Falta de monitores fecha principal atrativo da Chapada dos Guimarães

Falta de monitores fecha principal atrativo da Chapada dos Guimarães

Atualizado: Sexta-feira, 7 Janeiro de 2011 as 2:32

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT) fechou na quarta-feira (4) a trilha que leva ao seu principal ponto turístico: o mirante do Véu de Noiva. O motivo foi a falta de monitores para atender os visitantes.

Em plena alta temporada, turistas que chegavam para ver a cachoeira com 86 metros de queda recebiam o comunicado de fechamento por tempo indeterminado.

E não foram poucos: cerca de 500 pessoas visitam o parque diariamente, no mês de janeiro, segundo estimativa da administração. Em janeiro de 2010, mais de 15 mil pessoas estiveram no local. A situação pode ser normalizada nesta sexta-feira (7). O prefeito Flávio Daltro Filho (PP) anunciou hoje, após reunião com a direção do parque, que autorizou a contratação de funcionários temporários até o fim de abril.

Até dezembro de 2010, a prefeitura cedia funcionários temporários ao ICMBio (Instituto Chico Mendes), que administra o parque, mas o contrato não foi renovado.

O município banca um funcionário efetivo, mas, segundo o diretor do parque, Cecílio Pinheiro, é inviável que o acesso ao mirante do Véu de Noiva e a outras cachoeiras seja monitorado por uma só pessoa.

Os vereadores já haviam aprovado em dezembro projeto de lei que, entre outros cargos, autoriza a contratação de quatro monitores temporários para o parque.

Segundo a secretária de Administração, Mariselma Araújo, no entanto, a prefeitura estava aguardando a abertura do Orçamento de 2011, prevista para hoje, para repassar o dinheiro.

ACIDENTE

Em 2008, quando o passeio pelas trilhas não era controlado, uma adolescente morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas depois de serem atingidas por parte de uma rocha que desabou.

O parque passou, então, por reformas para atender os turistas, incluindo a presença de funcionários responsáveis pela fiscalização e segurança dos visitantes.

Segundo Pinheiro, a demanda vem crescendo e já falta pessoal e estrutura física compatível com ela.

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