Não é preciso cancelar a viagem de final de ano para o exterior por causa da gripe suína

Não é preciso cancelar a viagem de final de ano para o exterior por causa da gripe suína

Atualizado: Terça-feira, 3 Novembro de 2009 as 12

Com a chegada das férias de fim de ano e a baixa do dólar, os brasileiros começam a programar a tão sonhada viagem ao exterior. Países do hemisfério norte, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e França são alguns dos destinos mais procurados nessa época do ano, onde é pleno inverno.

Mas com a esperada segunda onda da gripe suína nos países prestes a enfrentar o frio, quando os vírus tornam-se mais agressivos e se alastram com mais facilidade, será que vale a pena arriscar a saúde? Ou é melhor mudar o roteiro?

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), os Estados Unidos e países europeus já estão registrando um crescimento de casos de gripe A, até mesmo antes da chegada do inverno. A constatação foi feita durante um encontro entre médicos, autoridades de saúde e especialistas realizado pela Organização Pan Americana de Saúde, que aconteceu em Washington entre 14 e 16 deste mês.

Mas, de acordo com a infectologista Maria Cláudia Stockler, do Hospital das Clínicas de São Paulo, historicamente a segunda onda de uma epidemia costuma ser mais grave do que a primeira:

"Isso acontece porque geralmente há um afrouxamento das campanhas de prevenção. Mas não acredito que isso aconteça com a gripe suína, pois além da vacina, os governos estão se preparando para isso".

Ela afirma ainda que em países onde o serviço de saúde é melhor, há menos casos graves da doença. E diz que com as campanhas de vacinação, a expectativa é que ocorra menos casos de transmissão do vírus H1N1.

Por isso, não é preciso entrar em pânico. Mantenha os planos iniciais, mas fique atento aos boletins da OMS (http://www.who.int/en/, em inglês) ou do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br). Ao chegar ao destino escolhido, é aconselhável seguir as mesmas orientações que foram dadas durante o período de pico das transmissões no Brasil, como evitar locais fechados com aglomeração de pessoas, lavar sempre as mãos com água e sabão e evitar ficar ao lado de pessoas com tosse, espirros e outros sintomas de resfriado.

Os participantes do evento também concluíram que os grupos de risco, aqueles que têm mais chances de desenvolver a forma mais grave da doença, são mesmo as crianças menores de dois anos de idade, mulheres grávidas no terceiro trimestre da gestação e pessoas com doenças crônicas, como asma, hipertensão e problemas cardíacos.

Postado por: Felipe Pinheiro

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