Festival de ópera em deserto de Israel vira tradição

Festival de ópera em deserto de Israel vira tradição

Atualizado: Sexta-feira, 10 Junho de 2011 as 8:47

Neste mês, um festival israelense, realizado junto ao monte de Massada, no histórico deserto da Judeia, narra uma história de traição, amor e morte, pela expressão da ópera em quatro atos "Aida", do compositor italiano Giuseppe Verdi.

Na costa do mar Morto, com bancos de areia como fundo para o palco, ano passado, o mesmo local teve interpretações da ópera "Nabucco", também de Verdi.   De acordo com o antigo historiador Flávio Josefo, esse foi o local de um cerco romano que terminou em 73 d.C., quando centenas de rebeldes judeus cometeram suicídio em massa para não se tornarem escravos dos romanos.

Em Aida, uma princesa etíope feita escrava no Egito antigo escolhe morrer com seu amado, um jovem guerreiro egípcio, depois que ele é condenado à morte por traição ao país.

Em Massada, um palco gigante é dominado por uma estátua faraônica. O evento ao ar livre permitiu que a soprano norte-americana Kristine Lewis, que cantou a música-título, sair de uma cena nas costas de um camelo.

O diretor da Ópera de Israel Hanna Munitz disse que cerca de 3.000 visitantes do exterior compraram ingressos para o festival de 12 dias, que começou em 1º de junho.

"[Se não fossem pelos eventos em] Egito, Líbia e Síria, acredito que poderíamos ter ainda mais turistas vindo de todas as partes do mundo", disse Munitz, referindo-se às revoltas que fizeram a região parecer mais perigosa aos visitantes.

Uma porta-voz do ministério de Turismo de Israel disse que o número caiu de cerca de 4.000 que lá estiveram ano passado.    

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