Praias e natureza compõem a Costa dos Corais

Praias e natureza compõem a Costa dos Corais

Atualizado: Segunda-feira, 7 Novembro de 2011 as 8:27

Ela já foi alvo de disputas acirradas entre portugueses e holandeses; serviu de cenários para combates na Guerra dos Cabanos, um movimento político que tentou trazer de volta D.Pedro I ao trono; já foi chamada Gamela e, mais tarde, Vila Isabel, em homenagem à famosa princesa libertadora.

Mas, hoje, basta pronunciar a palavra Maragogi para que um mundo de belas imagens naturais venha à tona. Localizado em um ponto eqüidistante de Maceió e Recife, essa cidade alagoana é uma das paradas imperdíveis da Costa dos Corais e a segunda cidade que mais recebe turistas no estado, atrás apenas da capital Maceió.

A Costa dos Corais é uma Área de Preservação Ambiental (APA), criada em 1997, compreende 13 municípios ao longo de seus 185 km, entre o norte de Alagoas e o sul de Pernambuco, e tem o turismo como a sua principal fonte de renda.

A lista de opções é extensa e nem sempre cabe nas poucas horas de visita dos que desembarcam na região. A maioria dos visitantes que chegam a Maragogi ainda é de visitantes provenientes de Porto de Galinhas e Maceió que contratam os pacotes de um dia para visitar o mais famoso dos atrativos naturais da região: as impressionantes piscinas naturais que se formam em alto mar, nos horários de maré baixa.

No entanto, os 185 km desse roteiro recortado por uma das maiores barreiras de corais do mundo vão bem além daquele cenário e surpreende os que passam algumas noites na região.

A região ainda tem o mar como seu principal cartão-postal e mesmo as praias mais turísticas que abrigam imensos resorts, como Burgalhau e Ponta de Mangue, mantém um certo ar de lugar semi-desértico. Mas se a ideia for mesmo desconectar-se, praias como Antunes, próximo a Burgalhau, ou o município Japaratinga podem ser um bom início para explorar a região.

A água doce também é lugar certo para quem quer levar para casa outras boas recordações da região: o emocionante passeio para observação do peixe-boi, orgulho natural entre os locais.

A partir de uma trilha curta entre mata nativa, em Porto de Pedras, o visitante tem acesso a píer improvisado de onde saem as jangadas simples de madeira que navegam suave pelo rio Tatuamunha a procura desses simpáticos e curiosos gigantes.

Não demora muito para os primeiros começarem a navegar ao lado da embarcação. Passam por debaixo, levantam a cabeça como se estivessem à procura de alguma mão disposta a acariciar-lhes (gesto, extremamente, proibido pelas leis ambientais locais) e logo lançam suas pesadas nadadeiras no interior da jangada antes de abraçá-la, como um amor platônico entre esse mamífero aquático e a embarcação.

E assim a viagem vai seguindo em um ritmo suave jamais imaginado em outros destinos famosos do Nordeste brasileiro.

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