Quatro maneiras de explorar a Estrada Real

Quatro maneiras de explorar a Estrada Real

Atualizado: Sexta-feira, 28 Maio de 2010 as 2:09

Com construções coloniais, joias da arte mineira e muita natureza, os mais de 1.600 quilômetros da Estrada Real ajudam a recontar a história do Brasil e formam um dos caminhos mais adorados pelos praticantes de turismo de aventura

Considerada um dos maiores complexos turísticos do Brasil, a Estrada Real começou a ser construída no século 17 como uma forma de facilitar o transporte do ouro de Minas Gerais até o litoral. Séculos depois, a rota se tornou destino popular entre viajantes que querem um roteiro histórico sem abrir mão de uma boa dose de adrenalina.

Sérgio Mourão/Acervo Setur MG

Com mais de 1.600 quilômetros, a estrada é composta por quatro rotas. A primeira, chamada de Caminho Velho, liga Ouro Preto a Paraty. A pedido da Coroa portuguesa, uma segunda via foi aberta no século 18, tendo como ponto final o porto da cidade de Magé, também no Rio de Janeiro. Ela foi batizada de Caminho Novo.

Algum tempo depois, a descoberta de pedras preciosas em Diamantina fez com que a rota fosse ampliada, transformando Ouro Preto no ponto central da estrada e dando origem ao chamado Caminho dos Diamantes. A quarta rota, menor e mais jovem, liga o Caminho Velho ao Novo e recebeu o nome de Caminho do Sabarabuçu.

Como percorrer

Antes de embarcar na aventura, não basta escolher por onde ir: é preciso escolher como ir, já que a Estrada Real pode ser percorrida de carro, bicicleta, a cavalo ou até mesmo a pé.

Independente da maneira que decida se aventurar, o viajante pode ter certeza de que não será fácil: enquanto alguns trechos são impossíveis de se cruzar de carro, outros castigam quem decide caminhar ou pedalar.

Por isso, planejamento é fundamental. Carros com tração 4X4 são fundamentais para a trilha. Além disso, o apoio de um aparelho de GPS facilita a jornada. Os ciclistas não podem descuidar da segurança: capacete e outros itens de proteção são imprescindíveis.

Quem optar pela cavalgada não pode esquecer que seu meio de transporte também é vivo: hidrate o animal regularmente e fique atento a trechos mais arriscados. Por fim, quem quiser encarar as trilhas deve estar com o preparo físico em dia, pois o caminho é rigoroso.

Algumas dicas servem para todos os exploradores: saia de casa com a hospedagem garantida, pois algumas cidades possuem poucas opções. Por segurança, tenha à mão um telefone celular com bateria, já que alguns trechos são longos e pouco movimentados.

Por Carolina Monterisi, iG São Paulo

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