Roteiro pelas casas de pintores famosos

Roteiro pelas casas de pintores famosos

Atualizado: Sexta-feira, 12 Novembro de 2010 as 3:02

O pintor catalão Pablo Picasso se refugiou por dois anos em um castelo francês, em Aix-em-Provence. Desejava fugir do burburinho de Cannes. Outro artista da mesma região, Salvador Dalí, também morou em um castelo.

Para Claude Monet, outro pintor celebridade, o luxo ficava do lado de fora de casa. Ele mesmo projetou e cuidava de seus jardins. E foi ali, em Giverny, no ateliê a céu aberto, que ele pintou suas melhores telas impressionistas. Ao contrário de Picasso, Dalí e Monet, um dos pintores mais valorizados da atualidade, Vincent Van Gogh, foi miserável durante toda a vida e passou por 37 albergues espalhados pela Holanda, Bélgica, Inglaterra e França.

Do México à Espanha, da casa azul de Frida Khalo à moradia quase nua de Goya, passando pelos castelos dos pintores-celebridades, listamos as casas de grandes pintores que merecem uma visita demorada. Escolha o seu favorito e descubra os lugares em que autênticas obras-primas foram concebidas.

MONET

Em Giverny, França

Os amantes do trabalho do pintor impressionista Claude Monet (1840-1926) vão se sentir dentro de um quadro do artista ao visitarem sua casa em Giverny, França. O lugar é lindo e o ponto alto da visita é um passeio demorado pelos jardins que inspiraram Monet a fazer vários de seus quadros.

Monet viveu nessa casa de 1883 até a sua morte, em 1926. Apaixonado por jardinagem, ele mesmo projetou o jardim, mantido até hoje da mesma maneira. A casa fica a cerca de 70 quilômetros de Paris. Atenção na hora de programar a visita, já que o local permanece fechado durante o inverno, ou seja, de 1º de novembro a 31 de março.

Visitação: de terça-feira a domingo, das 9h30 às 18h. Preço: 8 euros (adultos), 5 euros (crianças entre 8 e 12 anos e estudantes) e 4 euros (pessoas com deficiência). A entrada é gratuita para crianças de até 7 anos.

PICASSO

Em Aix-en-Provence, França

O artista mais revolucionário do século 20, Pablo Picasso (1881-1973) viveu no Castelo de Vauvenargues, em Aix-em-Provence, com a fotógrafa Jacqueline, sua mulher na época. A temporada não foi tão longa – de fevereiro de 1959 até junho de 1961 -, mas, naquele lugar inspirador, ele criou muitas de suas obras. Destaque para “Jacqueline de Vauvenargues”, retrato de sua esposa.

Entre 25 de maio e 27 de setembro de 2009, o castelo foi aberto ao público pela primeira vez. A abertura foi motivada pelo sucesso da exposição "Picasso e os Mestres", no Grand Palais de Paris. Após isso, ele abriu suas portas somente mais uma vez até 2 de outubro de 2010. No site oficial não há indicação de uma nova temporada de visitação. Mas se você planeja viajar à região, vale ficar atento.

O período que passou no castelo foi considerado por Picasso como um retiro. Ele queria descansar e se afastar do burburinho de Cannes, onde vivia. O lugar foi tão importante em sua vida que é ali mesmo, na entrada do castelo de Vaunevargues, que ele está enterrado, junto com Jacqueline.

Visitação: abre para o público em ocasiões especiais, por temporadas. A reserva tem que ser feita pelo site. Preço: 8 euros (adultos) e grátis para crianças de até seis anos.

VAN GOGH

Em Auvers-sur-Oise, França

Conhecida como “a casa de Van Gogh”, o Albergue Ravoux foi a última morada do pintor. Em sua vida de apenas 37 anos (1853-1890), Vincent Van Gogh passou por 37 residências, espalhadas pela Holanda, Bélgica, Inglaterra e França.

Monumento histórico na França, o local, onde também funciona um restaurante, é o único habitado pelo pintor que ainda está conserva seu estado original. O quarto 5, onde Van Gogh viveu por 70 dias, ainda mantém o clima sombrio de quando ele esteve no albergue.

Visitação: aberto de 3 de março a 31 de outubro, das 10 às 18h, de quarta-feira a domingo. Preço: 6 euros (adultos), 4 euros (crianças de 12 a 17 anos e pessoas com deficiência), grátis (crianças até 11 anos).

RENOIR

Em Cagnes-sur-Mer, França

O Renoir Museum fica localizado em uma casa em Cagnes-sur-Mer, onde Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) passou seus últimos anos de vida. Logo após a morte deste expoente do impressionismo, o local virou museu. Ele tem uma aura mágica. Observe as oliveiras e os pomares ao seu redor. Eles inspiraram muitas das últimas pinturas de Renoir.

No acervo, os visitantes encontram uma seleção de esculturas e uma série de lindas paisagens assinadas pelo mestre impressionista.

Visitação: todos os dias, menos terça-feira. De julho a setembro, das 10 às 12h, e das 14 às 18h. De outubro a junho, das 10 às 12h30, e das 14 às 17h. Preço: 4 euros.

REMBRANDT

Em Amsterdã, Holanda

A casa onde Rembrandt (1606-1669) viveu entre 1639 e 1658 foi transformada em museu. O Museu Casa de Rembrandt fica na construção que data de 1606/1607. A fachada é nova e mais um segundo andar foi adicionado à construção.

Nos primeiros anos do museu, aberto em 1911, a coleção de gravuras começou a crescer, graças a doações e compras. A partir dos anos 90, muitas mudanças importantes foram feitas no local. Uma das principais foi a construção de uma nova ala, inaugurada em maio de 1998. Ela abriga duas galerias de exposição, a secretaria, os escritórios e a biblioteca, com o Centro de Informação Rembrandt.

Visitação: todos os dias, das 10 às 17h. O Hembrandt House Museum só fica fechado no dia 1º de janeiro. Preço: 9 euros (adultos), 8 euros (preço por pessoa para grupos a partir de 15 pessoas), 2,50 euros (crianças de 6 a 17 anos), de graça (até seis anos de idade).

SALVADOR DALÍ

Em Portlligat, Catalunha

Atraído pela paisagem belíssima da região, Salvador Dalí (1904-1989). foi hospedado, em 1930, em uma pequena cabana de pescadores de Portlligat. A luz e o isolamento encantaram o pintor surrealista e o convenceram a se mudar para a região. Ele viveu e trabalhou ali até que, em 1982, com a morte de Gala, mudou-se para o Castelo Púbol.

A casa-museu tem um formato labiríntico. Todos os cômodos estão repletos de recordações de Dalí: tapetes, móveis, entre outras peças que pertenceram ao pintor. O público visita os quartos, salas de estudo e áreas ao ar livre.

Visitação: das 10h30 às 18h, de 1º a 6 de janeiro (fica fechado de 7 de janeiro a 11 de fevereiro), e de 12 de fevereiro a 14 de junho; das 9h30 às 21h, de 15 de junho a 15 de setembro; das 10h30 às 18h, de 16 de setembro a 31 de dezembro. Preço: 10 euros (adultos), 8 euros (estudantes, aposentados e desempregados), grátis (crianças até 8 anos).

SALVADOR DALÍ

Em La Pera, Catalunha

O Castelo de Púbol, para onde Dalí se mudou depois da morte da amada Gala, está aberto ao público desde 1996. Essa construção medieval foi a última oficina do pintor surrealista, entre 1982 e 1984, além de ter se tornado também o mausoléu de sua musa.

Com três andares, o castelo foi provavelmente construído entre a segunda metade do século 14 e começo do século 15. Dalí comprou o imóvel em 1969. Na época, a construção tinha muitas rachaduras e o jardim estava abandonado.

Visitação: das 10 às 18h, de 15 de março a 14 de junho; das 10 às 20h, de 15 de junho a 15 de setembro; das 10 às 18h, de 16 de setembro a 1º de novembro; das 10 às 17h, de 2 de novembro a 31 de dezembro. Preço: 7 euros (adultos), 5 euros (estudantes, aposentados, desempregados e preço por pessoa para grupos acima de 30 pessoas).

GOYA

Em Fuendetodos, Espanha

A Casa de Goya (1746-1828) está localizada em Fuendetodos, Espanha, cidade que fica a 780 metros de altitude. A construção onde o pintor nasceu é um exemplar típico da arquitetura do final do século 18 e começo do século 19. Na Guerra Civil, a casa foi parcialmente destruída e sua restauração aconteceu em 1946. Trinta e seis anos depois, o imóvel foi declarado Patrimônio Histórico Nacional.

No dia 13 de julho de 1985, foi aberta oficialmente ao público. Atualmente, os visitantes podem conferir de perto o estilo rústico do imóvel em que o artista nasceu e viveu. Em uma carta ao amigo Martin Zapater, Goya revelou: "A minha casa não precisa de muito móveis. Apenas de uma imagem de Nossa Senhora do Pilar, uma mesa, cinco cadeiras, uma panela, um grill e uma lanterna. Todo o resto é supérfluo".

Visitação: das 11 às 14h, e das 16 às 19h, de terça-feira a domingo. Preço: Gratuito.

FRIDA KAHLO

Em Cidade do México, México

Considerada Patrimônio Histórico Nacional, a casa onde Jackson Pollock (1912-1956), referência no movimento do expressionismo abstrato, morou nos anos 40 com sua mulher Lee Krasner, também artista, virou um centro de estudos aberto à visitação.

Erguida em 1879, ela passou por algumas reformas, quando Pollock e Lee Krasner decidiram se mudar para lá. As mudanças pararam por aí. Os visitantes podem ver de perto todos os artefatos originais da época dos artistas, incluindo a coleção de discos de jazz e a biblioteca de Pollock.

Uma de suas maiores atrações é o celeiro, onde Pollock pintou várias obras famosas. Ele estendia a tela no chão e andava ao seu redo, aplicando tinta líquida nos quatro cantos, em um processo de criatividade espontânea que é a marca de seus trabalhos. Até hoje, o chão do celeiro-estúdio traz vestígios desse processo criativo inusitado. Após a morte de Pollock, em 1956, Krasner continuou a usar o celeiro como estúdio. Estão em exposição as ferramentas e materiais usados pelos dois artistas.

Visitação: a casa fica aberta de maio a outubro, às quintas, sextas e sábados. Em maio, só são aceitas visitas guiadas de uma hora de duração, às 11 e às 16h. Elas devem ser marcadas com antecedência. Em junho, julho e agosto, a casa funciona das 13 às 17h. Em setembro e outubro, a casa só é aberta para visitas guiadas, marcadas com antecedência. Preço: US$ 10 (visitas guiadas em maio, setembro e outubro), US$ 5 (visita comum). PALLOCK E LEE KRASNER

Em East Hampton, Nova York

Considerada Patrimônio Histórico Nacional, a casa onde Jackson Pollock (1912-1956), referência no movimento do expressionismo abstrato, morou nos anos 40 com sua mulher Lee Krasner, também artista, virou um centro de estudos aberto à visitação.

Erguida em 1879, ela passou por algumas reformas, quando Pollock e Lee Krasner decidiram se mudar para lá. As mudanças pararam por aí. Os visitantes podem ver de perto todos os artefatos originais da época dos artistas, incluindo a coleção de discos de jazz e a biblioteca de Pollock.

Uma de suas maiores atrações é o celeiro, onde Pollock pintou várias obras famosas. Ele estendia a tela no chão e andava ao seu redo, aplicando tinta líquida nos quatro cantos, em um processo de criatividade espontânea que é a marca de seus trabalhos. Até hoje, o chão do celeiro-estúdio traz vestígios desse processo criativo inusitado. Após a morte de Pollock, em 1956, Krasner continuou a usar o celeiro como estúdio. Estão em exposição as ferramentas e materiais usados pelos dois artistas.

Visitação: a casa fica aberta de maio a outubro, às quintas, sextas e sábados. Em maio, só são aceitas visitas guiadas de uma hora de duração, às 11 e às 16h. Elas devem ser marcadas com antecedência. Em junho, julho e agosto, a casa funciona das 13 às 17h. Em setembro e outubro, a casa só é aberta para visitas guiadas, marcadas com antecedência. Preço: US$ 10 (visitas guiadas em maio, setembro e outubro), US$ 5 (visita comum).

EDWARD HOPPER

Em Nanuet, Nova York, Estados Unidos

A casa onde o pintor realista americano Edward Hopper (1882-1967) nasceu e passou a infância faz parte, desde 2000, do Registro Nacional de Locais Históricos dos Estados Unidos e funciona como um centro multiartes. Na programação há oficinas, palestras, concertos de jazz e muito mais. Uma parte da casa é dedicada a exposições sobre a vida e carreira de Edward Hopper, com venda de livros, cartazes, cartões e postais do trabalho do artista.

Construída em 1858 pelo avô materno do pintor, John Smith, a casa passou a ser lar dos pais de Hopper, recém-casados. Em 1970, com a demolição da casa já marcada, os vizinhos conseguiram salvá-la e formar uma comissão para sua restauração e criação de um museu.

Os quartos à esquerda são parte da casa original. A sala que fica à direita tem um teto de madeira polida e uma lareira de azulejos, instalada em 1882, ano de nascimento de Edward. Em 2011, a casa completa 40 anos de existência como centro cultural e comemora a data com vários eventos e exposições sobre a vida e a obra de seu célebre morador. O destaque: uma exposição do trabalho inicial de Hopper intitulada Edward Hopper, Prelude: Os Anos Nyack.

Visitação: das 13 às 17h, de quinta-feira a domingo. Preço: US$ 2 (adultos), US$ 1 (estudantes e aposentados) e de graça para crianças e sócios. KANDINSKY

Em Murnau, Alemanha

Durante os verões de 1909 a 1914, o famoso pintor russo Wassily Kandisnky (1866-1944) viveu com Gabriele Muenter em sua casa situada em Murnau, cerca de 70 quilômetros ao sul de Munique. Foi lá que ele fundou o grupo de artistas batizado de Blue Rider.

Somente quando o casal se separou, em 1914, Kandinsky passou a viver em Moscou. Gabriele Muenter, no entanto, voltou a viver na casa em 1920, e permaneceu ali até a sua morte, em 1962. Desde 1999, é possível visitar o pequeno imóvel e seus belos jardins. O museu público tem como destaque as pinturas originais de Muenter, fotos dos artistas e paredes pintadas por Kandinsky (com motivos florais e animais, especialmente cavalos), além dos móveis originais.

Visitação: das 14 às 17h, de terça-feira a domingo. Preço: Gratuito.

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