Guatemala: entretenimento, cultura e forte contato com a natureza

Guatemala: entretenimento, cultura e forte contato com a natureza

Atualizado: Quarta-feira, 23 Setembro de 2009 as 12

Com uma área pouco maior que a do estado de Pernambuco e uma rica herança maia, a Guatemala é um dos principais destinos turísticos da América Central e o terceiro maior país da região, possuindo dois belos litorais, lagos, cadeias de montanhas (prolongamento da Serra Madre mexicana), além de grandes vulcões que chegam a 4000m de altitude. Dois deles ficam aos arredores da antiga capital Antigua e ainda estão ativos: Tajumulco, de 4.210m e o Tacaná, de 4.093m.

Atualmente, a capital é a Cidade da Guatemala com belos museus, principalmente o Nacional de Arqueologia e Etnologia. A cidade fica a uma hora e meia do Lago Atitlán, onde vivem dezenas de comunidades de origem maia, e de Chichicastenango, o maior mercado de artesanato indígena da região.

É no departamento de Petén, ao norte do país, onde ficam as ruínas de Tikal, um dos maiores centros populacionais e culturais da civilização maia. As causas do desaparecimento são desconhecidas e estudiosos estimam que a cidade tinha uma população entre 100mil e 200mil habitantes. Uma curiosidade: as ruínas de Tikal, consideradas Patrimônio da Humanidade, foram usadas como paisagem no filme Star Wars.

Declarada patrimônio histórico da humanidade pela Unesco, Antigua foi fundada em 1540 e é uma das mais antigas e ricas cidades da América espanhola. Igrejas e mosteiros riquíssimos, alguns em ruínas, outros totalmente restaurados, multiplicam-se pelas ruas de pedra bem preservadas.&S232;

O país é local ideal para passear de iate, mergulhar, pescar em alto-mar, jogar golfe, voar de paraglading, ou até mesmo descansar.

Região Centro-Sul

Cidade de Guatemala: é a mais cosmopolita e movimentada das capitais da América Central, que sabe unir com sofisticação o antigo e o novo. O expoente das novas construções é o Teatro Nacional. Situada na Sierra Madre, a apenas 80 Km da costa do Pacífico, foi fundada em 1776, depois que um terremoto devastou a antiga capital da colônia espanhola, hoje, patrimônio histórico: Antigua. A cidade oferece muitas opções culturais, construções coloniais espanholas, galerias e museus como o Nacional de Artes Populares, o Museu Ixchel de Costumes Indígenas, o Museu Nacional de Antropologia e História e a Casa K´ojom, um centro de informações sobre a música tradicional guatemalteca. O Mercado Central é um importante ponto de venda de artesanatos, frutas e verduras guatemaltecas, localizado a apenas 1 quarteirão da Catedral. Visite próximo da capital:

Vulcão Pacaya: localizado a 45 Km da cidade de Guatemala, a 2.552 metros, este vulcão, o mais ativo da Guatemala, tem entrado em erupção de anos em anos desde a década de 60, o que tem atraído muitas pessoas que querem presenciar o fenômeno.

Iximché: localizada entre Chichicastenango e Antigua, essa cidade arqueológica é um dos pontos altos de uma viagem à Guatemala. Antiga capital do reino de Cakchiquel, nas encostas do Monte Ratzamut, algumas ruínas de templos podem ser visitadas e um campo de "juego de pelota", que eram parte do centro de cerimonial.

Antigua: localizada entre três vulcões, Agua, Fuego e Acatanengo, foi tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco e ainda exibe vários monumentos que conseguiram escapar do grande terremoto de 1776, como a Catedral, a Praça Central, a Igreja La Merced e o Convento das Capuchinhas. Antigua, que já foi a terceira mais importante cidade espanhola nas Américas, hoje seu charme está em ser uma das mais bem conservadas cidades coloniais do mundo e quem passa por Antigua tem a sensação de que o tempo retroagiu alguns séculos. A cidade oferece para os visitantes mostras culturais e artísticas, além de uma agitada vida noturna.

Chichicastenango: localizada 140 Km a noroeste da cidade de Guatemala, possui um dos mercados mais lindos de toda a América: o Mercado Indígena, que reúne vendedores locais e nacionais na venda de seus artesanatos e produtos. É um entreposto de trocas desde a época do império maia e vários dialetos se misturam nessa grande feira a céu aberto como os mam, ixil e kaqchikel. Entre os itens mais vendidos estão os têxteis (as blusas para mulheres batem recordes) e as máscaras de danças tradicionais locais. A Igreja de Santo Tomás é outra atração, com seus 18 degraus representando cada um dos meses do calendário maia, que possui 18 meses de 20 dias cada um.

Panajachel: é a cidade mais movimentada e com melhor infra-estrutura turística ao redor do Lado Atitlán, um bom ponto de apoio para quem quer conhecer a região. É também um bom ponto de partida para se conhecer de barco as outras cidades às margens do lago.

Lago Atitlán: um dos pontos imperdíveis da Guatemala, esse enorme lago ocupa quase um quinto do território do departamento de Sololá. Sua paisagem de tirar o fôlego é formada por três vulcões imponentes e sua profundidade de 320 metros é o cone de um vulcão extinto cheio d´água. Várias vilas habitadas por descendentes dos maias se espalham pelas bordas do lago.

Região Oeste

Huehuetenango: situada na cordilheira de Cuchumatán, a mais alta da América Central, com altitudes médias de 4.000 metros e várias nascentes de rios em seu interior, a capital do departamento abriga uma população descendente dos maias da etnia mam. Durante o período clássico do império maia (250 a 900 d.C.), essa etnia dominou as terras altas que se estendiam até Huehuetenango. A antiga capital desse império, Zaculeu, fica próxima, na cordilheira também. Seu sítio arqueológico possui vários templos e monumentos que demonstram relação com a arquitetura das partes altas mexicanas, embora a maioria do que tenha sido preservado seja da época pós-clássica.   

Todos Santos: essa é uma comunidade maia da etnia mam localizada a 2.500 metros de altitude em um vale da Cordilheira de Cuchmatán, próxima de Huehuetenango. São 30.000 habitantes que se bastam com a sua própria produção local. As mulheres tecem as roupas da família com muita arte e fazem as tortillas, produtos que também são comercializados em suas feiras e mercados. Na cidade, existem duas ruínas maias que podem ser visitadas.

Região Leste

Centro Arqueológico de Quiriguá: está localizado mais especificamente na região sudoeste do país, a 94 Km de Puerto Barrios, a cidade mais próxima. A cidade em si é a menor das existentens ainda na Guatemala, mas guarda uma série de monumentos notáveis.

Região Sul

Quetzaltenango: 205 Km a nordeste da cidade de Guatemala, essa é outra cidade colonial estabelecida pelos espanhóis, hoje a segunda maior do país. Para chegar até a cidade uma estrada belíssima tem que ser percorrida, cercada por montanhas enevoadas e por dois vulcões: o Santa Maria e o Santiaguito. A primeira igreja construído no país é de lá. Nas redondezas, ficam as termas "Fuentes Georginas" e duas importantes vilas indígenas: Zunil e Salcajá.

Livingstone: essa cidade litorânea é atípica entre as cidades guatemaltecas, pois foi fundada por escravos fugitivos e maias. Assim, a sua identidade está mais relacionado com o caribe e os ritmos do mar do que com a colonização espanhola ou às tradições maias. A região é muito boa para a prática do mergulho e do snorkeling.

Região Norte

Flores: essa amável cidade está situada em uma ilha do Lago Petén Itzá, próxima do Parque Nacional de Tikal. As ruas são cheias de lojas de artesanatos de fabricação local e bons restaurantes de comida guatemalteca são facilmente encontrados. Passeios de barco pelo lago são uma ótima pedida para quem tem tempo. Para quem quer conhecer projetos de proteção da vida animal, a ARCAS é um centro de reabilitação de animais selvagens.

Parque Nacional de Tikal: abrigado pela região de Petén, uma região fantástica de florestas tropicais, que se recupera de três décadas de guerra civil, esse parque guarda um dos mais impressionantes conjuntos arqueológicos maias. Do meio da floresta, surgem vários templos e outras muitas construções maias em pedra, remanescentes da antiga Tikal, uma poderosa cidade maia que, calculam os arqueologistas, teve seu apogeu entre os séculos III e IX. A grande atração é caminhar pelos quilômetros de caminhos abertos que percorrem a grande floresta tropical centro-americana. 350 espécies de pássaros, lagartos, jaguares, veados e macacos enchem a paisagem da cidade perdida.

Programando a viagem

Em geral, a melhor época para visitar a Guatemala vai de novembro a março - são duas estações bem definidas ao longo do ano: a seca, que vai de agosto a abril e a chuvosa, que vai de maio a agosto. Entretanto, as regiões pelo território guatemalteca variam bastante: na costa atlântica e florestas de Petén, a chuva ocorre o ano todo. Nas costas do Pacífico e do Atlântico, o clima é quente e varia pouco. As terras altas, incluindo as cidades de Guatemala, Antigua e Panajachel têm dias frescos e noites frias como característica principal. Em dezembro e janeiro, pode gear nos pontos mais elevados, na parte da manhã. A época dos tornados vai de agosto a outubro, por isso é melhor evitar viagens durante esse período.

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