Saiba mais sobre a Antártida

Saiba mais sobre a Antártida

Atualizado: Terça-feira, 2 Junho de 2009 as 12

Um local grandioso e um paraíso fabuloso para a vida selvagem, com um incomparável cenário de montanhas, neve e gelo. É um privilégio visitar este inspirador continente e experimentar a magia que encantou centenas de exploradores, aventureiros e cientistas por mais de dois séculos e, recentemente, os viajantes de todo o mundo.

Com seus longos dias de verão, entre os meses de novembro a março, há possibilidade de explorar vastas colônias de pingüins, observar baleias, avistar centenas de focas descansando nas massas de gelo flutuantes, e se maravilhar com a extraordinária variedade de tamanhos e cores dos icebergs. As vistas são indescritíveis: imponentes glaciais e pedaços de gelo caem quase verticalmente no mar.

Os passageiros são acompanhados por cientistas que fornecem todas as informações necessárias. As viagens ao interior do continente, a partir das bases, são realizadas em simpáticos veículos ''trucks'', além de pequenas caminhadas. Durante todo o trajeto, há oportunidade de conversar com os residentes das bases, já que a Antártida não tem população nativa.

A Antártida tem forma circular, a extensão total é de 14,2 milhões de km2 no verão e, durante o inverno, tem o dobro do tamanho. O verdadeiro limite da Antártida é a Convergência Antártica, zona definida nos extremos sul dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico.

Mais de 95% do continente está coberto de gelo, que contém perto do 90% de toda a água doce do mundo. Devido à esta grossa capa de gelo, a elevação média é de 2.300 metros. O ponto mais elevado do continente é o Maciço Vinson (5.140 metros) e o mais baixo é a fossa subglaciar de Bentley (2.499 metros abaixo do nível do mar), a oeste da Antártida. Esta fossa está coberta por mais de 3.000 metros de gelo e de neve. É possível que existam pontos ainda mais baixos, mas até hoje foram descobertos.

Principais atrações

Península Antártica

Port Lockroy:  o ponto mais visitado da Antártida foi, durante a Segunda Guerra Mundial, base da Inglaterra. Hoje, é o museu da Antártica. Localizado na Ilha Gouldier, no arquipélago Palmer, entre colinas da fantástica passagem Neumayer. Lockroy abriga uma comunidade de pinguins gentoo e com eles tem sido realizadas várias pesquisas envolvendo seu encontro com os turistas. Até agora, foi descoberto que a relação de proximidade é positiva para a comunidade, já que a presença humana afasta os skuas, um pássaro da Antártida que se alimenta dos ovos dos pinguins.  

Monte Vinson: com cerca de 4.892 metros de altitude (medição de 2004), é o ponto culminante do continente, localizado no extremo sul da Península Antártica.

As Ilhas

Ilha Rei George: habitat para focas-leopardo, skuas, pinguins e leões marinhos, essa é a maior das Ilhas Shetland do Sul, a 1200 Km do Cabo Horn. Nessa ilha, encontram-se estações científicas multinacionais: Brasil, Chile, China, Coréia do Sul, Peru, Polônia, Rússia, Uruguai e Argentina, incluindo a brasileira Ferraz e a polaca Arctowski.

Bases Antártidas: na Península Antártica, existem bases orientadas para o estudo de diversos fenômenos metereológicos, geológicos e ecológicos como a base chilena Presidente Eduardo Frei Montalva, a oeste da Ilha King George, que abriga uma vila residencial com hospital, escola, banco e supermercado. A Estação polonesa Henry Arctowski, pertencente à academia pocala de ciências, é outra base, especializada no estudo da fauna local. A base ucraniana Vernadsky é um ótimo ponto de apoio para visitas a comunidades de pinguins.

Ilhas Sub-Antártidas Macquarie: possessão australiana, a Ilha Macquerie está localizada 1500 Km a sudoeste da Tasmânia. Formada pela cordilheira Macquarie, é um exemplo da exposição de rochas do manto terrestre (que ficam nas profundezas do oceano normalmente) pelo movimento de placas tectônicas. Nessa ilha, encontram-se milhares de pingüins-rei. Nas ilhas Auckland, podem-se ver os famosos albatrozes.

Ilha Geórgia do Sul: descoberta por acaso no século XVII, esta ilha está localizada a 1350 Km da Antártica, no meio do Atlântico, entre as Ilhas Malvinas e as Sandwich do Sul. É uma maravilha da natureza, onde se encontra a estação baleeira de Grytviken e onde o famoso explorador polar Inglês Sir Ernest Shackleton foi sepultado. Com seus picos nevados, baías verde esmeralda e glaciares azuis, é casa de muitos pássaros, pinguins e focas. Ainda pouco exploradas, seu Monte Paget foi escalado pela primeira vez em 1965. Nas ilhas, já foram registradas 9 espécies de pinguins entre gentoos, macaronis, chinstraps e pinguins-rei.

Ilha Peter: é a segunda ilha mais remota do mundo, uma das três possessões norueguesas no continente, a oeste da Península Antártica. Ocupada primeiramente para servir à indústria da pesca de baleias, hoje é um importante ponto de parada de expedições antárticas. De helicóptero, pode-se descer sobre a barreira de gelo Ross, para visitar as estações cientificas McMurdo e Scott, além de pontos históricos, os cabos Evans e Royds.

Ilhas Falkland: localizadas a leste de Ushuaia, é um dos últimos redutos de civilização na parte sul do planeta. Hoje, é uma das possessões inglesas de maior desenvolvimento. Stanley é sua capital, a de localização mais ao sul no mundo, pequena e tudo fora dela é campo, parte de uma janela que se abre para o novo, para uma natureza intocada. Dessa cidade, pode-se conhecer seu museu, os centros de compra e as praias que exibem golfinhos, pinguins e focas nas orlas.

Fauna: tanto nos desembarques como durante as navegações em si, todos se encantam com aparições inesperadas de elefantes marinhos, onças, leopardos marinhos, focas de Wendell, baleias e uma inúmera quantidade de aves migratórias, entre outros habitantes antárticos. Graças à comodidade do barco e suas amplas janelas, verdadeiros observatórios climatizados, pode-se desfrutar da inigualável e impactante beleza antártida.

Colônias de pingüins: os pinguins são espécies de aves que não voam, nadam excelentemente bem, chegando a atingir 40 Km/h dentro d´água, e habitam latitudes setentrionais apenas. Ao longo de uma viagem pela Antártida, encontram-se diversas pinguineras como as da Ilha do Rei Jorge, Ilha da Meia Lua e o Yankee Harbour, onde coabitam várias espécies como os adelies e chinstrap (de fita no pescoço), que são mais comuns, e os gentoo.

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