Explore a arquitetura e os espaços públicos de Chicago em 36 horas

Explore a arquitetura e os espaços públicos de Chicago em 36 horas

Atualizado: Sexta-feira, 11 Fevereiro de 2011 as 3:44

Todas as cidades têm seus prós e contras, mas Chicago está em ascensão por explorar seus pontos fortes, adicionando parques, arquitetura que agrada as pessoas e arte pública. Grande parte disso aconteceu graças ao prefeito Richard M. Daley, que, após 21 anos no cargo, anunciou em setembro que deixará a Prefeitura. Como a cidade se sairá sem ele? Bem, provavelmente, graças a muitas melhorias que deixaram Chicago fortalecida, com espaços públicos dos séculos 19 e 20 repletos de atrações do século 21.

Sexta-feira

16h - Circulando no Loop

Chicago é uma cidade de atrações arquitetônicas, mas uma das melhores está bem acima de você: o “L”, o metrô elevado que circula o Loop (transitchicago.com). Tome uma das linhas marrom, laranja ou cor-de-rosa –não importa a cor, desde que você arrume um assento no primeiro carro com vista da janela da frente– e circule pela área de 5 quilômetros quadrados. Se o metrô estiver seguindo no sentido horário, olhe para a esquerda. Entre os marcos você verá a espetacular Marina City de Bertrand Goldberg, o novo Trump International Hotel and Tower, a concha acústica do Pritzker Pavilion de Frank Gehry e o Auditorium Building histórico de Louis Sullivan. Perdeu um deles? Sem problema. O bilhete de US$ 2,25 permite voltas ilimitadas.

20h - Pratos a bom preço

Pode ser por causa da recessão, mas vários bons restaurantes de preço mediano, mas com alto estilo, abriram em Chicago nos últimos dois anos. Um favorito é o Gilt Bar (230 West Kinzie Street; 312-464-9544; giltbarchicago.com), um restaurante casual no bairro de River North, mas que não é casual na culinária. O cardápio oferece pratos neoamericanos como couve-flor defumada com alcaparras (US$ 7) e nhoque de ricota com sálvia e manteiga de avelã (US$ 13). Após o jantar, desça para o Curio, um bar no porão que tem por tema a época da Lei Seca. Experimente o Death’s Door Daisy, feito de vodca artesanal de Wisconsin e Aperol, um licor de laranja, por US$ 10.

23h - Pode entrar

Há tantos clubes na Ontario Street, ao norte do Loop, que ela às vezes é conhecida como Red Bull Row. Para um agito mais leve, siga para o bairro Uptown e para o Big Chicks (5024 North Sheridan Road; 773-728-5511; bigchicks.com), um bar gay com portas abertas para todos. As bebidas são baratas, a clientela é amistosa e a decoração é atraentemente excêntrica.

Sábado

9h - Ovos caprichados

Não conseguiu jantar no Frontera Grill, o restaurante neomexicano de propriedade do célebre chef Rick Bayless? Não se preocupe. Siga para o café da manhã no Xoco (449 North Clark Street; 312-661-1434; rickbayless.com), o mais novo restaurante de Bayless. Ele serve até as 10 horas da manhã; espere fila depois das 8h30. Entre os favoritos estão ovos mexidos empanados com pimenta poblano (US$ 3) e uma torta aberta com ovo pochê, salsinha, queijo, coentro e feijão preto (US$ 4). O chocolate café au lait (US$ 3,25) vem acompanhado de um churro quente.

11h - Rua das grifes desconhecidas

A área de Magnificent Mile está repleta de marcas famosas (Gucci, Vuitton - você conhece a lista). Mas ainda há algumas lojas independentes que você não encontrará no seu shopping local. Ikram (873 North Rush Street; 312-587-1000; ikram.com) é uma butique elegante que conta com Michelle Obama entre suas clientes, com grifes como Jason Wu e Martin Margiela. East Oak Street conta com duas lojas bacanas, entre elas a Sofia (No. 72; 312-640-0878; sofiavintage.com). Ao lado fica a Colletti Gallery (No. 102; 312-664-6767; collettigallery.com), com uma ótima seleção de móveis e objetos art déco e art nouveau. É uma curta caminhada dali até o Museu de Arte Contemporânea (220 East Chicago Avenue; 312-280-2660; mcachicago.org).

14h - O bairro do presidente

Caminhando por Hyde Park, um enclave arborizado a uns 11 quilômetros ao sul do Loop, é fácil entender por que os Obamas optaram por morar ali. A casa deles, na South Greenwood Avenue, entre as ruas 50 e 51, fica quase invisível por trás das barricadas do Serviço Secreto. Felizmente, a próxima Robie House (5757 South Woodlawn Avenue; 800-514-3849; gowright.org), uma obra-prima de Frank Lloyd Wright, está aberta para visitas. Veja se consegue enxergar a figura masculina abstrata nas janelas de vidro chumbado com inspiração japonesa. Do outro lado da rua, o belo campus da Universidade de Chicago vale a pena ser explorado por uma tarde.

19h - Cardápio de carne

Chicago já foi a capital mundial dos frigoríficos e ainda sabe o que fazer com todas as partes comestíveis dos animais. O Girl & the Goat (809 West Randolph Street, 312-492-6262; girlandthegoat.com) é um novo restaurante muito comentado em blogs onde Stephanie Izard, a vencedora do “Top Chef”, leva a carne muito a sério. O cardápio atualizado com frequência incluía costelas de cordeiro com abacate grelhado e picata de pistache (US$ 17), e bife de boi cozido lentamente na panela e empanado e bife ao vinagrete (US$ 12). Se você não for carnívoro, experimente o grão-de-bico de três formas (US$ 11) e, para sobremesa, panqueca de batata com berinjela com limão e iogurte grego (US$ 8). O salão de jantar com pé direito alto, projetado pela firma de Chicago 555 International, é quente e moderna, com vigas expostas, paredes de cedro queimado e uma grande cozinha aberta. É preciso fazer reserva.

22h - Lado engraçado

O Red Bar Comedy Show oferece shows de humoristas às sextas e sábados às 20 e 22 horas. Você não verá grandes nomes, mas sim uma série de humoristas itinerantes que erram e acertam, alguns que provocam a plateia com uma linguagem que não pode ser reproduzida aqui. Os ingressos custam US$ 10 e incluem o acesso ao lounge no andar superior, onde o serviço de vodcas servidas na garrafa custa a partir de US$ 200. Mais informação está disponível em (773)387-8412 e redbarcomedy.com.

Domingo

10h - Brunch de embelezamento

A Logan Square, a aproximadamente nove quilômetros a noroeste do Loop, é uma remanescente do movimento de embelezamento de Chicago do final do século 19, com uma estátua de uma águia, de autoria de Evelyn Longman, onde dois dos maiores bulevares se encontram. Perto dali, o Longman & Eagle (2657 North Kedzie Avenue; 773-276-7110; longmanandeagle.com) é um bar rústico que serve um brunch refinado: tartare de salmão defumado com picles de manga (US$ 10) ou javali “Sloppy Joe” (US$ 10). Seis quartos de hotel deverão abrir no andar de cima.

13h - Grand Piano

Chicago sabe misturar arquitetura neoclássica com design contemporâneo, e nenhum lugar faz isso melhor do que o Instituto de Arte de Chicago (111 South Michigan Avenue; 312-443-3600; artinstituteofchicago.org), que abriu sua celebrada Ala Moderna no ano passado. Projetada por Renzo Piano, a adição luminosa contém um conjunto magnífico de galerias para arte europeia de 1900-1950 (Picasso, Giacometti e Klee são alguns poucos dos grandes nomes) e uma sala espaçosa para a coleção de design do museu. Esteja ou não com fome, cheque o Terzo Piano, o deslumbrante restaurante de cobertura com vistas do Pritzker Pavilion no Millennium Park, do outro lado da rua.

15h – Pedalando

Do museu, atravesse a passarela de pedestres, também projetada por Piano, até o Millennium Park, e alugue bicicletas da Bike and Roll (312-729-1000; bikechicago.com), por cerca de US$ 35 o dia, e pedale às margens do Lago Michigan. Você passará pelo Píer da Marinha, por arranha-céus de Mies van der Rohe e centenas de quadras de vôlei de praia, que tornam esta a Malibu do Meio-Oeste nos fins de semana de verão e outono. No caminho, você passará pelo Lincoln Park, com um novo pavilhão de autoria da arquiteta Jeanne Gang de Chicago - outro exemplo de como a cidade está atualizando seus espaços abertos.

O básico

O Allegro (171 West Randolph Street, 312-236-0123; allegrochicago.com), um hotel de 483 quartos no movimentado distrito dos teatros da cidade, tem o estilo ousado dos hotéis Kimpton. Quartos a partir de US$ 149.

Aberto no ano passado, o Elysian (11 East Walton Street; 312-646-1300; elysianhotels.com) é um hotel confortável de 188 quartos, onde as camas não são arrumadas - elas são “ornamentadas” em lençóis Rivolta Carmignani de 460 fios. Visto de fora, o prédio, não distante da Magnificent Mile, lembra um château. Quartos a partir de aproximadamente US$ 430.

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