Queimada afeta o turismo de MT

Queimada afeta o turismo de MT

Atualizado: Sexta-feira, 1 Outubro de 2010 as 12:19

Algumas pousadas registram queda de 90% na movimentação de turistas

O fogo nos parques e reservas naturais espantam os turistas das cidades mato-grossenses. Em Chapada dos Guimarães, pousadas e restaurantes reclamam da queda na movimentação que chega a 90% em alguns estabelecimentos. No Pantanal o impacto é menor, mas o hotel Sesc Pantanal continua fechado para reservas e só deve reabrir em 20 dias. Em Nobres, um incêndio em uma cachoeira obrigou visitantes a deixarem o local às pressas. Não há cálculos exatos dos prejuízos.

Chapada dos Guimarães, um dos principais roteiros turísticos do Estado, até o momento teve 11 mil hectares do parque queimado, sendo que ainda existem focos espalhados. Proprietários de pousadas reclamam. O proprietário do Solar do Inglês, Richard Mason, diz que 90% das reservas foram canceladas e que visitantes de outros estados "sumiram". De acordo com o empresário, o hotel está sendo ocupado apenas por aqueles que fogem do calor de Cuiabá e vão à cidade. A pousada Villa Guimarães, que trabalha com uma taxa de ocupação de 50%, tem hoje apenas 25% dos apartamentos ocupados e, segundo o gerente Paulo Redi, somente por aqueles que estão a trabalho.

"Os turistas sumiram, reservas foram canceladas e estamos trabalhando apenas com o turismo de negócios, para aqueles que vêm trabalhar". Outra queixa dos empresários é quanto ao fechamento do parque em virtude das queimadas. Richard Mason explica que os turistas ligam querendo saber se o parque está aberto e quando voltará a receber visitantes porque não querem viajar sem passeios para fazer. O analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Preservação, responsável pela unidade de conservação, Maurício Cavalcante dos Santos, diz que até o momento um terço do parque foi queimado e que o circuito das cachoeiras deve ser aberto hoje (1º), depois de passar estruturação após o incêndio.

Já o Véu de Noivas não tem previsão de abertura, mas que o Instituto está levantando recursos para recuperar o que foi destruído. Somente o circuito do Rio Claro se manteve aberto no período.

A funcionária do Morro dos Ventos, Rita de Cássia Siqueira, diz que o movimento caiu muito. "A pessoas vinham aqui para observar a paisagem, agora não dá para ver nada, só fumaça". Na pousada Penhasco, a ocupação não foi afetada em virtude da ocupação por empresas e reservas para eventos, explica a gerente de reservas Almira Pereira de Andrade.

O Pantanal também foi atingido pelo fogo e o Sesc Pantanal, um dos principais hotéis, está fechado e até ainda não faz reservas. A administradora da agência de turismo Interativa Pantanal, Liliana da Rosa Piveta, diz que o Sesc pediu mais 20 dias para que as reservas voltem a ser feitas para dar tempo de reparar os danos causados. A reportagem tentou contato com o hotel, mas as ligações não foram atendidas. Nestas condições, Liliana diz que a alternativa para a agência é alertar os clientes sobre a situação e oferecer passeios por rotas que não foram atingidas. "Muitos reclamam, já teve caso do passeio ser interrompido e termos que devolver o dinheiro. Por isso, antes de vender o pacote, avisamos sobre as queimadas ou fazemos sugestões de regiões que não estão muito prejudicadas".

Algumas pousadas registram queda de 90% na movimentação de turistas

O fogo nos parques e reservas naturais espantam os turistas das cidades mato-grossenses. Em Chapada dos Guimarães, pousadas e restaurantes reclamam da queda na movimentação que chega a 90% em alguns estabelecimentos. No Pantanal o impacto é menor, mas o hotel Sesc Pantanal continua fechado para reservas e só deve reabrir em 20 dias. Em Nobres, um incêndio em uma cachoeira obrigou visitantes a deixarem o local às pressas. Não há cálculos exatos dos prejuízos.

Chapada dos Guimarães, um dos principais roteiros turísticos do Estado, até o momento teve 11 mil hectares do parque queimado, sendo que ainda existem focos espalhados. Proprietários de pousadas reclamam. O proprietário do Solar do Inglês, Richard Mason, diz que 90% das reservas foram canceladas e que visitantes de outros estados "sumiram". De acordo com o empresário, o hotel está sendo ocupado apenas por aqueles que fogem do calor de Cuiabá e vão à cidade. A pousada Villa Guimarães, que trabalha com uma taxa de ocupação de 50%, tem hoje apenas 25% dos apartamentos ocupados e, segundo o gerente Paulo Redi, somente por aqueles que estão a trabalho.

"Os turistas sumiram, reservas foram canceladas e estamos trabalhando apenas com o turismo de negócios, para aqueles que vêm trabalhar". Outra queixa dos empresários é quanto ao fechamento do parque em virtude das queimadas. Richard Mason explica que os turistas ligam querendo saber se o parque está aberto e quando voltará a receber visitantes porque não querem viajar sem passeios para fazer. O analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Preservação, responsável pela unidade de conservação, Maurício Cavalcante dos Santos, diz que até o momento um terço do parque foi queimado e que o circuito das cachoeiras deve ser aberto hoje (1º), depois de passar estruturação após o incêndio.

Já o Véu de Noivas não tem previsão de abertura, mas que o Instituto está levantando recursos para recuperar o que foi destruído. Somente o circuito do Rio Claro se manteve aberto no período.

A funcionária do Morro dos Ventos, Rita de Cássia Siqueira, diz que o movimento caiu muito. "A pessoas vinham aqui para observar a paisagem, agora não dá para ver nada, só fumaça". Na pousada Penhasco, a ocupação não foi afetada em virtude da ocupação por empresas e reservas para eventos, explica a gerente de reservas Almira Pereira de Andrade.

O Pantanal também foi atingido pelo fogo e o Sesc Pantanal, um dos principais hotéis, está fechado e até ainda não faz reservas. A administradora da agência de turismo Interativa Pantanal, Liliana da Rosa Piveta, diz que o Sesc pediu mais 20 dias para que as reservas voltem a ser feitas para dar tempo de reparar os danos causados. A reportagem tentou contato com o hotel, mas as ligações não foram atendidas. Nestas condições, Liliana diz que a alternativa para a agência é alertar os clientes sobre a situação e oferecer passeios por rotas que não foram atingidas. "Muitos reclamam, já teve caso do passeio ser interrompido e termos que devolver o dinheiro. Por isso, antes de vender o pacote, avisamos sobre as queimadas ou fazemos sugestões de regiões que não estão muito prejudicadas".

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