Guia para descobrir Sergipe

Guia para descobrir Sergipe

Atualizado: Sexta-feira, 22 Outubro de 2010 as 3:41

Se tivesse que ser definido em apenas uma palavra, ela seria surpreendente. Sergipe, o menor de todos os estados brasileiros, tem uma população de pouco mais de dois milhões de habitantes e nem sempre entra nos roteiros que privilegiam as praias e capitais do Nordeste. É uma joia a ser descoberta, com um povo acolhedor, paisagens lindas, delícias gastronômicas e encantos tanto na capital, Aracaju, quanto no interior.

Traçamos um roteiro detalhado para quem estiver disposto a desvendar as belezas deste pequeno estado. O roteiro começa em Aracaju, considerada pelo Ministério da Saúde, em 2008, a capital com a melhor qualidade de vida do Brasil.

Também estão incluídos no passeio: cidades históricas, guloseimas no caminho, história do cangaço e o inesquecível Cânion de Xingó, beleza rara no Rio São Francisco.

Desvendando Aracaju

Capital sergipana mistura ar de capital com jeitinho de cidade pequena e encanta pelas belas paisagens

Um pouco de cidade grande, um pouco de interior. Tranquila e acolhedora, Aracaju ainda é uma menina de 155 anos de idade. Entre seus destaques, a cidade pode se orgulhar de possuir uma das orlas mais bonitas do Brasil e a com mais estrutura para receber turistas. São 35 quilômetros de litoral, mas é em Atalaia, a praia mais urbana, que fica a famosa orla e todos os seus inúmeros atrativos.

A avenida urbanizada tem seis quilômetros de extensão, é o grande "point" de Aracaju e surpreende o turista com diversas opções de lazer. E elas valem tanto para o dia, quando os moradores e visitantes se encontram na praia, quanto para a noite, quando a Orla de Atalaia ferve por causa dos bares e restaurantes com música ao vivo.

A orla conta, ainda, com feirinha de artesanato (aos domingos, ela começa às 16h e vai até as 22h), quadras de tênis e basquete, pista de skate, oceanário (com muitos aquários e até tanque com tubarão – R$ 8 para adultos e R$ 4 meia; crianças de até um metro de altura não pagam), lago artificial (é possível alimentar os peixes a R$ 1 ou andar de pedalinho a R$ 5, passeio de 20 minutos), barracas com guloseimas (destaque para os "beijus", tapiocas com os mais variados sabores, tanto doces quanto salgados).

Dica: aos fãs de forró, a sugestão é o Restaurante e Casa de Show Cariri (Rua Niceu Dantas, 775 – Atalaia. 79 3243-5370), aberto de dia (a partir das 10h) e de noite. Ali há shows com a banda Esquema de 3, além de um cardápio variado.

ALÉM DA ORLA

Muitos outros passeios podem ser feitos em Aracaju. Listamos os imperdíveis.

Triângulo dos mercados

Quer conhecer uma cidade de verdade, vá aos seus mercados. Em Aracaju, o passeio é uma delícia, já que três grandes mercados ficam exatamente um ao lado do outro, na Avenida Castello Branco, conhecida popularmente como Rua da Frente. No Mercado Antônio Franco todas as lojinhas são de artesanato, vendendo as mais variadas peças. Vale a pena parar na barraquinha do poeta João Firmino Cabral, 70 anos, escritor de literatura de cordel há 54 anos e figura lendária por ali. Há 10 anos, ele vende seus livros no Antônio Franco e já ganhou até placa comemorativa no local.

Ao lado, no Thales Ferraz, as estrelas são queijos, castanhas, ervas, bebidas, tapioca (chamada de beiju) das mais variadas formas e muitas outras delícias típicas de Sergipe. Lá é possível encontrar, por exemplo, a loja de Anderson Alves Batista, 52 anos, conhecido como Mago das Ervas. Erva doce, alecrim, xarope caseiro (R$ 5 o vidro de 200 ml), entre muitos outros ítens, são vendidos por ele, que aprendeu com a mãe a lidar com as ervas naturais. Elas custam entre R$ 1 e R$ 2, dependendo do preparo.

Completando o complexo de mercados, há o hortifrutigranjeiro Albano Franco, que também funciona como uma espécie de "feira paraguaia".

Horário de funcionamento dos mercados: de segunda a sábado, das 6 às 18h. Feriados e domingos, das 6 às 12h.

Dica: almoce no mercado! Dentro do Antônio Franco, escondidinha em um canto, fica a escada que leva ao Restaurante Caçarola. Todo decorado com peças de artesanato e clima rústico, ele ocupa um terraço, com vista para os mercados e para o mar. As delícias podem ser provadas logo na entrada. As sobremesas são as grandes vedetes do restaurante. Com nomes engraçados, elas são inesquecíveis: Negão Gostoso (base de mousse, com castanha e chocolate), Velha Fogosa (tapioca, compota de maçã e compota de jabuticaba) e a mais famosa de todas, a Moça Virgem (sorvete de tapioca, banana flambada na cachaça e canela). Um prato individual sai a R$ 16 e cada sobremesa custa R$ 3.

Horário de funcionamento: todos os dias, das 11 às 18h.

Pontos históricos

Os mercados ficam no centro histórico, onde você pode estender o passeio e visitar outros pontos importantes, como a Ponte do Imperador, ancoradouro construído em 1859 para receber Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina no ano seguinte, e a Praça Fausto Cardoso. Vale também visitar a Colina de Santo Antônio, ponto mais alto de Aracaju e local de fundação da cidade. A Praça Olímpio Campos também pode fazer parte do passeio. Lá fica a Catedral Nossa Senhora Conceição e, atrás da igreja, o Parque Teófilo Dantas.

Dica: se gostar de artesanato, vale visitar, na Praça Olímpio Campos, um grande centro de artesanato, localizado à direita da igreja.

Mirante

Deixe a preguiça de lado e encare os 54 degraus do mirante que fica localizado na avenida principal do charmoso bairro 13 de julho, a Beira-Mar. A bela vista mostra os manguezais, o mar e o rio Poxim, que deságua no rio Sergipe.

Dica: no térreo do mirante funciona um centro de informações ao turista, onde é possível pegar folhetos, mapas da cidade e dicas de restaurantes, bares e passeios.

Praia do Refúgio

Não fica pertinho do centro de Aracaju, mas vale o esforço de se deslocar para mais longe. A Praia do Refúgio fica a 19 quilômetros do centro da cidade, mas é quase uma parada obrigatória para os turistas. A infraestrutura do lugar impressiona. O bar Parati, um dos points da praia, tem banheiros, chuveiros, ducha de frente para o mar e mesas com sinalizadores luminosos para acionar os garçons. Entre as delícias mais pedidas por lá estão o caranguejo e a carne de sol.

Dica: quem quiser almoçar perto da praia, em um lugar mais sofisticado, a pedida é o Sollo (Rodovia Presidente José Sarney, 1000. 79 2105-5220). Com decoração rústica e de bom gosto, o restaurante tem janelões de vidro, transformando a vista para o mar em uma de suas atrações. Entre as entradas, destaque para o omelete de aratu, um tipo de caranguejo.

Parque da Cidade

Localizado no Bairro Industrial, o Parque da Cidade é uma ótima opção de passeio para a família toda. Lá tem um zoológico com mais de 400 animais. Funciona de terça a domingo, das 7h30 às 17h.

Dica: não deixe de passear no teleférico, que leva os visitantes ao ponto mais alto do parque. De lá é possível avistar toda a cidade de Aracaju. O passeio dura 20 minutos e custa R$ 5.

Viagem de Aracaju ao maior cartão-postal do sertão sergipano reserva boas surpresas aos turistas

Muitas pessoas que viajam a Aracaju aproveitam o passeio para conhecer as belezas do sertão sergipano. O maior dos atrativos é o Cânion do Xingó (ou do Rio São Francisco), mas o caminho até lá reserva boas surpresas aos visitantes. A região de Xingó é formada por trinta cidades, de quatro Estados: Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Bahia. A cidade de Xingó não existe e a mesorregião batizada com este nome possui cerca de 700 mil habitantes.

A distância entre Aracaju e a cidade de Canindé de São Francisco, de onde partem as escunas e catamarãs rumo aos cânions, é de 200 quilômetros. A viagem pode ser feita de van, ônibus de linha e microônibus. O custo médio é de R$ 100 por pessoa, sem a parada na cidade de Piranhas (Alagoas).

No caminho, uma das paradas obrigatórias é uma casinha na beira da estrada, na rodovia que liga Nossa Senhora da Glória a Monte Alegre. Lá, são vendidos, há cerca de dez anos, os doces de Dona Nena. Aos 54 anos, Dona Nena ganhou fama na região graças aos seus 25 tipos de doces caseiros, vendidos todos os dias, das 7 às 18h. A procura é tão grande que são vendidos 10 quilos de cocada por dia. A ambrosia é o outro doce bem procurado. Os preços variam de R$ 2 a R$ 8 (doces) e de R$ 3 a R$ 6 (biscoitos).

O Museu de Arqueologia de Xingó – MAX é outro passeio indicado para quem faz o percurso. Ele já fica em Canindé do São Francisco. A região tem mais de 270 sítios arqueológicos. O MAX funciona de quarta a domingo, das 9 às 16h30. O ingresso custa R$ 3 por pessoa, com meia entrada para idosos e alunos de escolas particulares (alunos da rede pública pagam R$ 1).

Localizada entre Alagoas e Sergipe (a 12 quilômetros de Piranhas e a seis quilômetros de Canindé de São Francisco), a Usina Hidrelétrica de Xingó também pode ser visitada. A visita dura cerca de duas horas e custa R$ 5 por pessoa, para vans e ônibus, e R$ 30 por carro de passeio.

A encantadora Piranhas

É uma cidade apaixonante à beira do São Francisco e a única encravada no Cânion do Xingó. Piranhas (Alagoas) está localizada a 315 quilômetros da capital Maceió. Nessa cidade foram expostas as cabeças de Lampião e de seu bando, em 1938.

Chegar a Piranhas é uma experiência encantadora. As fachadas das casas são coloridas e a prefeitura é a responsável pela pintura, deixando cada morador escolher a cor favorita. Tombada como Patrimônio Histórico Nacional desde 2003, Piranhas ainda oferece uma variedade de pratos à base de peixes, pitus e outros com inspiração sertaneja, como a galinha caipira e a carne de bode. Um doce típico não poderia ser mais regional: trata-se da coroa-de-frade, feito a partir de um cacto nativo.

Onde ficar em Piranhas:

Pousada Lampião: (82) 3686-3335 / (82) 8867-3252 Pousada Lírio do Vale: (82) 36863145 / (82) 8855-9921 Pousada Maria Bonita: (82) 3686-1777 Pousada Trilha do Velho Chico: (82) 8856-9752

Onde comer em Piranhas:

- A Bodega: (82) 3686-1107 / (82) 8862-4022. De segunda a sábado, das 17h30 até o último cliente. Quarta e sábado, há música ao vivo (MPB e forró pé-de-serra, das 21 a 1 da manhã), com couvert artístico de R$ 1 por pessoa.

- Quiosque Beira Rio: (82) 3686-1318. De quinta a terça-feira, das 7 às 19h.

- Restaurante Armazém do Velho Chico: (82) 8865-2314 (82) 8865-2314 / (82) 8839-3269. De segunda a sábado, das 17h30 até o último cliente.

Rota do cangaço

A rota, feita todos os dias, menos às terças-feiras, leva os visitantes ao lugar onde Lampião, Maria Bonita e mais alguns cangaceiros de seu bando foram mortos. Ela sai de Piranhas (Alagoas) e o passeio dura quatro horas, ida e volta. O preço por pessoa é R$ 35 (custo do passeio de lancha e embarcações para até 40 pessoas) mais R$ 4 (para fazer a trilha de 680 metros, a pé, em área de preservação de caatinga).

Quem faz os passeios (receptivo e navegação):

Angico Tour: (82) 8823-3973 / [email protected] Chicotur – passeios de barco: (82) 8878-8535 / [email protected] Canistur: (82) 8841-2759 Jr Tour: (82) 8851-0635 / [email protected]

* preços pesquisados em outubro/2010 e sujeitos a alterações

Viagem de Aracaju ao maior cartão-postal do sertão sergipano reserva boas surpresas aos turistas

Muitas pessoas que viajam a Aracaju aproveitam o passeio para conhecer as belezas do sertão sergipano. O maior dos atrativos é o Cânion do Xingó (ou do Rio São Francisco), mas o caminho até lá reserva boas surpresas aos visitantes. A região de Xingó é formada por trinta cidades, de quatro Estados: Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Bahia. A cidade de Xingó não existe e a mesorregião batizada com este nome possui cerca de 700 mil habitantes.

A distância entre Aracaju e a cidade de Canindé de São Francisco, de onde partem as escunas e catamarãs rumo aos cânions, é de 200 quilômetros. A viagem pode ser feita de van, ônibus de linha e microônibus. O custo médio é de R$ 100 por pessoa, sem a parada na cidade de Piranhas (Alagoas).

No caminho, uma das paradas obrigatórias é uma casinha na beira da estrada, na rodovia que liga Nossa Senhora da Glória a Monte Alegre. Lá, são vendidos, há cerca de dez anos, os doces de Dona Nena. Aos 54 anos, Dona Nena ganhou fama na região graças aos seus 25 tipos de doces caseiros, vendidos todos os dias, das 7 às 18h. A procura é tão grande que são vendidos 10 quilos de cocada por dia. A ambrosia é o outro doce bem procurado. Os preços variam de R$ 2 a R$ 8 (doces) e de R$ 3 a R$ 6 (biscoitos).

O Museu de Arqueologia de Xingó – MAX é outro passeio indicado para quem faz o percurso. Ele já fica em Canindé do São Francisco. A região tem mais de 270 sítios arqueológicos. O MAX funciona de quarta a domingo, das 9 às 16h30. O ingresso custa R$ 3 por pessoa, com meia entrada para idosos e alunos de escolas particulares (alunos da rede pública pagam R$ 1).

Localizada entre Alagoas e Sergipe (a 12 quilômetros de Piranhas e a seis quilômetros de Canindé de São Francisco), a Usina Hidrelétrica de Xingó também pode ser visitada. A visita dura cerca de duas horas e custa R$ 5 por pessoa, para vans e ônibus, e R$ 30 por carro de passeio.

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