Desertos

Desertos

Atualizado: Quarta-feira, 20 Outubro de 2010 as 2:33

Calor, camelos, areia e solidão. São as primeiras imagens que surgem à mente quando se fala em deserto. Não à toa, a palavra também é sinônimo de algo que as pessoas querem distância. E raras pensariam em escolher, como destino de férias, um lugar árido, monótono e desagradável.

Para quebrar esse estigma, o iG Turismo selecionou os desertos mais fantásticos do mundo. Contrariando o senso comum, eles são ótimas opções para turistas que buscam destinos exóticos e emocionantes. Do famoso Saara, com dunas de até 150 metros de altura e nove milhões de quilômetros quadrados de área abrangendo vários países africanos, passando pelo Mojave, que se desdobra pelos Estados americanos da Califórnia, Nevada, Utah e Arizona, até o Atacama, no norte do Chile, considerado o deserto mais árido do mundo e muito popular como destino turístico.

Listamos os desertos - em ordem alfabética-, com dicas do que fazer e ver em cada um deles, além de pacotes de viagem. Escolha o seu preferido e programe uma aventura inesquecível.

ATACAMA

Localização: Chile (norte) e Peru.

Muito procurado pelos turistas de todos os cantos do planeta, o Atacama é considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo. Lá chove muito pouco e as temperaturas oscilam entre 0 (à noite) e 40 graus (durante o dia). Pouco povoado, a cidade San Pedro de Atacama, localizada a cerca de dois mil metros e com pouco mais de três mil habitantes, é a mais visitada.

As agências oferecem, basicamente, os mesmos passeios para os principais pontos do deserto, mas uma das mais conhecidas por lá é a Desert Adventure.

O que fazer por lá

- O Atacama é um paraíso para os praticantes de trekking, montanhismo, mountain bike e alguns outros esportes mais radicais. Visitar o Vale da Lua e o Vale da Morte são os passeios mais comuns para quem vai ao Atacama. Ao final, o turista se delicia com o belíssimo pôr-do-sol, visto do alto de um morro do Vale da Lua.

- Outro passeio tradicional do Atacama é uma visita aos Geysers do Tatio, buracos no chão cheios de água que soltam fumaça, graças à presença do vulcão Tatio. O passeio exige disposição, já que costuma começar ainda de madrugada: os buracos só ficam ativos nas primeiras horas da manhã.

- Vale também conhecer o Salar do Atacama, grande pedaço de terra cujo chão é todo de sal. Há flamingos por lá, o que pode render boas fotos.

- Já para os que gostam de badalar e conhecer gente nova, uma dica é a cidade de San Pedro de Atacama, que tem bares e restaurantes com muito agito.

Veja também:

- O Atacama além do Atacama

- Galeria de fotos do Atacama

CHIHUAHUAN

Localização: México e Estados Unidos.

Na fronteira dos Estados Unidos com o México, o Chihuahuan é o segundo maior deserto da América do Norte, ocupando uma área que corresponde a dois terços do estado do Texas. Ele só fica atrás do Great Basin. A seca é uma característica básica dos desertos e aqui não há exceção. As chuvas, no entanto, quando surgem, podem ser bastante fortes, e ocorrem mais entre julho e setembro.

O que fazer por lá

- Há algumas áreas urbanas dentro do deserto: a maior delas é Ciudad Juárez, com quase dois milhões de habitantes, vizinha de El Paso. Albuquerque, Las Cruces e Roswell, no Novo México, são outras cidades importantes nesta região. Saltillo e Monterrey estão localizados na fronteira do deserto de Chihuahuan.

- Há várias trilhas com graus de dificuldade variados. Uma delas é a do Modesta Canyon, uma caminhada de uma hora aproximadamente.

- O Chihuahuan Desert Nature Center pode ser visitado de segunda a sábado, das 9 às 17h. Fica fechado apenas nos dias 25 de dezembro, 1º de janeiro e no Dia de Ação de Graças (quarta quinta-feira do mês de novembro). O ingresso custa US$ 5 para adultos, US$ 4 para pessoas acima de 65 anos e é de graça para crianças de até 12 anos. Há visitas guiadas para adultos, disponíveis para grupos de, no mínimo, 10 pessoas. As visitas guiadas incluem informações sobre a história natural da região do deserto, as plantas e os animais que vivem ali. Os passeios podem ser feitos de segunda a sábado, das 9 às 15h30.

- Outra dica é o Big Bend National Park, parque nacional que é a maior área protegida do deserto de Chihuahuan. Lá vivem mais de 1.200 espécies de plantas, mais de 450 espécies de aves, 56 espécies de répteis e 75 espécies de mamíferos. O parque funciona durante 24 horas, mas o centro de visitantes fica aberto das 8 às 18h. Os ingressos custam US$ 10 e valem por sete dias. Crianças de até 15 anos não pagam.

DESERTO DA ÁRABIA

Localização: Arábia Saudita, Jordânia, Iraque, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos Omã e Iémen.

Um gigante das Arábias, o Deserto da Arábia se espalha por oito países e ocupa uma área de 2.330.000 quilômetros quadrados. Muito seco, tem a característica básica dos desertos: muito calor durante o dia, podendo chegar aos 50 graus, e temperaturas frias demais de madrugada. As temperaturas oscilantes são o maior empecilho para os visitantes menos corajosos.

O que fazer por lá

- Saindo de Dubai, que oferece os mais variados passeios aos visitantes, é possível fazer um safári no deserto, que dura um dia inteiro. A agência Arabian Adventures oferece esse tipo de passeio aos domingos, terças e quintas. A Ten Travel & Tourism é outra opção.

- Durante o safári, os visitantes acompanham o pôr-do-sol diretamente das dunas, passeiam de camelo e relaxam em Majlis (almofadas tradicionais da região), em tendas beduínas típicas.

- Os mais empolgados pela vida beduína podem optar pelo safári noturno, com acampamento para amanhecer em meio à imensidão de areia. Sob o céu estrelado, os visitantes passam a noite em sacos de dormir, dentro de barracas espaçosas. De manhã é servido um farto café, antes da volta para Dubai, sempre prevista para as 9h.

GOBI

Localização: Mongólia e China.

Quinto maior deserto do mundo, o Gobi fica na Ásia, abrangendo partes da China e da Mongólia. Com 1.300.000 quilômetros quadrados de área, o Gobi tem uma paisagem formada por várias áreas geográficas e também climáticas. Famoso na história, por ser parte do Império Mongol, o deserto tem algumas dunas de areia, mas entre as suas características marcantes está o fato de ser coberto principalmente por cascalhos e rochas.

O que fazer por lá

- Visite o Eagle Valley National Park. No parque nacional, é possível fazer caminhadas por um desfiladeiro e ver de perto um glaciar que sobrevive ao calor excessivo do verão.

- Passeio em um campo de criação de camelos. O visitante pode aprender mais sobre o estilo de vida nômade, passear de camelo e ainda pernoitar em uma casa nativa.

- O deserto de Gobi tem um “cemitério de dinossauros”, que é atração do passeio, com restos mortais destes gigantes da pré-história. O "cemitério" de dinossauros de Gobi foi descoberto em 1920, por meio de escavações feitas por pesquisadores da Universidade de Ulan Bator, em parceria com a Universidade de Nova York.

MOJAVE

Localização: Estados Unidos.

Recebe o nome de Mojave a parte mais elevada do Deserto da Califórnia. A parte mais baixa se chama Sonora. Os visitantes precisam ficar atentos porque o nome do local vem de um tipo de cobra cascavel muito comum por lá. Ganhou mais fama quando apareceu no clássico Paris, Texas, filme de Wim Wenders. Atualmente, é um dos pontos turísticos mais populares dos Estados Unidos, especialmente porque atrai os visitantes de Las Vegas.

O que fazer por lá

- No Mojave, há vários parques nacionais que merecem ser visitados. Entre eles estão o Death Valley National Park (Parque Nacional do Vale da Morte), Parque Nacional Joshua Tree e a Reserva Nacional Mojave.

- Lagos, como o Mead, Mohave e Havasu, propiciam lazer por meio de esportes aquáticos.

- A Hoover Dam também pode ser visitada. Durante o passeio, os conhecem a estrutura da usina hidrelétrica construída na década de 1930 e passeiam por sua história.

- Entre os museus que podem ser visitados estão o da Rota 66, o Desert Discovery Center (Centro de Descoberta do Deserto), o Mojave River Valley Museum (Museu Vale do Rio Mojave) e o Western America Railroad Museum (Museu Ferroviário Ocidental da América).

- Você ainda pode ver o mais alto termômetro do mundo, com 41 metros de altura, situado na rodovia 15, em Baker, Califórnia.

PATAGÔNIA

Localização: Argentina e Chile.

Maior deserto da América, além de ser o sétimo do mundo, com 673 mil quilômetros quadrados de área, o Deserto da Patagônia se divide entre Argentina e Chile, ocupando mais terras argentinas, onde ficam as províncias de Neuquén, Río Negro, Chubut e Santa Cruz, assim como o arquipélago de Tierra del Fuego. Já o pedaço chileno da Patagônia compreende o sul da região de Los Lagos, assim como as regiões de Aisén e Magallanes.O que fazer por lá

- Visitar o Parque Nacional da Terra do Fogo, a 11 quilômetros de Ushuaia. Aberto em 1960, o parque ocupa uma área de 63 mil hectares, com uma paisagem formada por lagos e montanhas.

- Outro parque que merece uma visita é o Parque Nacional Los Glaciares, criado em 1937 e transformado em Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1981. Lá estão 47 glaciais.

- É possível praticar os esportes mais variados, como pesca, esqui, cavalgadas, montanhismo, excursões em 4x4, mergulho, safáris, entre outros.

SAARA

Localização: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Nígeria, Mauritânia, Marrocos, Sudão e Tunísia.

O Saara, sem exagero, é quase um sinônimo de deserto. Seu nome significa “o deserto grande” e realmente ele faz jus à denominação. É o maior deserto quente do mundo, ocupando uma área maior do que a de países com dimensões continentais, como a Índia e o Brasil. Dunas impressionantes de até 180 metros de altura fazem parte da paisagem.

O que fazer por lá

- Pelo lado marroquino do Saara é possível passar a noite acampado no meio da imensidão de areia. A cidade de Merzouga serve de ponto de partida para os aventureiros.

- Alguns locais de hospedagem promovem vários passeios pelas dunas do Saara. É o caso do Auberge Du Sud, que oferece várias atividades e serviços. Um dos passeios mais pedidos é a viagem de camelo pelo deserto, disponível para todas as idades, já que há uma versão mais curta somente para acompanhar o pôr-do-sol nas dunas.

- O Auberge Du Sud disponibiliza, ainda, tendas no deserto para aqueles que quiserem pernoitar entre as dunas.

SALAR DE UYUNI

Localização: Bolívia

Trata-se da maior planície salgada do mundo, no sudoeste da Bolívia, a uma altura de 3.650 metros. O que se vê é um imenso deserto de sal, com 12 mil quilômetros quadrados de área e aproximadamente 10 bilhões de toneladas de sal. Por causa da paisagem exótica, ele é um dos principais pontos turísticos na região.

O que fazer por lá

- No começo de novembro, aparecem pelo Salar de Uyuni três espécies de flamingos. Quando as geleiras dos Andes descongelam, por causa do verão, o salar fica coberto de água e dá lugar a um lago, tornando o passeio restrito a algumas áreas. Mas a presença dos flamingos compensa a visita.

- Se fizer questão de pisar e passear pelo imenso chão de sal, sua visita deve acontecer entre abril e novembro, quando todas as áreas ficam acessíveis.

- Faça uma visita ao hotel de sal. Ele está desativado, mas virou parada obrigatória para fotos.

- Visite a Ilha do Pescado, que tem em sua paisagem cactos imensos, alguns chegando até a 10 metros de altura.

SIMPSON

Localização: Austrália.

Do sul de Alice Springs até a fronteira sul da Austrália, o Deserto de Simpson é um passeio imperdível, já que oferece belezas naturais, culturais e históricas. A paisagem é encantadora e quem já visitou garante que não há nada igual no mundo. As dunas (que variam de três a 40 metros – a maior e mais famosa é a Nappanerica ou Big Red), os lagos de sal e os bosques fazem parte dessa beleza, percorrida por veículos 4x4. Para cruzar o deserto, de oeste a leste, a viagem dura 13 dias.

O que fazer por lá

- Visitar o Rainbow Valley, de preferência de tarde ou após chuvas fortes. A melhor época do ano para visitar o vale é de abril a setembro.

- Visitar a Ewaninga Rock Carvings Conservation Reserve, onde podem ser apreciadas gravuras rupestres. Elas revelam muitas crenças das populações ancestrais da região.

- Saindo de Alice Springs, é possível organizar passeios até comunidades aborígenes do deserto, como Santa Teresa, que tem apenas 500 habitantes, e Titjikala.

- Passeios de camelo também são atração no Deserto de Simpson, assim como passeios em veículos 4x4, caso o visitante prefira algo menos rústico.

THAR

Localização: Índia e Paquistão.

Também conhecido como o Grande Deserto, o Thar fica no oeste da Índia e no sudeste do Paquistão. O deserto ocupa todo o estado do Rajastão e partes de Gujarat, na Índia Ocidental. Sua paisagem oferece, ainda, morros e alguns lagos. O único rio que cruza as areias é o Luni. A fama de “o deserto mais colorido do mundo” tem feito do Thar uma das maiores atrações turísticas do Rajastão.

O que fazer por lá

- Os safáris no deserto têm se tornado cada vez mais comuns em Thar. Durante os passeios, os turistas são capazes de ver o ecossistema frágil e belo do deserto. O safári pode ser feito de jeep ou de camelo, dependendo do gosto do turista.

- Os mochileiros podem fazer caminhadas no deserto e quem está disposto a gastar mais pode optar pelas noites árabes de luxo, em acampamentos repletos de banquetes e apresentações culturais.

- Outra dica é visitar as aldeias ao longo do deserto. Elas refletem a rica herança cultural da região, com fortes ligações com os antepassados. As que têm maior população e atrativos são Livestock e Cattle.

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