram para o exterior.

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