Namíbia (África): Águas frias e alto nível de produtividade biológica

Namíbia (África): Águas frias e alto nível de produtividade biológica

Atualizado: Sexta-feira, 29 Maio de 2009 as 12

A Namíbia está localizada no sudoeste africano, entre o Deserto do Kalahari e o Oceano Atlântico. Faz fronteira com Botsuana e Zimbábue, a leste, África do Sul ao Sul e Angola e Zâmbia ao norte. As águas da costa da Namíbia são frias e possuem um alto nível de produtividade biológica, resultado dos ventos sazonais. O afloramento costeiro é consequência da corrente de Benguela e cria uma abundância de nutrientes nas camadas superficiais, o que possibilita bons locais de mergulho. Mais para dentro da plataforma continental, existem grandes mananciais de pescada e de carapau.

A Namibia foi um dos primeiros países no mundo a incorporar a proteção do meio ambiente na sua constituição e aproximadamente 14% de suas terras estão protegidas. Ao longo do mar do Atlântico, o crescente interesse no ecoturismo tem sido facilitado pelo fato de que quase toda a costa namibiana é voltada para a conservação, seja como uma reserva ou como áreas restritas para exploração de diamantes (o Sperrgebiet).

Na Namíbia, as distâncias são grandes para chegar de um local a outro, mas é possível viajar por terra em carros ou caminhões com tração nas quatro rodas e acampar na maioria dos lugares.

Principais atrações

Windhoek: o charme dessa cidade está na sua harmoniosa mistura de cultura africana e européia. Conhecida por ser uma das mais limpas e seguras cidades africanas, Windhoek possui bons hotéis, lojas sofisticadas e bistrôs. A apenas 15 Km se encontra a Reserva de Daan Viljoen, perfeita para safáris. Entre Windhoek e Swakopmund, encontra-se uma região ótima para a prática de escaladas. Viajando para o sudoeste, várias cenários dramáticos compõem a paisagem que liga o centro do país ao seu litoral. A mais alta, extensa e popular das rotas é conhecida como a “Passagem de Gamsberg”, que entra pelo deserto da Namíbia e percorre o rio e cânion Kuiseb.

Etosha National Park: é a maior reserva de safári da Namíbia e uma das mais importantes do sul da África, declarada Parque Nacional em 1907, com uma área de 22.270 Km², casa para muitas espécies de mamíferos (114), pássaros (340), anfíbios (16), répteis (110) e peixe (1!). Etosha significa “Grande Local Branco”, em razão da sua topografia e geologia – faz parte do Maciço do Kalahari. A Bacia Etosha cobre 25% da área do parque e só se enche de vida na época das cheias – na maior parte do ano, fica seca. A melhor época para visitar o parque é entre maio e setembro. As espécies de mamíferos mais vistos são so elefantes, girafas, rinocerontes e leões. Leopardos e cheetas são mais raros. Dentro do parque, existem três pontos de acampamentos, que se interconectam por estradas. As saídas para o a reserva geralmente partem de Windhoek.

Waterberg Plateau National Park: 68 Km a leste de Otjiwaronga, é uma reserva nacional de espécies ameaçadas de extinção, como o rinoceronte negro e os antílopes eland, hartebeest, tssessebe e sable. É ainda um paraíso de aves (são mais de 200 espécies catalogadas). Esse enorme platô se eleva acima da planície do Kalahari, na porção leste da Namíbia.

Parque Nacional Naukluft: teve seu primeiro núcleo formado em 1907 pela administração colonial alemã e é hoje uma das maiores áreas protegidas da África. A região é caracterizada por altas e isoladas formações rochosas graníticas, denominadas inselbergs ou kopjes. A porção leste é formada por montanhas. O deserto da Namíbia, que constitui a maior parte do território é provavelmente o mais antigo do mundo, com 80 milhões de anos, e suas areias adquiriram a coloração atual pela oxidação do ferro presente na sua composição. Ele forma uma grande mar de dunas que ultrapassam os 300 metros em relação às planícies circundantes, e estendem de norte a sul (por 1600 Km) e de leste a oeste (variando de 50 e 160 Km). Namib quer dizer “espaço aberto” e se refere à paisagem desértica do país. Alguns animais convivem nesse paisagem, como as hienas, os chacais, antílopes, cobras, besouros e outros insetos, com algumas variedades de pássaros.

Sossusvlei: é o ponto auge de uma excursão pelo deserto namíbio no coração, do Parque Nacional Naukluft. Possui um relevo desenhado pelo rio que apareça a cada 8 anos (em média). Está cercado de dunas de areia gigantes e, depois de uma chuva forte, a depressão formada na região se enche d´água e forma piscinas azul turquesa. As dunas não absorvem essa água por causa do tipo de areia, que a retém. No entanto, até mesmo em épocas de umidade alta, esse rio não atinge o Oceano Atlântico, reparte-se entre essas dunas.

Canyon de Sesriem: esse canyon escavado pelo rio Tsauchab, que surge das montanhas de Naukluft e Zaris, é invisível mesmo a curta distância. Só uma inspeção mais acurada traz à vista uma estreita e profunda queda. Entretanto, o acesso à sua parte baixa é fácil e suas várias piscinas são ótimos pontos para se banhar. Apesar de se situar em uma região extremamente quente, as formações rochosas bloqueiam a evaporação de água, criando um reservatório natural. A origem do nome remete aos exploradores e viajantes que passavam por ali para buscar água. Geralmente eram usadas seis medidas de corda unidas para que o balde alcançasse a água. Por isso o nome do canyon: “ses” de seis e “riem” de corda. Canyon das Seis Cordas. Durante a visita podem ser vistos falcões com 2,5 metros de envergadura.

Swakopmund: a segunda maior cidade da Namíbia, recôndito da Bavária na África, rodeada pelo Parque Nacional de Naukluft, é habitada por artistas, hippies, descendentes de alemães, mineiros, guias de safári e pescadores. É sempre um ponto de descanso para quem chega de um passeio pelo deserto. Próximos à cidade ficam dunas apropriadas para a prática de sand board, quadbiking, passeios de camelo e off-road. Além disso, passeios de barco para avistamento de golfinhos e baleias, mergulho e surf são algumas das atrações que o litoral proporciona. Fora da cidade também fica uma paisagem lunar, melhor vista na parte da tarde e da noite. As árvores do oásis de Goanikontes, as gigantes Welwitschia Mirabilis de 4 metros são uma atração à parte. O espécime mais antigo tem 2.000 anos de idade.

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