Destinos do Brasil: Pq Nacional das Emas

Destinos do Brasil: Pq Nacional das Emas

Atualizado: Quinta-feira, 28 Abril de 2011 as 9:19

Sítio Natural do Patrimônio Mundial, Parque Nacional das Emas é uma formação bastante diversificada de cerrado e abriga uma riquíssima variedade de flores, plantas, animais e belíssimas paisagens. Nos 132 mil hectares da reserva, o visitante poderá observar, além da rica vegetação, cachoeiras, corredeiras de águas cristalinas e muitos animais como veados-campeiros, tamaduás-bandeira, lobos-guará, emas, araras-canindé, tucanos, sucuris e diversas outras espécies, algumas delas em perigo de extinção. É um local que requer observação diferente, atenta a detalhes, e uso da sensibilidade para perceber a riqueza das adaptações da vida como, por exemplo, as palmeiras Indaiá com troncos enterrados ou as árvores de casca muito grossa para resistir ao fogo que seleciona a vida natural e ao mesmo tempo faz tudo crescer novamente. Por toda essa diversidade, chega a ser frustrante sair do parque sabendo que se conheceu muito pouco do que a natureza ali apresenta. Mesmo quem vive no local e o pesquisa sabe que não conhece o cerrado, e não conhecer é uma característica instigante, um mistério apaixonante. Considerado o santuário ecológico do cerrado brasileiro, o Parque Nacional das Emas foi criado em 11 de janeiro de 1961 com o objetivo de preservar um dos ecossistemas mais frágeis do Brasil e também proteger a ema, a maior ave brasileira, que chega a alcançar 1,5 m de altura. A fauna - Neste parque é comum a presença de bandos de animais como porcos-do-mato, capivaras, macacos, veados-campeiros e emas. Também encontram-se animais que andam juntos em menor número, como tamanduás-bandeira, raposas, lobos, cachorros-do-mato, antas, tatus, sucuris, seriemas, gaviões, corujas, curiangos e jaguatiricas. Podem ser vistos alguns animais que se encontram em fase de extinção, como tatu-canastra, lobo-guará, cachorro-do-mato-vinagre e tamanduá-mirim. A melhor época de se ver a fauna silvestre é após as queimadas dos aceiros, na rebrota da cobertura vegetal, quando os animais estão à procura de alimentos. A flora - O Parque das Emas é muito precioso, pois ali se encontra quase todo o tipo de cerrado existente no Brasil: cerrados, cerradões (vegetação de transição entre o cerrado e a mata), os campos limpos, os campos sujos, as matas ciliares ou matas de galerias e as veredas, com grande presença de buritis nas cabeceiras dos rios e córregos. Os campos gramináceos, que chegam a atingir 2 m de altura, ocupam 60% da área do parque. Nos trechos de cerrado típico, as árvores maiores podem apresentar de 4 a 5 m de altura. Riquezas hídricas - O limite oeste do parque coincide como grande divisor de águas entre três importantes bacias hidrográficas: a Bacia Amazônica, ao norte; a Bacia Platina, ao sul; e a Bacia do Pantanal, a oeste. Os rios Formoso e Jacuda banham as águas azuladas e de tão límpidas permitem a visualização de pedras e do bosque subaquático, resultado da boa penetração dos raios solares na água. Em alguns lugares sua profundidade atinge 4 m. Os cumpinzeiros - No parque está a maior concentração de cupinzeiros por metro quadrado em todo o mundo e os agrupamentos de cupinzeiros de diferentes cores, dependendo do solo onde estão, podem atingir até 2 m de altura. No início do período chuvoso apresentam o fenômeno da bioluminescência, que consiste na irradiação de luz fosforescente azul esverdeada produzida por pequenas larvas que ali se encontram a procura de alimentos, provocando um belíssimo espetáculo. Os cupins são a base alimentar dos tamanduás. Nos cupinzeiros várias aves e pequenos animais fazem seus ninhos. Solos - Predominam solos latossólicos amarelo-avermelhados e vermelho-amarelados. Nas calhas dos rios há a concentração de aluviões, solos litólicos com a formação de solos hidromórficos. No Vale do Rio Jacuba aparecem afloramentos areníticos-quartzíticos sem nenhuma cobertura vegetal e de solos. Clima - Caracteriza-se por acentuada estação seca, de abril a setembro, com escassez de água no inverno e ocorrência ocasional de geadas. As estações da primavera e verão são muito quentes, com temperaturas variando entre 22ºC e 24ºC. A pluviosidade varia de 1.500 a 1.750 mm anuais   Localização: Situa-se no chamado Planalto Central, no extremo sudoeste do Estado de Goiás, nos municípios de Mineiros e de Chapadão do Céu, entre as coordenadas 17° 50' a 18° 15' de latitude Sul e 52° 30' a 53° 10' a oeste de Greenwich, já na fronteira com o Estado de Mato Grosso do Sul. São duas entradas de acesso aos visitantes, uma a 25 km de Chapadão do Céu, pelo portão Guarda da Bandeira que leva à sede do parque e outra a 80 km de Mineiros, pelo portão Jacuba. De outubro a abril o clima é quente e chuvoso, mas é no início desse período que nascem as flores do cerrado e ocorre o fenômeno da bioluminescência nos cupinzeiros (outubro e novembro). Dias e horário de funcionamento: Das 8h às 18h. O parque tem duas áreas de visitação distintas e não é permitido atravessá-lo de carro. A visita deve ser acompanhada por um guia credenciado pelo Ibama. Como chegar: Rodoviário - Distante 700 km de Brasília, seu acesso, totalmente por asfalto, é feito por meio da cidade de Mineiros, no Estado de Goiás. A partir daí, são mais 90 km pela GO-359 até a entrada do parque. Pode-se acessar também, por estradas de terra, a partir de Chapadão do Céu    

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