Esperando o voo? Aproveite a diversidade de produtos em lojas de aeroportos

Esperando o voo? Aproveite a diversidade de produtos em lojas de aeroportos

Atualizado: Segunda-feira, 10 Janeiro de 2011 as 1:40

Ninguém gosta de ficar à toa no saguão de um aeroporto: as horas não voam. E nem todo mundo consegue relaxar numa sala vip. Então, o que fazer? Compras, na melhor das hipóteses, é um bom passatempo, e nem precisa gastar muito, se você souber escolher. Nos terminais mais modernos, além das tradicionais lojas tax free, cresceu o número de butiques de grife e tudo o que se pode imaginar em comércio de eletrônicos e informática. Alguns aeroportos lembram um shopping center. Basta citar os saguões de Gatwick ou Heathrow em Londres, o de Copenhague, o Schiphol de Amsterdã, o de Cingapura... Você pode deixar para comprar foie gras no aeroporto de Budapeste, e guardar a latinha na bagagem de mão. Chocolate suíço? Pode contar com fartura e boas ofertas antes ou depois de fazer o check-in em Genebra. Marcas de renome, como Harrods, abriram filiais não apenas na Inglaterra, mas no aeroporto de Lisboa. Mesmo em minúsculos terminais, como Papeete, no Taiti; Rapa Nui, na Ilha de Páscoa, e Baltra, nas Galápagos, há artigos que representam bem a imagem das ilhas, como guirlandas, cangas coloridas e miniaturas de tartarugas (em Baltra, numa feirinha na saída do terminal, do outro lado da rua). Bichos também chamam a atenção em Miami, como uma última lembrança da cidade que tanto atrai o brasileiro consumista.

Saideira com um jacaré na embriaguez do consumo na Flórida

Satisfeito depois de percorrer os malls e outlets na sua ida à Flórida? Claro que não, comprar muito dá vontade de comprar mais ainda. Como saideira, leve um bichinho, ou bichão, de pelúcia, como recordação do estado. Eles são vendidos em uma loja de doces e biscoitos que fica perto dos portões de embarque geralmente usados para os voos rumo ao Brasil. Ninguém resiste. O jacaré da Flórida em tamanho natural é encantador, mas não vai caber na mala de mão. O jeito é ele ir agarrado com você dentro do avião, com cuidado para não incomodar o passageiro ao lado. Há versões menores, e menos incômodas, a US$ 10. O maior chega a US$ 56. E que tal um pelicano delgado, que dá para aninhar em qualquer buraco do bagageiro? Sai por US$ 20. Aproveite que está lá e confira as canecas de café com colherzinha acoplada: custam apenas US$ 11 e, além de muito úteis, têm um design simples e atraente.

Em Budapeste, preços iguais aos do mercado da cidade

Você foi à Hungria conferir se Budapeste está se tornando o que Praga era há alguns anos: aquela capital europeia cheia de monumentos belos e bons programas noturnos combinados com a surpresa de descobrir um lugar que ainda parece pouco conhecido em termos culturais, mesmo dentro de um continente tão próximo. E você se divertiu tanto que deixou para a última hora a compra daqueles produtos típicos - foie gras de pato (que muita gente come em Paris achando que é francês), páprica, licor de cereja ou abricó, bonequinhas. Pois a última hora pode ser no Aeroporto de Ferihegy. Lá você encontra tudo isso depois de passar pelas máquinas de raios X. Dá para encher a mala de mão sem culpa. E os preços são quase iguais aos do Mercado Central da capital húngara.

Relógios e chocolates em Genebra Barras douradas: chocolate pode ser mais precioso do que ouro

No Aeroporto Internacional de Genebra, a gastança começa antes mesmo do check-in. Você vai encontrar ótimas oportunidades no supermercado Migros que fica no fundo do shopping center, dentro do terminal, ao lado da estação de trem. Que tal uma legítima panela de fondue? Dá para adquirir uma por 60 francos suíços (R$ 105). Já no saguão de embarque, continue o tour na Caviar House. Mas é preciso um limite generoso no cartão de crédito: o quilo custa 8 mil francos (R$ 14.500) na casa, que também oferece salmão da Noruega e queijos suíços. A variedade de preços impressiona no caso dos relógios. Nos pequenos estandes e nas lojas, há desde um simples Swatch por 50 francos suíços (R$ 88) a um Rolex por 50 mil francos suíços (R$ 88 mil). Talvez assustado com os preços mais altos, você até pense que o ouro está em oferta ao olhar para as barras douradas à venda em lojas vizinhas. Relaxe: elas são apenas chocolate revestido com papel dourado. Mais barato, mas bem gostoso, indicado para compensar carências e enganar a fome em lanches rápidos antes e durante o voo. Mais precioso do que ouro, no fim das contas.

Compras britânicas: chás, roupas de grife e até eletrônicos

A megaloja de departamentos Harrods fincou raízes nos aeroportos de Londres, oferecendo em pequena escala uma gama de seus produtos que são sinônimos de lembranças para levar na bagagem de mão. Tem soldadinhos da rainha, biscoitos amanteigados, chás... Várias bugigangas dispensáveis, mas, como a marca é um chamariz, você acaba comprando alguma para levar para casa na famosa sacola verde com o nome da loja. Os saguões de Heathrow e Gatwick são bem guarnecidos por outras grifes e marcas de peso, principalmente as inglesas. A tradicional Burberry oferece tanto peças de vestuário e acessórios na conhecida padronagem xadrez quanto bebidas, livres de impostos. Mas para quem realmente está atrás de ofertas, a Dixon, de produtos eletrônicos e de informática, não deixa o viajante insatisfeito. Comparando com os preços nas lojas de rua, há como fazer bom negócio em máquinas fotográficas e notebooks.

Um chapéu texano que não ficará esquecido no armário

O que se espera encontrar no aeroporto Dallas/Forth Worth, um gigante de cinco terminais que se espalham por mais de sete mil hectares? Coisas para cavalo, é claro. Por mais que o nome da cidade evoque, para quem tem mais de 40 anos, a série de TV exibida nos anos 1980, Dallas fica no Texas, estado símbolo do faroeste. Mas vamos decantar os impulsos de John Wayne, para você não chegar ao Brasil com um chapelão de caubói, que vai ser mostrado aos amigos e escondido no armário pelo restante da vida, depois da expressão desanimada deles com seu novo visual. Um chapéu menor, e mais útil, é um tapa-garrafa de vinho neste formato, à venda nas duas lojas da La Bodega Winery, uma no terminal D, perto do portão 14, e outra no terminal A, próximo ao portão 15. Custa apenas US$ 24 e é de prata - há também a opção em forma de cabeça de cavalo. Se não gostar, pelo menos aproveite que está lá experimente o vinho feito no Texas.

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