Cumuruxatiba: destino quase intocado do extremo sul baiano

Cumuruxatiba: destino quase intocado do extremo sul baiano

Atualizado: Quinta-feira, 28 Janeiro de 2010 as 12

O essencial de Cumuruxatiba A beleza que enche os olhos, retratada no destino quase intocado do extremo sul baiano Cumuruxatiba. O nome é quase impronunciável aos não iniciados e o difícil acesso de aproximadamente 32 quilômetros de terra torna o lugar quase intocado. A beleza de Cumuru - apelido carinhoso - é estonteante. O destino se assemelha a uma aldeia de pescadores, isolada e cheias de surpresa.

Para se ter uma ideia, o sistema de cartões bancários, na maioria dos estabelecimentos, só chega durante e a vila não possui caixas eletrônicos. Embora perca em praticidade, dá charme ao lugar.

O espetáculo da natureza começa cedo, por volta das cinco horas da manhã. Diferentemente de noite, quando o mar atinge toda a extensão de areia, chegando a cobrir a base de alguns coqueiros da pequena orla, ele surge recuado em mais de cem metros. Embarcações amanhecem encalhadas e toda a bancada de corais fica à mostra. Até pequenas árvores parecem nascidas no oceano. Não sabemos como é possível, mas em Cumuru é assim...

Outro espetáculo da natureza chega com a luz do amanhecer, refletindo-se água e a pintando de um azul intenso e claro, como uma pintura, borrada pelos pequenos barcos de pescadores que iniciam suas atividades. É, sem dúvida, um dos mais belos cartões postais do Brasil.

À medida que as horas passam, a maré  enche e mais pessoas são vistas caminhando pela areia - umas dez no total (claro que este número aumenta muitas vezes durante a temporada, quando o destino chega a ter sua população triplicada). É uma boa maneira de dizer que Cumuruxatiba é o sossego em destino, é quase um lugar esquecido, uma verdadeira dádiva para os amantes da paz.

A pequena rua central, que abriga a maioria das pousadas, dos restaurantes e do comércio local, fica cheia de gente até o anoitecer, quando a população se recolhe. Se recolhe para o descanso do início da noite. Após as dez, os quiosques de praia começam a tocar suas músicas e tecem a boemia da vila. Em temporadas, o forró ecoa na praia até o raiar do dia.

Foto: Felipe Carneiro

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