Museus de pinball reacendem interesse pelos jogos nos Estados Unidos

Museus de pinball reacendem interesse pelos jogos nos Estados Unidos

Atualizado: Segunda-feira, 28 Fevereiro de 2011 as 2:54

Entre no Shops at Georgetown Park, um shopping center em Washington, DC, e você encontrará dois flippers de quase três metros e uma bola de prata gigante. Não se trata de uma peça de arte pública, mas sim a entrada do novo Museu Nacional do Pinball.

O museu (3222 M Street NW; 202-337-1100; nationalpinballmuseum.org), que abriu em dezembro de 2010, é um dos três templos ao jogo que surgiram no país nos últimos dois anos.

“Eu queria que as pessoas tivessem uma noção profunda de como o pinball era e é”, disse David Silverman, diretor-executivo do museu.

Realmente profunda.

No museu, nenhum aspecto do jogo é deixado inexplorado. O destaque, entretanto, é a série de salas meticulosamente recriadas representando momentos importantes no desenvolvimento do pinball, do chateau francês onde o bagatelle, o precursor do jogo, foi inventado em 1777, até a oficina americana onde o primeiro jogo com flippers foi feito em 1947.

Uma breve história: as primeiras versões do pinball chegaram à América com os soldados franceses que lutaram na Revolução. Ele ganhou popularidade como entretenimento barato durante a Grande Depressão. Quando o setor manufatureiro explodiu após a Segunda Guerra Mundial, flippers e luzes foram acrescentados. E com o desenvolvimento da tecnologia de microchip, os jogos passaram para a computação.

“Você vê o desenvolvimento de toda uma cultura”, disse Silverman.

O museu também conta com um pequeno teatro, uma loja de presentes e de peças de pinball e, é claro, uma sala de jogos com 40 máquinas da coleção particular de Silverman, em exposição rotativa.

Isso pode soar impressionante, mas é pequeno em comparação ao que aguarda os visitantes no Silver Ball Museum em Asbury Park, Nova Jersey (1000 Ocean Avenue; 732-774-4994; silverballmuseum.com), onde mais de 200 máquinas em funcionamento aguardam ao lado do passadiço de tábuas.

Cada jogo tem uma placa esclarecendo um pouco de sua história, mas nenhum fica atrás de um vidro ou em exposição. Assim, o Silver Ball é igualmente um fliperama e um museu.

“Não dá para separar os dois se as máquinas estiverem funcionando”, disse Rob Ilvento, que fundou o museu em 2009. Ele se mudou para seu endereço atual no início de 2010 e Ilvento espera expandi-lo para incluir máquinas antigas de fliperama e brinquedos para crianças nos próximos dois anos, assim como um carrossel e até mesmo uma seleção mais ampla de jogos.

A ciência do jogo é o foco no Pacific Pinball Museum (ex-Lucky JuJu Pinball Arcade), que abriu no final de 2009 em Alameda, Califórnia (1510 Webster Street; 510-769-1349; pacificpinball.org).

“Há uma riqueza de fenômenos científicos dentro das máquinas de pinball”, disse Michael Schiess, o diretor-executivo. “Há gravidade, obviamente teoria magnética e elétrica, há projeto de circuitos.” Para isso, Schiess reconstruiu uma máquina comum em uma exposição chamada “Pinball Visível”, um jogo totalmente translúcido que mostra como o pinball funciona. Todos os três museus esperam manter o pinball vivo para colecionadores e aficionados, além de apresentar o jogo para uma geração de garotos que pode conhecê-lo apenas por meio de simulações de computador.

“Me dá um vislumbre de esperança ver o interesse dos garotos”, disse Silverman, do Museu Nacional do Pinball. “É possível jogá-lo em um computador, mas jogar o jogo físico? Isso é algo totalmente diferente.”

Tradução: George El Khouri Andolfato

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