Não seja barrado no aeroporto

Não seja barrado no aeroporto

Atualizado: Segunda-feira, 11 Julho de 2011 as 12:15

Mesmo viajando a lazer, é possível ser barrado pela imigração. Confira dicas para evitar problemas com a documentação

Com passagens aéreas compradas e roteiro de viagem definido, ser barrado no aeroporto e deportado de volta para o Brasil sem motivo algum parece pesadelo, mas pode ser real. Segundo dados da Agência Europeia de Controle de Fronteiras (Frontex), os brasileiros são os estrangeiros que mais tiveram a entrada recusada nos aeroportos da União Europeia no ano passado. Nesse período, foram 6.072 brasileiros, o que equivale a 12% do total de entradas recusadas no bloco. Ainda assim, o número é pequeno se comparado aos 2,2 milhões que saíram do Brasil para visitar o continente europeu no ano passado.

Para não correr o risco de ser mandado de volta, é preciso estar atento a alguns cuidados. Apesar dos países da União Europeia não exigirem visto de turista para períodos de até 90 dias, há algumas regras para permitir a entrada, como passaporte válido por no mínimo seis meses, passagens aéreas de ida e de volta e seguro viagem. Alguns países exigem ainda a comprovação de uma reserva mínima de dinheiro para se manter no local.

A decisão dos agentes de imigração é soberana e eles podem vetar o ingresso naquele país. Mas, dificilmente, o viajante que levar toda a documentação recomendada será deportado, afirma Luiz Fernando Destro, presidente da Comissão Europeia de Turismo (CET). O grande interesse da Europa é receber os turistas brasileiros, não espantá-los, completa.

Vínculos com o Brasil

Além dos requisitos exigidos, vale levar outros documentos que comprovem seu vínculo com o Brasil e o objetivo da viagem, como recomenda Maurício Pivetta, gerente de treinamento da agência de intercâmbios Experimento. Uma carta da empresa onde trabalha apontando seu período de férias, a carteira de trabalho, cartões de crédito e até o imposto de renda são algumas possibilidades, explica o gerente da Experimento.

Segundo Pivetta, os agentes de imigração partem do princípio que todo o viajante veio para ficar, por isso não precisa se intimidar. O oficial irá comparar os documentos que ele tem na mão com as suas respostas, perguntar o que você veio fazer no país, checar se as suas roupas e bagagem condizem com o objetivo da viagem.

Vestimentas

A roupa escolhida também pode chamar a atenção dos agentes de imigração. Segundo a consultora de etiqueta e comissária de bordo por 25 anos, Sofia Rossi, quando se viaja a um país diferente é importante conhecer um pouco da cultura e como as pessoas se vestem.

Não dá para usar uma roupa muito desleixada, mas também não precisa por terno e gravata para ir viajar, diz Sofia. Uma vez vi um casal de aparência humilde, mas que o homem vestia terno, ser parado pelos agentes. O importante é não mentir.

Se for deportado

No caso do viajante não ser admitido no país, há o sério risco dele ter prejuízo financeiro. As empresas e agências de viagens não são obrigadas a reembolsar os gastos com passagens aéreas e reservas de hotéis em caso de deportação.    

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