Destinos do Brasil: Pantanal do Norte

Destinos do Brasil: Pantanal do Norte

Atualizado: Quinta-feira, 28 Abril de 2011 as 9:13

A espinha dorsal do Pantanal é o Rio Paraguai, que corta a região de norte a sul e recebe as águas dos rios Miranda, Aquidauana, Taquari e Cuiabá. De outubro a abril, num ciclo de renovação da vida, as cheias fazem surgir enormes lagos, baías, braços de rio e corixos (canais de escoamento). A abundância de animais faz da região um dos lugares mais propícios do Brasil para pesca e observação da fauna. A área total de 230 mil km² abrange 12 municípios do Estado do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao norte, estão as serras dos Paracis, Azul e do Roncador. A leste, a Serra de Maracaju. Ao sul, a Serra da Bodoquena. E, a oeste, os charcos paraguaio e boliviano. O Pantanal Mato-grossense é tão diverso que foi subdividido, por pesquisadores, em sub-regiões. Cada ""Pantanal"" tem características naturais próprias e, conseqüentemente, atividades e épocas ideais Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense - O Parque Nacional do Pantanal foi criado em 1981, mas somente designado em 1993 como área de preservação. Está localizado no município de Poconé, extremo sudeste do Mato Grosso, com uma área de 135 mil ha. É a maior planície alagada do planeta e a terceira maior reserva ambiental do mundo. Possui uma imensa importância ecológica por abrigar um dos mais ricos ecossistemas com florestas estacionais periodicamente alagadas. Representa a maior concentração de fauna do neotrópico, incluindo várias espécies ameaçadas de extinção de mamíferos répteis e peixes, além de servir como habitat para uma enorme variedade de aves, tanto nativas como proeminentes de outras áreas das Américas. Foi reconhecida como Reserva da Biosfera Mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura). Este título permitirá mais apoio do governo e da sociedade para a conservação das riquezas e a implementação de um desenvolvimento sustentável na região. A sede se localiza em um platô, a salvo de inundações, com centro de visitantes e embarcações. O parque incorporou a antiga Reserva do Cara-cará, que na década de 80 foi base de operações no combate à ação dos caçadores de jacarés, e praticamente dobrou seu território com a compra de uma antiga fazenda de gados, que foi inundada em consequência das transformações da região, por ações antrópicas diversas. A região era também ocupada por índios Guatos. Provavelmente, os primeiros ocupantes pantaneiros foram os espanhóis vindos da Bolívia por volta de 1550. As lendas mais correntes são as do minhocão (uma enorme serpente aquática que derruba os barrancos dos rios), das lagoas que se enfurecem com a presença de pessoas gritando e histórias de onças, sucuris e aventuras de caça e pesca. Poconé - Praças exuberantes, povo hospitaleiro, tranqüilidade para caminhar e andar de bicicleta pelas suas ruas limpas e seguras, faz com que Poconé se torne muito atraente e gostosa de se curtir. A cidade está de braços abertos esperando uma visita. A cidade de Poconé possui hoje aproximadamente 30 mil habitantes, segundo fontes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e está localizada a 100 km de distância da capital mato-grossense. Portal do Pantanal, de fácil acesso, Poconé é uma cidade muito visitada. Em Poconé, encontra-se todos os tipos de serviços e comércio, levando em conta a distância da capital, os preços, a qualidade de atendimento e os serviços, que são de boa qualidade. Transpantaneira - Liga a cidade de Poconé a Porto Jofre, às margens do Rio Cuiabá. São 149 km de terra, com 126 pontes de madeira. No caminho, é comum encontrar animais selvagens, principalmente jacarés e aves. O início da manhã e o fim da tarde são os melhores horários para a observação da fauna. Muitos turistas percorrem o trecho em um passeio de um dia, saindo de Poconé, almoçando em uma das pousadas do caminho e retornando à tarde. Sesc Pantanal - A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Sesc (Serviço Social do Comércio) aumenta em um terço o total deste ecossistema preservado no Estado de Mato Grosso, legando às gerações futuras uma rica amostra de biodiversidade para estudos sobre agricultura, pecuária, aqüicultura, biomedicina e manejo de fauna silvestre. Além de garantir proteção oficial para uma parcela considerável do Pantanal e atender a requisitos de manejo sustentável, inclusive na forma de benefícios fiscais, uma reserva com estas características pode estimular iniciativas do gênero em outras regiões do Brasil, contribuindo para o estabelecimento de um sistema nacional de unidades de conservação. Cozinha Pantaneira - Pintados, pacus e dourados são servidos pela maioria dos restaurantes da região. De carne consistente e muito saborosa, o pintado pode ser saboreado grelhado em espetos, como um petisco, ou em pratos elaborados, como o pintado à urucum (à dorê, com creme de leite e leite de coco ou molho de tomate e mussarela). Com o mesmo peixe se faz a mojica (ensopado do filé em cubos com mandioca e banana-da-terra). O dourado e o pacu têm muitas espinhas. O primeiro as solta quando assado lentamente. Do pacu se comem as longas costelas fritas (ventrecha), de preferência sem ajuda de talher. O menu pantaneiro também contempla quem gosta de receitas exóticas, como o caldo de piranha, considerado afrodisíaco, e a carne de jacaré. Na piracema (entre novembro e fevereiro), quando a pesca comercial é proibida, muitos restaurantes servem pescados criados em tanques ou congelados   Localização: Está localizado no Estado de Mato Grosso. Dias e horário de funcionamento: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense: Só é possível conhecer o parque de barco, com o acompanhamento de um guia e autorização prévia do Ibama. Por isso é uma atração cara (o passeio para o parque custa em torno de R$ 700 para 5 pessoas, a partir de Porto Jofre, mas sempre é possível pechinchar). Não há alojamento disponível dentro do parque, portanto deve-se ir e voltar no mesmo dia. Não é permitido fazer caminhadas ou trilhas. Pesca (mesmo a pesca esportiva) e caça são rigorosamente proibidas, assim como focagem noturna de jacarés por conta própria. Como não há estrutura no parque, aconselha-se levar comidas leves, frutas e água. Melhor época: de maio a setembro, quando chove menos. Nos meses de março a abril, quando as águas começam a baixar, encontram-se as melhores condições para observação da fauna. Na época das chuvas, entre outubro e fevereiro, é grande a quantidade de mosquitos, o calor é intenso e a Rodovia Transpantaneira fica praticamente intransitável. Como chegar: Rodoviário - O acesso é feito por meio da MT-060, partindo-se de Cuiabá até Poconé, por 100 km em via asfaltada e continuando pela rodovia Transpantaneira por mais 147 km até Porto Jofre, às margens do rio Cuiabá. De Porto Jofre até o parque o acesso é apenas por via fluvial, navegando-se por aproximadamente 4h. Por via aérea utiliza-se a pista de pouso da Fazenda Acurizal (RPPN/Fundação Ecotrópica), gastando-se 1h de vôo e meia hora de barco. A cidade mais próxima à unidade é Poconé, que fica a 110 km da capital    

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