Mergulho, caminhadas e visuais exuberantes são atrativos de Noronha

Mergulho, caminhadas e visuais exuberantes são atrativos de Noronha

Atualizado: Segunda-feira, 22 Agosto de 2011 as 2:07

  O arquipélago de   Fernando de Noronha   fica a 445 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte, e a 545 quilômetros de Recife, capital de Pernambuco - de onde saem vôos diários para a ilha principal, que dá nome ao conjunto.  

Os mais de cem turistas que desembarcam diariamente no local dividem seus dias entre várias atividades: caminhadas, curtas ou longas; subida aos mirantes; banhos em praias de acesso fácil ou difícil; mergulhos com equipamentos; mergulho de reboque, em pranchas puxadas por lanchas; e passeios de barco, bugue ou a cavalo. Não custa programar as coisas com antecedência e reservar um bom tempo também para descansar no paraíso.

Quem escolhe um destino especial como este tem a chance de mergulhar em outras esferas do conhecimento, as da  biologia e geologia , graças aos estímulos visuais e táteis que o ecossistema oferece. Ter a sorte de estar por lá quando os bebês de tartarugas   deixam o ninho e se jogam no mar, sem colete salva-vidas, ajuda qualquer um a refazer os seus conceitos de coragem.  

A visão de centenas de golfinhos   descansando, brincando e girando sobre o próprio eixo - vem daí o nome golfinho-rotador - é uma das lembranças mais alegres que alguém pode levar de uma viagem pelo litoral brasileiro e é comum em Noronha. Pesquisadores fazem plantão na Baía dos Golfinhos fornecendo binóculos e respostas para perguntas sobre o comportamento do mundo animal. Poucos lugares do mundo recompensam tão bem o esforço de madrugar e subir a montanha junto com o nascer do sol.   O arquipélago tem  21ilhas . A maior delas e única habitada, a de Fernando de Noronha, tem um  parque nacional marinho  que toma 85% de seu território e é patrimônio natural da humanidade. Leis federais controlam os deslocamentos e cobram taxas diárias pela permanência de turistas entre os pouco mais de 2.000 habitantes, de forma a preservar este santuário ecológico   onde vivem mais de 250 espécies de peixes.  

Um exemplo do rigor: mergulhar na praia de Atalaia   exige ingresso, determina os minutos e proíbe o uso de filtro solar, para a química não agredir a água cristalina e as criaturas marinhas.  

Fernando de Noronha   é uma ilha do tipo oceânico, enquanto Ilhabela, em São Paulo, ou Itaparica, na Bahia, são ilhas costeiras, esparramadas sobre a plataforma da superfície continental, eventualmente ligadas ao continente no passado. As ilhas oceânicas são os cumes de grandes montanhas submarinas. Noronha nasceu de uma erupção vulcânica, longe da terra firme. Apesar do advento de modernidades como celulares, internet e ofurôs, quem passa dias ali ainda acalenta a sensação de estar perto da areia e das tartarugas, longe de tudo. Mesmo o trecho de asfalto é curto: 6,8 quilômetros.

Na ilha, quase todos os caminhos levam ao mar. Turistas sedentários se dispõem a caminhar por horas, subindo trechos íngremes e descendo por escadas perigosas para ter a melhor visão e conhecer as mais bonitas das praias: do Sancho, dos Porcos, do Leão, todas destacadas em rankings nacionais.

No mar está a lucrativa indústria do mergulho, diurna e noturna, a exibir todas as cores dos corais, arraias, tartarugas imensas e dóceis. No fundo daquelas águas azuis, até as lesmas são fotogênicas.     Quando visitar

Nas praias do  Mar de Dentro  (voltado para o continente), as ondas são mais calmas de   abril a novembro   e mais agitadas de   dezembro a março , o que influi na programação de surfistas e mergulhadores.   O período de chuvas vai de fevereiro a abril .

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