Pule 10 carnavais diferentes pelo mundo

Pule 10 carnavais diferentes pelo mundo

Atualizado: Segunda-feira, 21 Fevereiro de 2011 as 3:18

Carnaval é quase sinônimo de Brasil. É aqui que a festa alcança seu ponto máximo. Por isso é das mais conhecidas, comemoradas e famosas do mundo. Isso não quer dizer, contudo, que a folia é exclusiva deste canto do planeta. Fantasias, blocos de rua, desfiles e agitação tomam conta de várias cidades fora do País nesta época.

Algumas festas se assemelham à brasileira, como a Terça-Feira Gorda de Nova Orleans e os bonecões de Nice, na França. Noutras regiões, as tradições são bastante diversas, caso de Barranquilla (Colômbia) e Veneza (Itália), mas não por isso pouco interessantes. Sejam como forem os Carnavais, são todos repletos de alegria, música e dança. E atraem – e recebem bem – os turistas interessados em participar. Portanto, escolha bem um lugar, cheque o tipo de fantasia e divirta-se.

Veneza, Itália

Cercada por água, Veneza, na Itália, recebe o maior número de turistas durante o Carnaval. A festa é diferente, sem samba e sem as fantasias cheias de brilho do Brasil. Aqui o negócio é mais comportado e elegante. Mesmo assim, o baile de máscaras pelas ruas encanta europeus e estrangeiros. Nesta época, a cidade recebe o cenário de séculos antigos e abriga uma série de celebrações nos palácios, onde os convidados abusam de vestimentas elaboradas e coloridas.

Nova Orleans, Estados Unidos

A cidade não é só jazz. Enquanto os brasileiros saem às ruas fantasiados ao som das marchinhas, na cidade norte-americana acontece uma festividade parecida: o Mardi Gras ou Terça-feira Gorda. Os americanos também são convidados a seguir os blocos de rua fantasiados. Não há fantasias neste Carnaval, mas quem mostrar os seios recebe colares coloridos como premiação.

Colônia, Alemanha

Essa festa só fica atrás de Salvador no quesito “qual festa dura mais”. Na cidade europeia, a comemoração não dura o ano todo, mas começa às 11h11 do dia 11 de novembro e só termina na quarta-feira de cinzas do ano seguinte. Geralmente, o público chega perto da casa do milhão. Os desfiles são em pleno inverno europeu, o que exige fantasias mais pesadas para aguentar a temperatura. Tudo regado a muita kölsch, cerveja típica alemã, e marchinhas – há até mesmo um dia de baile brasileiro, com direito a funk carioca e axé. O carnaval alemão, ou Fastelovend, marca a chamada “quinta estação do ano”.

Nice, França

É antiga a tradição de Carnaval em Nice, na França. Há relatos da celebração já no ano de 1294. De lá pra cá, pouco mudou: nos tempos antigos, em vez dos carros alegóricos, eram carruagens decoradas que tomavam conta das ruas durante o Carnaval francês. A essência da folia é a mesma, mas a festa ganhou público. Hoje reúne mais de um milhão de pessoas. O que mais chama a atenção são os bonecos gigantes de papel machê –conhecidos como catitões – e uma épica guerra de flores. Criada em 1876, a batalha usa como “armas” cerca de cinco mil flores, atiradas de vinte carros alegóricos floridos nos espectadores.

Quebec, Canadá

Em Quebec, no Canadá, as temperaturas podem chegar a -10°C. Sair de biquíni e com um chapéu de penas na cabeça é impossível. É fria pular o Carnaval aqui? Até que não. As três semanas de festa acontecem durante o inverno, por isso a comemoração é um pouco diferente da usual no Brasil. Shows de música, esculturas de neve e competições de esportes no gelo atraem turistas do mundo inteiro, interessados em viver a experiência de um Carnaval gelado.

Barranquilla, Colômbia

Considerado o carnaval mais colorido do mundo, Barranquilla, na Colômbia, se volta para arte e cultura. Nos desfiles há espetáculos de dança, pirofagia (comedores de fogo) e ritmos folclóricos como cúmbia, pito, gaita, fandango e merecumbé. A comemoração acontece a 700 km de Bogotá e tem o auge na Batalha das Flores, no sábado pré-quaresma. Por conta da riqueza cultural do evento, a Unesco o declarou como Obra Prima do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade.

Basileia, Suíça

Chamado de Fasnacht, o Carnaval na suíça Basileia começa uma semana após a quarta de cinzas. O primeiro ato é na madrugada da segunda-feira. Ainda no escuro, os foliões saem fantasiados pelas ruas da cidade com lanternas, flautas e tambores. São cerca de 200 lanternas pintadas, muitas delas no estilo carnavalesco, satirizando personalidades da política e de outras áreas. As fantasias são de cabeças gigantes, e quem não está nas ruas está nas tavernas. Nelas podem-se ouvir os moradores criando versos satíricos sobre figurões locais. Assim como os relógios suíços, até o Carnaval é pontual: dura 72h e acaba exatamente às 4h.

Berlim, Alemanha

Reputada pela liberalidade e a diversidade de sua população (há quase meio milhão de habitantes vindos de todos os cantos do mundo, de todas as cores e crenças), Berlim oferece um Carnaval diferente. Desde 1996 a cidade orgulha-se de seu Carnaval das Culturas, uma festa na qual o que manda é a variedade. Quase um milhão de visitantes soma-se aos três milhões de locais, muitos dos quais saem às ruas para compartilhar comidas, bebidas e músicas do mundo. No bairro de Kreuzberg é onde está o epicentro da diversão, com bandas ao vivo e shows dos mais diversos. À noite a festa continua nos clubes e nas discotecas, que tocam as novidades da musica eletrônica.

Aalborg, Dinamarca

Pode até soar estranho, mas um dos carnavais mais animados da Europa acontece na Dinamarca. Isso mesmo, nas frias terras próximas do Círculo Polar, mais precisamente na cidade de Aalborg, acontece, na 21ª semana do ano, a última de maio, um carnaval muito popular e divertido. A cidade toda é tomada pela festa, e a comida e bebida rolam soltas. Ainda que o ponto alto seja uma competição entre bandas musicais, há também um desfile à maneira do Carnaval de rua: fantasias, roupinhas bem escassas e até samba. Claro que precisa dar um desconto: é samba escandinavo...

Trinidad e Tobago, Caribe

Mais quente e até certo ponto próximo do nosso, ainda que de origem francesa, o carnaval caribenho tem seu maior expoente em Trinidad e Tobago. A tradição remonta aos tempos da escravidão: enquanto na casa grande se celebravam as festas com máscaras e roupas elaboradas, os escravos relembravam as músicas e as danças da terra natal. Décadas mais tarde, tudo isso se fundiu numa festa colorida e muito movimentada, com garantia de muita diversão. No lugar do samba, tocam calypso e soca.

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