No Carnaval, ocupação hoteleira em São Paulo cai e preços ficam 30% menores

No Carnaval, ocupação hoteleira em São Paulo cai e preços ficam 30% menores

Atualizado: Segunda-feira, 21 Fevereiro de 2011 as 2:06

Para quem quer conhecer a capital paulista, o Carnaval pode ser uma ótima oportunidade. Isso porque São Paulo costuma ficar vazia nessa época do ano e os preços dos hotéis chegam a cair, em média, 30%.

“No Carnaval, os paulistanos saem da cidade, mas tudo funciona, só que em um ritmo mais lento”, afirma o presidente da ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo), Bruno Omori. “Quem vier à cidade vai encontrar descontos de no mínimo 10% nos pacotes de hotéis, que podem chegar a 70%”, afirma.

Para essa época do ano, a ocupação hoteleira da cidade alcança os 60%, em média. No sentido contrário, a ocupação dos hotéis da capital fluminense deve chegar aos 87,56% neste Carnaval, mostra pesquisa da associação do Rio de Janeiro. As zonas Sul e Centro da cidade são as que devem atingir o maior percentual de ocupação hoteleira, próximo da média prevista.

Neste ano, segundo o presidente da associação, Alfredo Lopes, a ocupação do Rio foi estimulada pelo aumento do número de turistas estrangeiros. “Nós estamos observando um aumento do turismo internacional, que fez reservas antecipadas”, afirmou, segundo a Agência Brasil. Lopes calcula que cerca de 67% das reservas foram feitas há mais de dois meses por turistas estrangeiros.

Os entornos das capitais

Em São Paulo, Omori calcula que nas cidades mais afastadas do sambódromo e nas que têm um ritmo parecido com o da capital paulista, como Campinas e Ribeirão Preto, as diárias estarão mais em conta.

“Em cidades que têm um turismo mais de esportes e lazer de aventura, como Serra Negra e Águas de Lindóia, os preços são os praticados pelo mercado nessa época do ano”, explica. Nessas regiões, principalmente as do litoral, Omori acredita que a ocupação hoteleira para o Carnaval chegue próxima de 90%.

Já no Rio de Janeiro, considerando as demais regiões do estado, a média de ocupação chega a 80%. Em Armação dos Búzios, deve chegar a 95%, em Cabo Frio, a 90%, em Angra dos Reis, a 82% e, em Parati, a 73%. “Nós tivemos um incremento grande na oferta de quartos nessas cidades, com novos hotéis e pousadas”, considerou Lopes, ainda segundo a agência.

Prejuízos

O Carnaval de Petrópolis, uma das cidades fluminenses mais atingidas pelas enchentes em janeiro, não será o mesmo este ano. A ocupação hoteleira, que chegava a 85% nessa época, deve alcançar neste ano os 65%, segundo a Fundação Municipal de Cultura e Turismo.

“Estamos muito aflitos porque, embora não tenha acontecido nada com a nossa cidade em termos físicos para o turismo, a imagem que se divulgou foi muito negativa”, disse, segundo a Agência Brasil, o presidente da Fundação, Charles Rossi.

Segundo ele, as chuvas danificaram apenas a estrutura hoteleira do Vale do Cuiabá, em Itaipava. No restante da cidade, essa estrutura não foi afetada. “Estamos em um momento de recuperação da cidade e precisamos que os turistas venham para Petrópolis”, disse.

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