Masp mantém liderança entre museus de SP apesar de interativos

Masp mantém liderança entre museus de SP apesar de interativos

Atualizado: Terça-feira, 18 Agosto de 2009 as 12

Embora cada vez mais populares, os museus interativos ainda não desbancaram os tradicionais. Entre janeiro e abril deste ano, período anterior à greve da USP, que alterou o funcionamento dos museus que são mantidos pela universidade, o campeão de visitação no município de São Paulo foi o Masp (Museu de Arte de São Paulo). Seu público no quadrimestre foi quase equivalente à população da cidade de Jacareí (75 km de São Paulo). O Museu da Língua Portuguesa, aberto em 2006 e referência do modelo interativo, foi o segundo mais procurado no período, seguido, respectivamente, pelo Museu Paulista da USP, mais conhecido como Museu do Ipiranga, e pelo Museu do Futebol, outro exemplo do modelo interativo.

Segundo especialistas, o setor de museus tem se fortalecido não apenas em São Paulo, mas em todo o país. Para eles, as instituições têm demonstrado maior preocupação em cativar visitantes e oferecer atrações diferenciadas. "Fazer museu para o público parecia algo óbvio, mas não era", afirma o presidente da seçãobrasileira do Icom (Conselho Internacional de Museus) e ex-diretor do museu de Zoologia, Carlos Roberto Brandão.

De acordo com ele, analisar se há uma demanda para depois abrir um museu que a atenda é algo recente. "Os [museus] que não possuem acervo, que guardam o que chamo de "herança intangível", são um fenômeno dos anos 90 para cá."

Segundo Luciana Sepúlveda Koptcke, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora do Omcc (Observatório de Museus e Centros Culturais), ligado à fundação, o desafio das instituições é não apenas atrair novos públicos, mas fazer com que essas pessoas retornem.

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