Líbia investe em infra-estrutura e habitação

Líbia investe em infra-estrutura e habitação

Atualizado: Terça-feira, 27 Janeiro de 2009 as 12

Líbia investe em infra-estrutura e habitação

Nas ruas da capital da Líbia, o contraste entre o velho e o novo chama a atenção e o grande número de carros circulando mostra que Trípoli já tem o ritmo frenético das grandes cidades.

Desde o fim das sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2003, quando o presidente Muammar Qadhafi se comprometeu a deixar de produzir armas de destruição em massa, as portas para o mundo começaram a se abrir. Agora, o governo  líbio procura recuperar os prejuízos com um ambicioso plano de desenvolvimento.

Com 90% da economia girando em torno da venda de petróleo, o governo líbio investe prioritariamente em projetos de infra-estrutura e de habitação. Na capital, prédios altos estão sendo erguidos ao lado de construções antigas e mal conservadas. Ainda neste ano, o governo pretende iniciar a construção de um milhão de casas para a população de baixa renda.

Ainda em Trípoli, banhada pelo mar Mediterrâneo, e que concentra um quarto da população de todo o país (6,3 milhões), estão em andamento obras de construção de um anel viário para desafogar o trânsito e do novo aeroporto, que terá 440 mil metros quadrados, quase duas vezes o tamanho do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O custo total destas duas obras é de US$ 1,850 bilhão.

Para o turismo, o governo vai destinar US$ 7 bilhões até 2010, acreditando no crescimento do setor a cada ano desde o fim do embargo. A atração principal são as muralhas e a cidade construída pelos romanos e que depois foi tomada pelos turcos. As ruínas de Sabratha, há 62 quilômetros de Trípoli, também são muito visitadas.

Apesar da parcial abertura da economia, Qadhafi não esconde atos de quem governa com mão-de-ferro. Por toda a capital, há dezenas de outdors com sua foto e mensagens ao povo escritas apenas no idioma árabe, exaltando os seus 39 anos de poder. Há restrições para tirar fotografias nas ruas. As placas de trânsito e inscrições ou nomes de repartições públicas ou privadas também só estão escritas em árabe.

No aeroporto, também a maioria dos avisos e placas só podem ser lidas por quem conhece o alfabeto arábico.  Bebida alcoólica não entra no país e há apenas um hipermercado em Trípoli. O único de toda a Líbia. Alimentos e outras mercadorias são vendidas em bancas ou mercados populares.

Na comunicação, o sinal de TV a cabo já chega no país, os celulares estão por toda a parte, mas a internet ainda não é para todos. Computadores ainda tem preços altos e não há lan houses para consulta pública pela cidade.

 

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