O lado mais descolado de Berlim

O lado mais descolado de Berlim

Atualizado: Segunda-feira, 9 Maio de 2011 as 9:31

O bairro de Scheunenviertel tem lojas despojadas, galerias de arte, cafés e restaurantes badalados. O iG Turismo percorreu a região e selecionou o melhor por lá É difícil apontar o bairro mais descolado na moderninha Berlim, mas certamente Scheunenviertel está entre os primeiros da lista. O nome, complicado para quem não fala alemão, quer dizer bairro dos celeiros e foi povoado por judeus a partir do século 19. Hoje, concentra lojas, cafés, restaurantes e galerias de arte, tudo cheio de charme despojado.

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Apesar de não ter muitas atrações turísticas clássicas, é um passeio delicioso para descobrir os lugares charmosos da vizinhança. Às vezes, eles se escondem em ruazinhas pacatas, às vezes, nos inúmeros pátios internos dos conjuntos de prédios das redondezas. Por exemplo, o imponente Hackescher Höfe, com nove pátios interligados, repletos de cafés, galerias, lojas e teatro. O local foi restaurado para recuperar seu estilo Jugendstil, com brilhantes fachadas coloridas de cerâmica. O Rosenhöfe, quase ao lado, todo em branco e verde água, abriga lojas de rede como H&M e M.A.C. Já no Sophie-Gips Höfe fica a Sammlung Hoffmann, com obras de arte contemporânea imperdíveis.

PARA COMPRAR

Quem curte peças diferenciadas, com um quê a mais, vai adorar Scheunenviertel. Ali dá para encontrar grifes consagradas de ares mais moderninhos, como Acne Jeans, COS e Camper, principalmente nos arredores da Alte Schönhauser Strasse, da Neue Schönhauser Strasse e da Rosenthaler Strasse. Também existe espaço para lojas bacanas de acessórios, como a OONA (Auguststrasse, 26), uma verdadeira galeria de joias. A Marimekko (Alte Schönhauser Strasse, 42) tem roupas, bolsas e objetos para casa, tudo bem estampado. Super exclusivos são os artigos vendidos nas lojas-conceito AM1, AM2 e AM3 (21-23 Münzstrasse). O Absinthe Depot (Weinmeisterstrasse, 4) vende mais de cem marcas da bebida.

PARA COMER Nos intervalos das comprinhas, não faltam opções para almoçar, jantar, fazer uma pausa para um café... Entre os restaurantes, dois asiáticos se destacam. O Monsieur Vuong (Alte Schönhauser Strasse, 46) tem um cardápio enxuto de comida vietnamita, mas tudo é muito saboroso, como prova a lotação do lugar. Já o Pan Asia (Rosenthaler Strasse, 38), abrigado num pátio, é bem mais tranquilo, maior e de menu extenso e tão apetitoso que dificulta a escolha. Outro lugar bom para um almoço é o Barcomi?s (Sophienstrasse, 21, Sophie-Gips-Höfe, 2 Hof). Despretensiosa é a Kantine (Joachimstrasse, 11), um lugar que parece a sala da casa de alguém e serve menus do dia de ótimo preço e sabor. O Kaffeemitte (Weinmeisterstrasse, 9A) tem docinhos no tamanho certo para aquele apetite do final da tarde, além de sanduíches e pratos leves.

PARA VER ARTE São tantas as galerias de arte do bairro que não é exagero dizer que há uma ao lado da outra. Na Augustrasse, por exemplo, há a Eigen + Art, no número 26, e a Kunst-Werke, no número 69. A Neugerriemschneider (Linienstrasse, 155) é outra importante galeria na capital alemã. Não faltam outros espaços de artes, como a C/O Berlin (esquina da Oranienburger Strasse e Tucholsky Strasse), que promove importantes exposições, como a recente do fotógrafo Robert Mappelthorpe. Um antigo bunker acima da superfície, construído a mando de Adolf Hitler, abriga a Sammlung Boros (Reinhardtstrasse, 20, ), com centenas de obras da coleção do empresário Christian Boros. É preciso agendar visita. O mesmo acontece na Sammlung Hoffmann (Sophienstrasse, 21), que guarda a coleção particular de arte contemporânea do casal Erika e Rolf Hoffmann.      

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