Deserto de Atacama, no Chile, oferece paisagens exóticas e muita aventura

Deserto de Atacama, no Chile, oferece paisagens exóticas e muita aventura

Atualizado: Sexta-feira, 29 Janeiro de 2010 as 12

É uma das regiões mais áridas do planeta, mais ainda do que o deserto do Saara. Em alguns dos seus mais de 200 km de extensão não há registro de que tenha chovido. Nunca. O deserto do Atacama fica ao norte do Chile, entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, a 2.440 metros de altitude. Lembram muito à superfície de um planeta desabitado. Às altas temperaturas durante o dia seguem quedas bruscas à noite: no inverno, são 22°C, durante o dia, e 4ºC pela noite, e no verão são 50°C ao longo do dia, e 16°C depois de anoitecer. Na primavera, os ventos podem chegar a 100 km por hora.

Ou seja: não é o lugar mais fácil do planeta. Mas, sem sombra de dúvida, é uma região de uma beleza fascinante, que merece ser considerada na hora de se procurar um destino de viagem fora do comum. O ponto de partida para se explorar a região é a cidade de San Pedro de Atacama, capital arqueológica do Chile. Para chegar lá o mais fácil é tomar um voo de Santiago à cidade de Calama, a 100 km de San Pedro, mas também se pode ir de ônibus ou carro pela estradas Ruta 5 e Ruta 23: são umas 24 horas para percorrer uns 1.600 km.

Existem opções de passeios pelos locais imperdíveis, como os Vales da Lua e da Morte, além dos gêiseres de El Tatio. Mas existem outros atrativo, como visitar os petroglifos, povoados de um só habitante, ou ainda os vários cânions. Para qualquer lugar que se vá se está acompanhado do Licancabur, vulcão em formato cônico de 5.916 metros de altura. É ele que separa Chile e Bolívia. A lagoa que fica no seu cume é um chamariz para aventureiros ou devotos que levam oferendas à Pacha Mama, deusa dos cultos locais.

A vegetação é muito pouca, e fica limitada a árvores de pequeno porte, como o pimiento e o algarrobo, ou os arbustos chanhar, e plantas como a anhanhuca e a brea, que crescem ao longo dos vales. Já os cactos, característicos, são encontrados nas serras próximas à costa, mais ao sul. Em termos de fauna, há lhamas, guanacos e flamingos. Os Geysers de Tatio ficam a 90 km ao norte de San Pedro, a 4200 metros de altitude. Ali, fumarolas emergem do solo a uma temperatura de 85o C e a dez metros de altura, aquecendo o ar glacial e rarefeito, e produzindo uma fumaça branca fluorescente. São produto do encontro de rios gelados subterrâneos com rochas quentes.

O Vale de La Luna, uma depressão de 500 metros de diâmetro e solo salino, tem paisagens que mais se parecem crateras lunares (daí o nome). Ali se encontram iguanas, trazidas à região durante o período de colonização espanhola. Entre as muitas grutas da região, El Azzi é uma das mais bonitas. O melhor período para visita é o horário da manhã, bem cedo, ou no final da tarde, devido ao intenso calor do dia, que facilmente pode chegar aos 54ºC.

Uma viagem até às lagoas Miñiques e Miscanti, nos planaltos andinos, é outro destaque, apesar das dificuldade para respirar na altitude: fica a 5.900 metros acima do mar. E não é de se esquecer a Reserva Nacional dos Flamingos. E há também a igreja de adobe da minúscula povoação de Machuca; toda branca, é simples, bonita e fica num sopé de uma colina. Por fim, uma incursão até o Salar de Atacama - a terceira maior superfície de sal do planeta - revela outra monocromia, abandonando o castanho do deserto para oferecer o branco luminoso do sal.

Por Agência Andrés Bruzzone Comunicação

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