Em Alcântara, no Maranhão, belas ruínas levam à viagem no tempo

Em Alcântara, no Maranhão, belas ruínas levam à viagem no tempo

Atualizado: Sexta-feira, 15 Janeiro de 2010 as 12

Numa pequena cidade do Maranhão ficam algumas das ruínas mais recentes do mundo, de um palácio que nunca existiu, num lugar onde faltou tempo para que a história fosse de grandes glórias. A cidade de Alcântara é a casa de belezas abandonadas, já teve grandes riquezas e poderia ter sediado festas imperiais, mas terminou em ruínas que hoje servem apenas para encher os olhos e as máquinas fotográficas de curiosos visitantes.

Enquanto ruínas famosas do mundo - como no Egito, Grécia ou Oriente Médio - são de um período anterior à Cristo, em Alcântara elas estão ao lado de casinhas ao estilo colonial, em ruas de pedra onde os moradores vendem doces caseiros aos turistas. Esse se tornou o principal charme da cidade, que fica parecendo uma Machu Picchu mais nova e ainda habitada.

O maior marco é o Palácio do Barão de Mearim, que começou a ser construído no século XVII para receber Dom Pedro II, mas que nunca chegou a ser concluído. Restam apenas algumas colunas e arcos de pedra.

Além dele, chama a atenção a Igreja Matriz de São Matias. Construída em 1648, ano de fundação da cidade, sobraram dela somente a fachada e uma das torres. Há também a Igreja Nossa Senhora do Carmo, da mesma época, mas que foi reformada e hoje abriga paineis de azulejo no altar.

Alcântara viveu seu auge no período colonial, quando era um centro agrícola e comercial, sede da aristocracia maranhense. Mas a glória não durou muito, uma vez que a abolição da escravidão e o crescimento de outras cidades trouxeram a decadência.

Hoje, Alcântara é bastante calma e isolada, uma viagem no tempo. Mesmo assim, não é difícil chegar até lá. Da capital São Luís é possível pegar um barco e o trajeto dura cerca de uma hora. O belo passeio pode ser feito em apenas um dia, com retorno para a capital no fim da tarde.

Por Dayanne Sousa

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