Ilhas Virgens Britânicas convidam à vela e ao mergulho no Caribe

Ilhas Virgens Britânicas convidam à vela e ao mergulho no Caribe

Atualizado: Quinta-feira, 19 Novembro de 2009 as 12

É difícil chegar até a parte oposta da embarcação sem se segurar. Em alto-mar, as águas estão calmas, mas ainda assim o pequeno barco balança bastante. Perto da escada, com "snorkel", óculos e pés de pato devidamente colocados, o instrutor avisa ao grupo para prender a respiração e jogar o corpo para frente. Dentro da água, a sensação é a de ser personagem de um programa sobre o fundo do mar do Discovery Channel. No Wreck of the Rhone, um dos principais pontos para a prática de mergulho e "snorkeling" em Salt Island, uma das Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe, diversas formas de vida marinha e extensos corais dividem o fundo do mar com pedaços do navio The Rhone, naufragado em 1985 por conta de um furacão.

Em BVI (abreviação para British Virgin Islands), como são chamadas pelos nativos as 60 ilhas de território britânico, localizadas a 80 km a leste de Porto Rico, o mar está sempre para peixe, e os ventos, favoráveis à navegação.

O clima ameno, com agradáveis temperaturas que variam de 22ºC a 31ºC, e brisa durante todo o ano contribuem para que a região seja considerada a capital mundial da embarcação a vela.

A cidade de Tortola, ponto de chegada para quem vai de avião, possui a maior frota de aluguel de barcos do Caribe, com cerca de 700 embarcações.

Quem deseja conhecer as maravilhas da região pelo mar pode alugar iates, veleiros e catamarãs, com ou sem tripulação, em qualquer uma das 14 ilhas habitadas. As embarcações estão disponíveis a preços nada modestos. Ainda assim, dividir os custos entre um grupo de amigos ou familiares talvez possa sair mais barato do que pagar hotel, transporte, alimentação e excursões em alguma outra ilha do Caribe.

Para se ter ideia, sete dias em um catamarã de 43 pés - que acomoda seis pessoas em quatro cabines e inclui o serviço de capitão - sai por cerca de US$ 6.912,50, ou seja, US$ 165 por dia para cada um. Parece muito? Em dias de cotação de dólar baixo, talvez, nem tanto, ainda mais se levarmos em consideração a oferta de paisagens.

Mas não importa de que maneira se explora as ilhas. Afinal, há formas de apreciá- las sem gastar tanto assim.

Aproveite para descansar nas praias semidesertas de Peter Island e conhecer as formações rochosas de granito e as águas claras de The Baths, na ilha de Virgin Gorda. Visite também os bares e restaurantes da pequena ilha Jost Van Dyke ou pratique os inúmeros esportes aquáticos oferecidos em cada lugar. "Snorkeling", mergulho, surfe e navegação a vela são alguns deles.

Para quem

Adora um mar de águas cristalinas, com tonalidades que variam do azul ao transparente, sem abrir mão de bons bares e restaurantes. Fãs de mergulho e velejadores se sentem em casa.

Quando ir

A melhor opção é visitar as ilhas entre maio e outubro, quando as tarifas são mais acessíveis. É bom ficar atento à temporada de furacões. Setembro é o mês mais comum para o aparecimento dos ciclones.

Dica

Não deixe de provar o Painkiller, drinque típico da região que leva rum, suco de laranja, abacaxi, creme de coco e noz-moscada.

Moeda oficial

Dólar americano.

Idioma oficial

Inglês. Recepcionistas e guias falam espanhol e francês.

Documentação

É necessário o visto norte-americano de trânsito, porque não há voos diretos do Brasil para lá.

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