Selva amazônica convida a incursões a partir de Manaus

Selva amazônica convida a incursões a partir de Manaus

Atualizado: Segunda-feira, 22 Junho de 2009 as 12

Com a cheia ameaçando bater recordes - a deste ano só perde para a que aconteceu em 1953 na região -, o espetáculo do encontro das águas barrentas do rio Solimões com a imensidão escura do rio Negro anuncia que o avião se prepara para o pouso.

A cerca de 10 km dali, Manaus parece a ponto de ser engolida pela massa de água cor de Coca-Cola do Negro. No coração da Amazônia brasileira, a cidade é a principal porta de entrada do Amazonas e ponto de partida para as principais atrações turísticas do Estado.

Antes ou depois de conhecer a floresta ou outras cidades amazonenses, vale dar uma passada na capital, mesmo que rápida, para conhecer o imponente teatro Amazonas.

Mas a hora mais esperada mesmo é a de se embrenhar na floresta. Antes, vale se informar bem sobre o tipo de pacote que mais tem a ver com você e sobre o tipo de passeio que você gostaria de fazer.

Apesar de oferecerem programações parecidas, as hospedagens em barcos de cruzeiros pelos rios ou em hotéis de selva oferecem perspectivas bastante diferentes aos turistas.

Se a dúvida persistir, é possível optar por pacotes que contemplam os dois tipos de hospedagem.

Obrigatórios

Seja qual for a opção - cruzeiro ou hotel de selva -, não deixe de ir até o encontro das águas, para conferir o início da união do escuro rio Negro com o barrento rio Solimões.

Não falte também aos passeios noturnos. Ver ou não jacaré e outros bichos é o de menos. O que faz deste passeio um programa imperdível é o som da floresta e dos remos entre os igapós e igarapés.

Mico

Prato cheio para turista estrangeiro e motivo de constrangimento para os brasileiros. É o que pode acontecer na visita a uma comunidade local.

Na tentativa - frustrada - de entrar no clima da floresta, alguns hotéis pedem para que os turistas sejam esperados a caráter pelos índios ou descendentes. Você chega e se depara com pessoas vestindo... folhas!

A partir daí, tudo pode acontecer. Até dança da chuva. Para evitar a roubada, pergunte detalhes da visita antes de ir.

Melhor época

A melhor época para visitar a Amazônia depende, na verdade, da preferência do viajante. No período da cheia, de dezembro a junho, os rios aumentam de volume e surgem os igapós, trechos de mata alagada atravessados por canoa.

Na seca, de julho a novembro, surgem as praias fluviais. É mais fácil avistar animais e os insetos castigam menos - além da óbvia vantagem de chover menos.

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