Em Berlim, após a queda do Muro, história convive com arte, cultura, tecnologia, boemia e política

Em Berlim, após a queda do Muro, história convive com arte, cultura, tecnologia, boemia e política

Atualizado: Sexta-feira, 6 Agosto de 2010 as 10:35

A primeira lembrança é de uma grande cidade que há poucos anos era cortada por um infindável e vergonhoso muro. Inicialmente, após a Segunda Guerra, Berlim foi dividida em quatro setores de ocupação: norte-americano, francês, britânico e soviético. A construção do Muro de Berlim separou o último setor -oriental e socialista- dos demais -ocidentais e capitalistas. Quem estava do lado de lá, não podia vir para o lado de cá.  

É muito provável que, independente de sua idade, você tenha visto ou guardado imagens que as TVs do mundo transmitiram de jovens alemães quebrando a mais palpável versão de concreto da Cortina de Ferro. Pedaços dele ainda permanecem, como memória viva do que Berlim foi e é.  

História, aqui, convive com arte, cultura, tecnologia, boemia e política. Além de ser a capital, é a mais importante cidade-estado alemã. A noite é uma outra vida, com agitados bares pelas calçadas, pontos turísticos iluminados, boates com som eletrônico em alto volume e festas underground como pouco se vê.  

Sede de um dos mais importantes festivais de cinema do mundo, Berlim tem seu dialeto próprio, o que não chega a ser problema para quem fala alemão, e muito menos para quem não fala. O lado oriental vale como um bônus: andar por suas ruas revela outra Berlim, mais pitoresca, apaixonante e misteriosa.  

Se você conseguir desvendar um pouco mais a cidade, talvez conheça um lado intrigante. A queda do Muro, em 1989, e a reunificação oficial, em 1990, expuseram duas diferentes realidades sociais e econômicas: a partilha de concreto virou pó, mas a discriminação cultural entre ocidental e oriental não é inexistente.   INFORMAÇÃO E SERVIÇO

Fuso horário   - 4 horas a mais em relação a Brasília

DDI   - 0049

Código de acesso da cidade   - 030

Telefones de emergência   - Polícia, 110, Bombeiros e Ambulância, 112

Site do país   -   www.deutschland.de

Site da cidade   -   www.berlin-tourist-information.de

Moeda   - Euro; antes do euro circulava o marco alemão (deutsch mark), então uma das mais fortes moedas.

Cotação   - Para saber quanto vale o   euro , acesse   economia.uol.com.br/cotacoes/ .

Câmbio   - Pode ser feito nas estações de trem, aeroportos, grandes lojas e, evidentemente, em casas de câmbio. Se você vir a expressão   Ohne Gebühr   (sem taxa) escrita em algum lugar, essa pode ser a melhor pedida para trocar o seu dinheiro, caso você ainda não esteja viajando com euros - mas atente para a cotação.

Custos   - Espere gastar numa viagem bastante econômica uma média de € 35-40 por dia. Mas esta é uma conta que pode variar, principalmente para quem não está a fim de radicalizar nas economias. Albergues custam a partir de € 14. Comida pode sair a partir de € 5. Comer em restaurantes, como sempre, eleva as despesas.  

Informações turísticas   - Existem três em Berlim, conhecidos como   Tourist Info Center , todos em áreas estratégicas. No   Europa-Center , Budapester Strasse, aberto seg/sáb 10h-19h, domingos 10h-18h, acessível pelo S/U Zoologischer Garten.   Brandenburger Tor (Brandenburg Gate) , diariamente 10h-18h, via S Unter den Linden ou ônibus 100.   Fernsehturm (Alexanderplatz) , embaixo da torre de TV, também 10h-18h, S/U Alexanderplatz.

Os centros de informação têm bons mapas à disposição, mas apenas à venda, assim como revistas informativas com a programação da cidade. Reserva de hotel também está disponível, mediante uma pequena taxa. Nesses locais você encontra o   Berlin Welcome Card , um passe para 2 e 3 dias incluindo transporte nas zonas ABC (ou seja, é possível ir para Potsdam) e descontos de até 50% (mas a maioria é de 25%) em museus, passeios, teatros e restaurantes. Custam € 16/48h e € 22/72h; pegue o panfleto, veja as atrações com seus descontos e o que você planeja visitar e percorrer e calcule se vale a pena comprar.  

Internet   - Há muitos cibercafés em Berlim, como o   Easyeverything , Kurfürstendamm 225, colado a um Dunkin' Donuts, metrô Zoologischer Garten;   Netlounge , Auguststrasse 89, metrô Oranienburger Strasse; e embaixo da Torre da TV, na Alexanderplatz. A hora de acesso custa em média € 1-2,50, e alguns oferecem promoções durante a noite ou madrugada.  

Telefone   - As famosas cabines telefônicas amarelas podem ser encontradas praticamente em todas as esquinas, com informações em inglês, francês e alemão, algumas ainda com guia telefônico. Cartões telefônicos são comprados em bancas de jornal, livrarias, correios e estações de trem, onde há máquinas automáticas. Existem de 3, 6 e 25 euros. Telefones de moeda também estão disponíveis e o mínimo de cada ligação é € 0,10 ou € 0,25 para ligação local, e ao menos € 1 para telefone celular. Ligações para o Brasil custam, por minuto, € 1,35. Quem ligar dentro da Alemanha para outro estado deve discar o código 01080 e o número normal. Para ligar para o Brasil a cobrar (nem todas as cabines completam a chamada), uma telefonista brasileira atende pelo número 0800-080-0055.

Correio   - O correio alemão (Deutsche Post) é eficiente e rápido. Selos podem ser comprados nas agências, que funcionam seg/sex 8h-18h, sábados 8h-12h, ou em máquinas na rua.

Feriados alemães   - Ano-Novo, 6 de janeiro (regional), Páscoa, 1º de maio, Dia da Ascensão, Corpus Christi (regional), 15 de agosto (regional), 3 de outubro (Dia da Reunificação Alemã), 1º de novembro (regional), Natal.  

Gorjetas   - Não é obrigatório, mas, se achar apropriado, é comum deixar de 5% a 10% do valor da conta.

Embaixada brasileira   - Chancelaria - Wallstrasse 57 - Berlim. Fone (30) 726.280,   www.brasilianische-botschaft.de ,   [email protected] .

Consulado-Geral   - Berlim:Wallstrasse 57, fone (30) 7262.8600 (mesmo local da Embaixada, porém telefone diferente).

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