Paralisação em aeroportos não afetará voos

Paralisação em aeroportos não afetará voos

Atualizado: Terça-feira, 18 Outubro de 2011 as 9:38

"Temos um plano de contingência que prevê funcionários de confiança exercendo atividades operacionais na ponta", diz Marçal Goulart, superintendente de gestão operacional da Infraero.

Goulart estima que entre 500 e 600 funcionários deverão cruzar os braços nos dias 20 e 21. "Temos certeza de que os dois dias passarão despercebidos pelos passageiros."

Goulart diz que as polícias Civil e Militar também já foram acionadas para ajudar a "manter a ordem". "A manifestação é legítima e pedimos apoio da polícia para que ela seja feita de forma pacífica."

Nos aeroportos, funcionários da Infraero são responsáveis por atividades como planejamento do uso dos "fingers" (pontes de embarque), distribuição de esteiras para bagagem, inspeção de pista e pátio, entre outras.

A torre de controle não deve aderir ao movimento. "Só não teremos como substituir funcionários de colete amarelo que prestam informações nos terminais", diz Goulart.

O presidente do Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários), Francisco Lemos, defende a negociação de um acordo para garantir estabilidade para os funcionários. "Queremos estabilidade até 2018, como na Espanha."

A TAM e a Azul disseram que vão acompanhar a extensão do movimento para então decidir que medidas adotar. A Gol não se pronunciou.

PROTESTOS

Funcionários da Infraero ameaçam parar os aeroportos de Brasília e de Guarulhos nas próximas quinta e sexta-feiras, em protesto contra a privatização do setor.

As manifestações foram aprovadas em assembleia. Campinas, que a exemplo de Brasília e Guarulhos integra o plano de concessão da gestão de aeroportos à iniciativa privada, decide hoje se adere ou não à manifestação.

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