Nikko, uma escapada graciosa a menos de duas horas de Tóquio

Nikko, uma escapada graciosa a menos de duas horas de Tóquio

Atualizado: Segunda-feira, 18 Outubro de 2010 as 2:07

Uma das cidades mais bonitas do Japão, Nikko fica a menos de duas horas de trem de Tóquio e é uma escapada que vale a pena mesmo para os viajantes que têm pouco tempo na capital japonesa. Ao desembarcar do trem-bala, você parece ter chegado a um outro mundo, bem menos avançado do que as ruas frenéticas de Tóquio, com um certo clima de floresta encantada.

Os templos budistas e xintoístas da região começaram a ser construídos no século VIII e foram declarados patrimônio da Humanidade pela Unesco na década de 1990. Ficam dentro de um parque nacional, onde a mata é cercada de cachoeiras.

Os japoneses fazem o passeio para dar um tempo da metrópole e muita gente aluga chalés de madeira para o fim de semana. O comércio é bem tradicional, com os vendedores vestidos de quimono. Não tem a mesma fama de Kioto, mas é um lugar mágico.

Compras: crise? E daí?

As lojas de departamento no Japão estão entre os setores mais afetados pela crise econômica, mas a Mitsukoshi - uma das maiores e melhores do mundo - decidiu ignorar os tempos ruins e renovou seu prédio no bairro de Ginza, muito procurado pelos turistas. A loja dobrou de tamanho e agora tem 36 mil metros quadrados.

Não é lugar para compras baratinhas. Produtos de alta qualidade, entre marcas internacionais e japonesas, continuam sendo o foco. O prédio fica bem em frente à estação do metrô de Ginza e abre diariamente, das 10h às 20h. É programa obrigatório dar uma olhada pelo menos na seção de alimentação, no subsolo, com produtos típicos de todas as regiões do país.

Parques de diversão apostam na Ásia

Aberto há apenas seis meses, o Universal Studios de Cingapura já atraiu mais de um milhão de visitantes e incentivou a indústria dos complexos de entretenimento a enxergar a Ásia com outros olhos. Novo parque da Universal - maior que o da Flórida - vai ser inaugurado na Coreia do Sul até 2014, de olho na crescente classe média do continente, principalmente a chinesa.

A Legoland está construindo sua primeira instalação asiática na Malásia, enquanto a Disney de Tóquio e o Universal de Osaka já estão entre os dez parques temáticos que mais atraem visitantes no mundo. Os planos são uma boa notícia para quem pensa em vir à Ásia com crianças.

Camboja: lembranças do genocídio

Os templos de Angkor Wat são o ponto turístico mais conhecido do Camboja, mas o governo quer atrair pelo menos parte dos milhões de turistas que passam por ali anualmente para uma área marcada com sangue: o vilarejo de Anlong Veng, último bastião do Khmer Vermelho, responsável por um dos maiores massacres do século XX. Os passeios turísticos para o local, a uma hora e meia dos templos, por enquanto são escassos, mas a ideia é promover cada vez mais as visitas de estrangeiros aos lugares que explicam o que aconteceu com o Camboja durante o regime de fanáticos. A atração mais valorizada é a casa do comandante militar do Khmer, Ta Mok, que morreu em 2006, antes de ser julgado no Tribunal da ONU por crimes contra a Humanidade.

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