Palestinos pedem que igreja de Belém seja patrimônio mundial

Palestinos pedem que igreja de Belém seja patrimônio mundial

Atualizado: Terça-feira, 8 Fevereiro de 2011 as 1:07

Diferentemente da Casa da Ópera de Sydney ou da Estátua da Liberdade, a Igreja da Natividade, em Belém, um dos lugares mais sagrados para os cristãos, não está na lista dos Patrimônios Mundiais da Unesco.

Ela fica na Cisjordânia ocupada pelos israelenses. Sem um país próprio, os palestinos não são membros plenos da Organização das Nações Unidas (ONU) e, assim, não têm como obter o reconhecimento da ONU.

Nesta segunda-feira (7), eles anunciaram um plano para corrigir o que a Unesco, a agência cultural da ONU, concorda ser uma anomalia gritante, que deixa a igreja no limbo internacional. A construção data de 1.700 anos atrás e situa-se em cima da gruta onde se acredita que Jesus tenha nascido.

"Esse é um passo importante e necessário de nosso plano para pôr fim à ocupação (israelense) e estabelecer um Estado", disse a ministra do Turismo e das Antiguidades da Autoridade Palestina, Khouloud Daibes, ao apresentar a submissão formal ao comitê de patrimônio da Unesco.

"Essa é uma mensagem de nossa determinação", disse ela em entrevista coletiva marcando a primeira tentativa palestina de um lugar na lista da Unesco, que, ao longo dos últimos anos, reconheceu mais de 900 locais de "valor universal extraordinário para a humanidade".

A candidatura foi discutida na sede da Unesco em Paris na semana passada pelo primeiro-ministro Salam Fayyad, que desde 2009 conduz uma campanha para estabelecer todos os símbolos e instituições do Estado palestino até setembro deste ano.

O número de Estados membros da ONU que agora reconhecem a Palestina subiu para 110 nos últimos meses --já é mais do que a metade do total de integrantes da ONU, hoje 192.

As conversações com Israel para pôr fim ao conflito no Oriente Médio e criar um Estado palestino com um tratado mútuo estão suspensas há cinco meses. Os líderes palestinos afirmam que consideram a possibilidade de tomar uma iniciativa na Assembleia-Geral da ONU em setembro.

Estima-se que dois milhões de fieis e turistas visitem a Igreja da Natividade este ano, curvando-se para entrar na basílica pela Porta da Humildade, cujas vigas foram doadas no século 15 pelo rei inglês Eduardo 4o.

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