Deixe grafites e esculturas guiarem seu passeio por São Paulo

Deixe grafites e esculturas guiarem seu passeio por São Paulo

Atualizado: Quinta-feira, 9 Setembro de 2010 as 4:20

A"Mãe Preta", no largo do Paissandu, em São Paulo, recebe flores e velas. É fenômeno de devoção popular. A 7 km dali, uma parede no parque Ibirapuera se torna ponto turístico. É parada obrigatória para sessão de fotos.

A "Mãe Preta" não é nenhuma representação religiosa, mas uma escultura de JúlioGuerra(1912 - 2001), instalada em São Paulo há 55 anos, que retrata uma babá negra, que criou os filhos dos senhores de engenho nos tempos coloniais. Está sempre recebendo oferendas.

Já o mural que atrai olhares e cliques no parque Ibirapuera é o da fachada do MAM, e foi grafitado por Otávio e Gustavo Pandolfo, 35, os irmãos gêmeos que ficaram conhecidos como... Osgemeos. Hoje, os trabalhos da dupla fazem sucesso, e estão espalhados em muros e galerias mundo afora.

Esses são apenas dois exemplos de como a arte que está pelas ruas de São Paulo, da escultura ao grafite, deixou de ser estática para interagir com as pessoas. Já é assim há bastante tempo em cidades tão diferentes quanto Chicago - com instalações como o intrigante "Cloud Gate", do artista indiano Anish Kapoor, no Millennium Park- e Moscou, com seus mosaicos, afrescos e estátuas que contam no metrô, a cada estação, um pouco da arte, da arquitetura e da história da Rússia.

Para explicar o fenômeno que cresce na capital paulista, o caderno de Turismo da Folha desta semana conversou com um time de peso. Reunimos o arquiteto paisagista Luiz Portugal e os artistas plásticos Alex Flemming, autor dos painéis expostos na estação Sumaré do metrô de São Paulo; Ary Perez, que tem esculturas pela cidade; e Vik Muniz. De Nova York, a correspondente Cristina Fibe fala das novas formas de arte pública na Grande Maçã, com as obras de Tom Otterness em estação de metrô e a escultura sonora do HighLine.

fonte: Folha

Postado por: Juliana Melo

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